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Coletivo Válvula comemora 1 ano esse sábado
23.06.10 16:563 comentários

 

“Coletivo de DJs, produtores e musicólatras cariocas entorpecidos por ondas analógicas e códigos binários.”

 

flyer

Essa frase resume bem a onda dos caras, que levam a sério e colocam em primeiro plano a música, algo cada vez mais raro na ceninha eletrônica da Cidade Maravilhosa. Em parceira com a MOO, de Bruno Guinle, Eduardo Christoph e Diogo Reis, a festinha será no Lapa Café, local ainda desconhecido pela galera clubber. Para quem não conhece, a casa fica na Av. Gomes Freire, 453, na Lapa (óbvio!). Para entrar é só pagar R$ 45 ou colocar o nome na lista amiga (lista@valvu.la) e entrar por R$ 25, mas tem que chegar cedo, a lista só vale até 1h.

 

O line up contará com Mika, Saduh e Spark (Valvula Jam), representando o Coletivo, e Eduardo Christoph e Diogo Reis, representando a MOO.


Válvula JAM é o live PA conduzido por Miravalles (beats e batuques) e por Ivan LP (bass lines). Para a festa de aniversário, os talentosos produtores prepararam uma apresentação especial do Válvula JAM. Nesta ocasião especial foram convidados três integrantes do grupo de jazz, Bamboo, Bernardo Ramos (guitarra), Vitor Gonçalves (Teclados, Synths) e Josué Lopes (sax), que terão oportunidade de improvisar sobre as bases criadas pela dupla valvulada.

 

 

Coletivo Valvula


Deixando o papo de lado, segue um vídeo com um trecho do último ensaio:

 


Vídeo da apresentação ao vivo:

 

 

Conheça um pouco mais sobre cada um deles:

 

Ivan LP
http://rraurl.com/ivanlp

 

Ivan LPComeçou a se interessar por música eletrônica à partir da primeira metade dos anos 90 e sua iniciação neste universo se deu através do breakbeat, dub, trip hop e ambient. Em meados de 1995 passou a frequentar os clubes onde aconteciam as principais festas de techno do Rio de Janeiro o que o fez se interessar profundamente pelo gênero. Em 2001, após passar um longo período pesquisando estilos e indo aos clubes decidiu aprender a arte da discotecagem, onde através do contato com DJs experientes adquiriu experiência técnica e profissional.

Já em 2002 passou a se apresentar nos principais clubes e eventos do Rio de Janeiro como, Bunker 94, Fosfobox, Sygno e Dama de Ferro, Projeto Fase (MOO); Blackmail e Mary in Hell em BH; D-EDGE e CLASH em SP . Hoje é um dos componentes do Coletivo Válvula: http://valvu.la/

Fanático por tecnologia, faz parte de um projeto audiovisual com o coletivo Hckr.tv que já se apresentou em dois dos maiores festivais de arte digital do país: FAD em Belo Horizonte e F.I.L.E em SP. No final de 2006 adotou o Ableton Live como plataforma de discotecagem.

Suas influências são muito vastas e podem vir dos mais diversos artistas e estilos musicais, já que considera a música eletrônica um campo aberto para a experimentação. Alguns artistas tiveram influência decisiva no seu trabalho como Kraftwerk, Aphex Twin, Derrick May, Giorgio Moroder, Afrika Bambaata, Lee Scratch Perry, Laurent Garnier, Jeff Mills, Anthony Rother, Richie Hawtin, Depeche Mode, entre outros.

 

Mikael Virkki

http://soundcloud.com/mikavirkki

 

mikaPor influência do pai, a música sempre esteve presente em sua vida. No som de casa escutava-se jazz diariamente. Quando conheceu a música eletrônica no final da década de 80 ficou magnetizado pelos sons do vocoder e pelas batidas do electro. Até hoje em seus sets as músicas produzidas pelos precursores do techno e do house de Detroit e de Chicago têm espaço garantido. Essas influências podem também ser percebidas em suas produções como Sokeriton e como Girgonz. Quando toca procura mesclar músicas novas com os clássicos não só da música eletrônica mas também do funk, da disco, do jazz e da música experimental.

 

Miravalles
http://americanfolkmagic.com.br

 

miravallesRodrigo Miravalles é filho de espanhóis anarquistas que fugiram do regime ditatorial de Franco. Desde muito pequeno se interessa pelos movimentos culturais transgressores, anárquicos e vanguardistas. Formou seu caráter na Praça da Bandeira e na Lapa, em meio a punks, metaleiros, malandros e prostitutas. Dedicou grande parte de sua juventude ao rock, militando ativamente em nome da causa. Em meados dos anos 90, sua vida passa por uma transformação radical ao descobrir a música eletrônica para pistas de dança. A mudança completa, no entanto, se dá ao dar início a uma séria pesquisa sobre a Disco Music (um caso de amor muito sério) e as drogas psicodélicas.
Hoje faz parte do coletivo carioca de criadores, DJs e pensadores Válvula (http://valvu.la), mantem um podcast eclético chamado American Folk Magic (http://americanfolkmagic.com.br), escuta praticamente de tudo e se esforça para conseguir aglutinar toda essa miríade de música em seus sets.

 

Saduh
http://soundcloud.com/subsolo

 

saduhAs origens do DJ Saduh remontam aos seus 15 anos de idade, quando foi apresentado ao Techno em um afterhours, pela própria mãe, então residente na Suíça.
Mas foi em 2000 que teve suas primeiras experiências como DJ, sendo ainda no mesmo ano finalista de um campeonato nacional de DJs realizada na Mega Rave Hypnotic (SP),
de onde surgiram nomes que hoje ocupam grande destaque, como Murphy e Lukas.

Desde então foi residente da Disco Inferno, projeto que no início da década de 2000 devolveu a cidade do Rio ao circuito dos afterhours, fez apresentações em clubes/festas/programas de rádio, entre eles Clash Club, Bunker94, A Loca, Club Kraft, Matriz, Transamerica FM, com destaque para o U-Club, situado em Bratislava, capital eslovaca. Já dividiu a cabine com os britânicos Regis e Vince Watson, os eslovacos Rumenige e Loktibrada, além de Camilo Rocha, Maurício Lopes, Schild, Ricardinho NS, Kammy e o português Link.

A busca pela inovação é marca inerente à sua atividade como DJ. Em 2001, esteve entre os primeiros DJs cariocas a se apresentar (em dupla com o DJ André Lima) com 4 decks e 2 mixers; em 2007 foi feito o projeto Warp, em parceria com Ivan LP, onde as festas eram dedicadas à discotecagem 100% digital. E foi a partir da colaboração neste último projeto que teve seu leque musical ampliado.

O resultado dessa transformação é que hoje seus sets transitam com fluidez do Techno pesado e sombrio à descontraída House Music, passeando pelo Minimal, Electro, IDM, EBM, Synthpop, Dubstep e o que mais for possível.

 

Spark
http://djspark.com.br

 

sparkRaro representante do techno no Brasil, o DJ Spark tem histórias para contar. Começou carreira em Florianópolis/SC em meados de 1994, movido por uma forte paixão pela música eletrônica que vinha desde a virada dos anos 80 pros 90.

A história é comum: seu gosto para música chamou a atenção dos donos do extinto Fabrica de Arte, em Florianópolis, onde começou quase sem querer sua carreira de DJ, com as técnicas que aprendeu na loja de discos em que trabalhava. De pequenas festas, tocando com CD, começou a encarar noites com discos de vinil e a ser chamado para tocar em clubs e eventos em outros estados.

Ainda em Florianópolis foi residente do Orbita, um dos poucos espaços dedicados à eletrônica no sul do país na época. Agora em 2009, às vésperas de completar uma década de moradia na capital do Rio de Janeiro, mantém a preferência por sets de techno e electro, estilos que combinam com sua faceta de pesquisador: "timbres líquidos e músicas cheias de perguntas e repostas permeiam meu set, que não tem limitação de estilo. Gosto de misturar coisas antigas, mas não de parecer revivalista", diz Spark.

Essa influência retro-futurista cerca o som do DJ de uma sonoridade sintética e techno, que Spark colore com ecletismo, diferencia com discos tirados de sua vasta coleção de vinis garimpada em sebos, e pontua com elementos do que é novidade. Foi residente no Rio de Janeiro dos clubs Bunker, Barman Club e Dama de Ferro e é figura fácil nas festas do circuito eletrônico de Belo Horizonte, espécie de segundo lar do DJ, onde toca constantemente há cerca de 6 anos em clubs como Up, Josefine/Roxy, Mary in Hell e Blackmail.

Pedro Mezzonato
Pedro Mezzonato (pedro.mezzonato @ gmail.com)
www.twitter.com/pedromezzonato