Se você não pegou a ponte aérea ou a Via Dutra no último fim de semana e perdeu as peripécias do Molotov21 em terras paulistanas, não se preocupe, a gente revela tudo neste post super recheado. Enquanto isso, dá um play aí embaixo e vai ouvindo o set b2b entre Pedro Mezzonato e Bernardo Campos, gravado diretamente do basement do Vegas Club, que balançou com o groove carioca!
Bernardo Campos vs Pedro Mezzonato - Live at Vegas/SP
Depois de muito engarrafamento e sem o comparsa Bernardo Campos que se recuperava de uma virose, os outros três membros do Molotov21 chegaram à São Paulo na quinta, ansiando por música boa. O que não foi nada difícil de encontrar nesse mar de clubs e clubbers que é a selva de pedras paulista.
Na primeira noite, prestigiamos o lançamento do selo Voyage Recordings, cujos primeiros releases você confere aqui no quentíssimo Hot Hot, com destaque para o set do hermano Manuel Sahagún. O vídeo da noite, você confere abaixo.
Afterparties e ressaca passada, Bernardo se junta à trupe na sexta e nos preparamos para uma maratona de música boa que foi desde o show ao vivo numa clássica cantina italiana à festa da Voyage na aconchegante Livraria da Esquina.
Mas a hora mais aguardada da noite por nós era mesmo a apresentação no Vegas. No porão que tem sound e light systens de dar inveja a qualquer club carioca (e muito melhor que a pista de cima, diga-se de passagem), Pedro e Bernardo receberam a pista de Benjamin Ferreira e representaram muito bem a musicalidade carioca, como muito bem define Bernardo:

Prestes a começar sua primeira turnê no Brasil, que inclui gigs nos paulistas Hot Hot, e D-Edge e no carioca Studio Line(RJ), o argentino Manuel Sahagún bate um papo conosco e abor
da temas que vão desde a cena musical da Argentina, seu trabalho na label Candy Music, o qu
e ele pretende tocar em seus sets por aqui e também sobre como é torcer pela seleçã
o de Maradona na Copa do Mundo, em pleno território brasileiro.
Como é a cena clubber argentina atualmente e que estilos tem feito mais sucesso por lá?
A cena de dance music argentina tem estado ótima atualmente. Levou mais de um ano para que o público de música eletrônica por lá criasse raízes e tivesse suas próprias peculiaridades, assim como o do Rock n' Roll. Infelizmente está tudo concentrado em Buenos Aires, apesar de termos ótimos clubs em cidades como Rosário e Córdoba.
Hoje em dia você pode ouvir bastante tech-house e minimal-techno, mas o house parece estar só agora crescendo com uma nova geração de produtores inlfluenciados por indie-rock, pop, funk, etc.
Em 2009 você esteve excursionando pelos Estados Unidos e agora está vindo ao Brasil para tocar em excelentes festas como a Paradise na D-Edge, a Levada no Studio Line e o lançamento da Voyage Bookings no Hot Hot. O que mudou na sua carreira desde esta última turnê?
No último ano estive bastante ocupado como DJ e não me dediquei ao meu lado de produtor, como eu gostaria. De qualquer forma, eu passei muito tempo ouvindo novas tracks diariamente e percebi o quanto é dificil encontrar música boa entre as centenas que são lançadas todos os dias.
Estou muito feliz com meu DJ Set, Tenho procurado experimentar novas direções e o público parece sempre gostar mais e mais.
Seus sets são conhecidos por se caracterizarem um passeio do deep ao jackin cheio de influências disco. O que você pretende tocar para as pistas brasileiras?
Já ouvi dizer que por aí o público gosta muito das faixas mais dançantes e grooveadas e preparei uma grande variedade de opções que se encaixem nesse quesito: deep, funky, tech, etc.
Honestamente, mal posso esperar pra tocar na Levada este sábado!
E sua label, a Candy Music? Fale um pouco dela pra nós.
Eu e Jay West estamos trabalhando muito para alavancarmos nossa gravadora, principalmente procurando por novos artistas. Tivemos releases que venderam bastante em 2010 e um deles foi o meu EP Memory Lane (NR: que vocês podem ouvir abaixo). Sei que no Brasil há diversos bons produtores como Jota Wagner e nós adoraríamos lançar mais artistas brasileiros.
Mudando de assunto, como é a sensação de ser argentino e torcer pelo time de Maradona estando no Brasil em plena época de Copa do Mundo?
Hahaha, tenho pensado bastante sobre isso. Sinceramente se a Argentina não vencer eu quero que o Brasil vença esta Copa, seria insano ver todos vocês celebrando a conquista por aqui. De qualquer forma, não gostaria de estar aqui durante um Brasil x Argentina, seria no mínimo desconfortável...






