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Entrevista com Maurício Lopes!
15.02.11 16:105 comentários

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Maurício Lopes começou tocando no circuito underground, foi um dos pioneiros da atual cena eletrônica e um dos principais responsáveis pela afirmação do techno no Rio de Janeiro. Iniciou sua carreira em 1992, no clube Kitschnet, um dos primeiros a apostar no techno, quando o gênero ainda era desconhecido. Em 1995, ao tocar como convidado do DJ Felipe Venâncio, residente então das sextas-feiras da Dr. Smith, Maurício começou a conquistar seu público, sendo chamado para comandar a recém-inaugurada pista de techno da X-Demente, festa antes dedicada apenas a house music. O DJ se apresentou nas primeiras festas do Mercado Mundo Mix no Rio de Janeiro e em Curitiba e nas principais noites de techno, como o After (Rio de Janeiro) e Hell's Club (São Paulo).

 

Foi residente da festa OOPS!! durante mais de dez anos! Nessa festa, o "melhor-dj-do-Rio" desenvolveu habilidade para comandar sozinho a pista da festa, que durava até oito horas por edição e permitia que Maurício construísse uma forte identidade musical, longe do fundamentalismo de qualquer segmento específico dentro da música eletrônica.

 

Hoje em dia, Mauricio é considerado um dos melhores DJs do Brasil e um ícone da música eletrônica underground.

 

Ouça alguns DJ sets do "monstro"!

 

Latest tracks by maulopes

 

- Você foi iluminador na lendária boate Dr. Smith. Quando foi o momento em que percebeu que seu lugar era na cabine de DJ?

 

Eu sempre gostei de mexer na iluminação, ficar sincronizando a luz com o som, etc. Até hoje, sempre que eu posso (principalmente durante os long sets), gosto de fazer as duas coisas ao mesmo tempo. Mas esse momento da descoberta do meu lugar na cabine foi bem anterior ao Dr. Smith, na verdade. Aconteceu ainda no Cubatão quando o Zé Roberto (Mahr) deixou eu tocar uma ou duas músicas durante uma festa do Novas Tendências. Não lembro de quem veio a ideia e como aconteceu, mas lembro bem que foi a primeira vez que rolou o “pacote completo” de escolher uma música, colocar numa MKII (inesquecível) e tocar para uma pista de dança num clube de verdade. Eu nem sabia mixar ainda e foi só uma brincadeira, mas a emoção básica era aquela, foi única, e é a mesma que eu sinto até hoje quando toco e posso fazer o que eu mais gosto, que é dividir o meu amor pela música com outras pessoas.


- Você é um DJ acima de suspeitas considerado por muitos como um dos melhoes domau_lopes Brasil, mas recentemente embarcou na produção de eventos com a festa Trust. Como tem encarado essa nova função?

 

Eu tenho gostado muito de fazer a Trust. A produção como um todo é muita novidade pra mim e posso dizer que é um desafio, principalmente numa cidade “difícil” como o Rio. Foi só fazendo a Trust que eu percebi de verdade como dá trabalho produzir um evento, por menor e mais despretensioso que ele seja. Mas tenho aprendido bastante é muito bom poder trabalhar com amigos que tem interesses e experiências diferentes e poder fazer uma coisa que há muito tempo a gente tinha vontade mas não tinha rolado ainda. A ideia da “festinha entre amigos” continua, mas ao mesmo tempo deu pra sentir que podemos ir mais longe e isso tem acontecido bem como a gente quer: sem pressa e sem atropelamento, testando formatos e locações diferentes, buscando novas parcerias, apostando na variedade entre os DJs convidados, etc. Além do fato de que tocar na sua própria festa tem um sabor especial e o prazer vem em dobro, como dj e produtor.

 


- Como foi a primeira Fosfolopes? Qual a proposta da festa?

 

A primeira edição foi muito legal e pela gritaria e animação deu pra sentir que a festa chegou “chegando” Hehehe. Há muito tempo atrás o Fosfobox fez uma Fosfolopes, em que tocamos eu e o Renato Lopes, e desde aquela época uma segunda edição vinha sendo planejada mas acabou não rolando. Com a reforma do clube e a mudança na programação eles resolveram resgatar essa ideia e me convidaram para ser o dj residente nesse formato mensal e mais flexível, com a possibilidade de ser diferente a cada edição, tendo vários djs convidados (como vai ser a próxima dia 18), apenas um fazendos sets maiores (como foi a primeira com o Renato) e quem sabe até alguma edição com um long set meu, o que não rola há quase um ano, desde o fim da Oops!!

 


- Anos atrás você tinha um projeto com o DJ Schild, chamado Iron Nipples. Por que o projeto não foi a frente? Você ainda pensa em produzir?


Pois é, justamente quando estávamos engrenando e aprimorando a parceria ficamos sem um espaço em que a gente pudesse se encontrar pra trabalhar e fazer o nosso barulho juntos. Depois disso a retomada foi ficando cada vez mais difícil, os encontros cada vez mais esporádicos e aos poucos foi esfriando a vontade de insistir com o projeto. Mas eu ainda penso em produzir sim. A qualquer momento vou abrir a “caixa de Pandora” e deixar as idéias saírem. Hehehe

 

Veja alguns vídeos do DJ em atuação!

 

 

 

 

 

Créditos:

 

Patricia Lobo - Fotos

Eduardo Llerena - Videos

Categoria: Entrevistas
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Molotov 21 (contato @ molotov21.com)
www.molotov21.com