Prestes a começar sua primeira turnê no Brasil, que inclui gigs nos paulistas Hot Hot, e D-Edge e no carioca Studio Line(RJ), o argentino Manuel Sahagún bate um papo conosco e abor
da temas que vão desde a cena musical da Argentina, seu trabalho na label Candy Music, o qu
e ele pretende tocar em seus sets por aqui e também sobre como é torcer pela seleçã
o de Maradona na Copa do Mundo, em pleno território brasileiro.
Como é a cena clubber argentina atualmente e que estilos tem feito mais sucesso por lá?
A cena de dance music argentina tem estado ótima atualmente. Levou mais de um ano para que o público de música eletrônica por lá criasse raízes e tivesse suas próprias peculiaridades, assim como o do Rock n' Roll. Infelizmente está tudo concentrado em Buenos Aires, apesar de termos ótimos clubs em cidades como Rosário e Córdoba.
Hoje em dia você pode ouvir bastante tech-house e minimal-techno, mas o house parece estar só agora crescendo com uma nova geração de produtores inlfluenciados por indie-rock, pop, funk, etc.
Em 2009 você esteve excursionando pelos Estados Unidos e agora está vindo ao Brasil para tocar em excelentes festas como a Paradise na D-Edge, a Levada no Studio Line e o lançamento da Voyage Bookings no Hot Hot. O que mudou na sua carreira desde esta última turnê?
No último ano estive bastante ocupado como DJ e não me dediquei ao meu lado de produtor, como eu gostaria. De qualquer forma, eu passei muito tempo ouvindo novas tracks diariamente e percebi o quanto é dificil encontrar música boa entre as centenas que são lançadas todos os dias.
Estou muito feliz com meu DJ Set, Tenho procurado experimentar novas direções e o público parece sempre gostar mais e mais.
Seus sets são conhecidos por se caracterizarem um passeio do deep ao jackin cheio de influências disco. O que você pretende tocar para as pistas brasileiras?
Já ouvi dizer que por aí o público gosta muito das faixas mais dançantes e grooveadas e preparei uma grande variedade de opções que se encaixem nesse quesito: deep, funky, tech, etc.
Honestamente, mal posso esperar pra tocar na Levada este sábado!
E sua label, a Candy Music? Fale um pouco dela pra nós.
Eu e Jay West estamos trabalhando muito para alavancarmos nossa gravadora, principalmente procurando por novos artistas. Tivemos releases que venderam bastante em 2010 e um deles foi o meu EP Memory Lane (NR: que vocês podem ouvir abaixo). Sei que no Brasil há diversos bons produtores como Jota Wagner e nós adoraríamos lançar mais artistas brasileiros.
Mudando de assunto, como é a sensação de ser argentino e torcer pelo time de Maradona estando no Brasil em plena época de Copa do Mundo?
Hahaha, tenho pensado bastante sobre isso. Sinceramente se a Argentina não vencer eu quero que o Brasil vença esta Copa, seria insano ver todos vocês celebrando a conquista por aqui. De qualquer forma, não gostaria de estar aqui durante um Brasil x Argentina, seria no mínimo desconfortável...
A Levada, primeira de muitas parcerias entre o Molotov21 e o RioCabana, surge com a ousada proposta de homenagear as divas mais levadas de hoje e sempre.
A primeira, como não podia deixar de ser é a levadíssima Kate Moss que estará presente em espírito e referências na pista do Dama de Ferro este sábado.
Além de nossa musa-Moss (com o perdão do trocadilho), a LEVADA é do house, com generosas pitadas de techno, comandadas pelo headliner Rafael Droors (Jamanata Crew/Apavoramento), pelo convidado Rafael Kieffer que faz o esquenta pros Pedros residentes Piu e Mezzonato; Bernardo Campos e Breno Ung.
A semana não é santa, é LEVADA!





