A palavra Vanguarda vem do francês avant-garde, que significa "agente, grupo ou movimento intelectual, artístico ou político que está ou procura estar à frente do seu tempo, relativamente a ações, ideias ou experiências". É com essa ideia que surge a festa do club Line Up Lounge, em Niterói.
Um evento que procura mostrar ao público as novas tendências e que convidará DJs e produtores que estejam ligados às novas sonoridades. Não espere ouvir um hit de FM. Na festa Vanguarda o barato é explorar o que é inédito para a grande maioria e desvendar o universo musical dos artistas convidados.
Para o evento de estreia, que rola esse sábado, dia 30, o convidado é o DJ Diogo Reis, residente da MOO,responsáveis por transformar o minimal e a nu-disco em estilos "hypados" para o público "Zona Sul" através de diversas festas, entre elas Discoland, MOO e MOOnãoMOO.
O coletivo BOOMBASS, que através dos seus artistas Marcelo Abreu, Felippe Barcellos, Mario Bros e Guilherme Rocha se tornou uma das grandes referências cariocas da boa música eletrônica, é o responsável pela curadoria artística do evento.
Completa o line up da edição de lançamento o DJ Daniel Lucas, artista do coletivo Voyageinc, de São Paulo, que fará um B2B com Pedro Kurdian, um dos principais representantes da nova geração de DJs da cidade de Niterói.
Serviço:
Line up:
Daniel Lucas vs. Pedro Kurdian
DIOGO REIS (MOO)
Boombass A/V Feat. Abreu, Barcellos & Televisionando
Entrada:
Homem: $40
Mulher: $30
Lista Amiga:
Homem: $20
Mulher: $15
Mande seu nome para a lista amiga, no e-mail contato@lineuplounge.com.br, com o assunto "VANGUARDA" LISTA AMIGA!
Local:
Line up Lounge - Rua Mariz e Barros 367 - ICARAÍ - NITERÓI - RJ
Informações: (21)2612-0941
Nessa sexta-feira, dia 24 de setembro, as Festas Shout e Eletroshake comemoram seu quarto ano trazendo uma das maiores atrações da música na atualidade: a dupla canadense Crystal Castles (foto abaixo).
Abrem a noite os DJs Diogo Reis e Badenov, já conhecidos pela galera do eletrônico. O primeiro é um dos responsáveis pela festa Moo, umas das mais famosas festas do Rio e o outro foi residente da festa Combo, que rolava as sextas no Lounge 69 e estava sempre bombando.
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Logo depois entra o live do DIGITARIA, lançando seu segundo disco, “Emotion /Simulation”. Descobertos pelo DJ Hell, eles ganharam notoriedade com seu primeiro álbum, lançado pela Gigolô Records, a mesma de Miss Kittin, Vitalic e Fischerspooner. Desde então, Daniel Albinati e Daniela Caldellas já dividiram o palco como nomes como New Order, Ladytron e Anthony Rother.
Eis que chega o duo que vem inflamando pistas all over the world! Como bem definiu Jade Gola, aqui no RRAURL: “ O Eletroclash não morreu. Foi eletrocutado em 8 bit e transformado num monstro sonoro que assusta criancinhas na forma do Crystal Castels”. A dupla formada pelo produtor Ethan Kath e a performática vocalista Alice Glass surgiu em 2003. Influenciados pela cena Noise Punk, substituíram as guitarras por teclados e criaram um som difícil de descrever: ora delicado, ora violento. Seu trabalho de estreia entrou na lista da NME dos 50 melhores álbuns da década passada. Para 2010, eles prepararam um novo disco. Os temas deste foram compostos em ambientes muito distintos, incluindo uma igreja, um estúdio improvisado e a garagem de uma loja abandonada. Tratando-se do Crystal Castles, espere pelo inesperado.
Em seguida, live PA Database, de Lucio Morais e Yuri Chix – que já tocaram em festivais como Tim Festival, Haagen Dasz Music e Eletrônica de BH, já remixaram desde Fatboy Slim e Mixhell a N.A.S.A. e Larry Tee.
A noite conta ainda com os visuais do VJ Caligraffiti.
“Coletivo de DJs, produtores e musicólatras cariocas entorpecidos por ondas analógicas e códigos binários.”
Essa frase resume bem a onda dos caras, que levam a sério e colocam em primeiro plano a música, algo cada vez mais raro na ceninha eletrônica da Cidade Maravilhosa. Em parceira com a MOO, de Bruno Guinle, Eduardo Christoph e Diogo Reis, a festinha será no Lapa Café, local ainda desconhecido pela galera clubber. Para quem não conhece, a casa fica na Av. Gomes Freire, 453, na Lapa (óbvio!). Para entrar é só pagar R$ 45 ou colocar o nome na lista amiga (lista@valvu.la) e entrar por R$ 25, mas tem que chegar cedo, a lista só vale até 1h.
O line up contará com Mika, Saduh e Spark (Valvula Jam), representando o Coletivo, e Eduardo Christoph e Diogo Reis, representando a MOO.
Válvula JAM é o live PA conduzido por Miravalles (beats e batuques) e por Ivan LP (bass lines). Para a festa de aniversário, os talentosos produtores prepararam uma apresentação especial do Válvula JAM. Nesta ocasião especial foram convidados três integrantes do grupo de jazz, Bamboo, Bernardo Ramos (guitarra), Vitor Gonçalves (Teclados, Synths) e Josué Lopes (sax), que terão oportunidade de improvisar sobre as bases criadas pela dupla valvulada.
Deixando o papo de lado, segue um vídeo com um trecho do último ensaio:
Vídeo da apresentação ao vivo:
Conheça um pouco mais sobre cada um deles:
Ivan LP
http://rraurl.com/ivanlp
Começou a se interessar por música eletrônica à partir da primeira metade dos anos 90 e sua iniciação neste universo se deu através do breakbeat, dub, trip hop e ambient. Em meados de 1995 passou a frequentar os clubes onde aconteciam as principais festas de techno do Rio de Janeiro o que o fez se interessar profundamente pelo gênero. Em 2001, após passar um longo período pesquisando estilos e indo aos clubes decidiu aprender a arte da discotecagem, onde através do contato com DJs experientes adquiriu experiência técnica e profissional.
Já em 2002 passou a se apresentar nos principais clubes e eventos do Rio de Janeiro como, Bunker 94, Fosfobox, Sygno e Dama de Ferro, Projeto Fase (MOO); Blackmail e Mary in Hell em BH; D-EDGE e CLASH em SP . Hoje é um dos componentes do Coletivo Válvula: http://valvu.la/
Fanático por tecnologia, faz parte de um projeto audiovisual com o coletivo Hckr.tv que já se apresentou em dois dos maiores festivais de arte digital do país: FAD em Belo Horizonte e F.I.L.E em SP. No final de 2006 adotou o Ableton Live como plataforma de discotecagem.
Suas influências são muito vastas e podem vir dos mais diversos artistas e estilos musicais, já que considera a música eletrônica um campo aberto para a experimentação. Alguns artistas tiveram influência decisiva no seu trabalho como Kraftwerk, Aphex Twin, Derrick May, Giorgio Moroder, Afrika Bambaata, Lee Scratch Perry, Laurent Garnier, Jeff Mills, Anthony Rother, Richie Hawtin, Depeche Mode, entre outros.
Mikael Virkki
http://soundcloud.com/mikavirkki
Por influência do pai, a música sempre esteve presente em sua vida. No som de casa escutava-se jazz diariamente. Quando conheceu a música eletrônica no final da década de 80 ficou magnetizado pelos sons do vocoder e pelas batidas do electro. Até hoje em seus sets as músicas produzidas pelos precursores do techno e do house de Detroit e de Chicago têm espaço garantido. Essas influências podem também ser percebidas em suas produções como Sokeriton e como Girgonz. Quando toca procura mesclar músicas novas com os clássicos não só da música eletrônica mas também do funk, da disco, do jazz e da música experimental.
Miravalles
http://americanfolkmagic.com.br
Rodrigo Miravalles é filho de espanhóis anarquistas que fugiram do regime ditatorial de Franco. Desde muito pequeno se interessa pelos movimentos culturais transgressores, anárquicos e vanguardistas. Formou seu caráter na Praça da Bandeira e na Lapa, em meio a punks, metaleiros, malandros e prostitutas. Dedicou grande parte de sua juventude ao rock, militando ativamente em nome da causa. Em meados dos anos 90, sua vida passa por uma transformação radical ao descobrir a música eletrônica para pistas de dança. A mudança completa, no entanto, se dá ao dar início a uma séria pesquisa sobre a Disco Music (um caso de amor muito sério) e as drogas psicodélicas.
Hoje faz parte do coletivo carioca de criadores, DJs e pensadores Válvula (http://valvu.la), mantem um podcast eclético chamado American Folk Magic (http://americanfolkmagic.com.br), escuta praticamente de tudo e se esforça para conseguir aglutinar toda essa miríade de música em seus sets.
Saduh
http://soundcloud.com/subsolo
As origens do DJ Saduh remontam aos seus 15 anos de idade, quando foi apresentado ao Techno em um afterhours, pela própria mãe, então residente na Suíça.
Mas foi em 2000 que teve suas primeiras experiências como DJ, sendo ainda no mesmo ano finalista de um campeonato nacional de DJs realizada na Mega Rave Hypnotic (SP),
de onde surgiram nomes que hoje ocupam grande destaque, como Murphy e Lukas.
Desde então foi residente da Disco Inferno, projeto que no início da década de 2000 devolveu a cidade do Rio ao circuito dos afterhours, fez apresentações em clubes/festas/programas de rádio, entre eles Clash Club, Bunker94, A Loca, Club Kraft, Matriz, Transamerica FM, com destaque para o U-Club, situado em Bratislava, capital eslovaca. Já dividiu a cabine com os britânicos Regis e Vince Watson, os eslovacos Rumenige e Loktibrada, além de Camilo Rocha, Maurício Lopes, Schild, Ricardinho NS, Kammy e o português Link.
A busca pela inovação é marca inerente à sua atividade como DJ. Em 2001, esteve entre os primeiros DJs cariocas a se apresentar (em dupla com o DJ André Lima) com 4 decks e 2 mixers; em 2007 foi feito o projeto Warp, em parceria com Ivan LP, onde as festas eram dedicadas à discotecagem 100% digital. E foi a partir da colaboração neste último projeto que teve seu leque musical ampliado.
O resultado dessa transformação é que hoje seus sets transitam com fluidez do Techno pesado e sombrio à descontraída House Music, passeando pelo Minimal, Electro, IDM, EBM, Synthpop, Dubstep e o que mais for possível.
Spark
http://djspark.com.br
Raro representante do techno no Brasil, o DJ Spark tem histórias para contar. Começou carreira em Florianópolis/SC em meados de 1994, movido por uma forte paixão pela música eletrônica que vinha desde a virada dos anos 80 pros 90.
A história é comum: seu gosto para música chamou a atenção dos donos do extinto Fabrica de Arte, em Florianópolis, onde começou quase sem querer sua carreira de DJ, com as técnicas que aprendeu na loja de discos em que trabalhava. De pequenas festas, tocando com CD, começou a encarar noites com discos de vinil e a ser chamado para tocar em clubs e eventos em outros estados.
Ainda em Florianópolis foi residente do Orbita, um dos poucos espaços dedicados à eletrônica no sul do país na época. Agora em 2009, às vésperas de completar uma década de moradia na capital do Rio de Janeiro, mantém a preferência por sets de techno e electro, estilos que combinam com sua faceta de pesquisador: "timbres líquidos e músicas cheias de perguntas e repostas permeiam meu set, que não tem limitação de estilo. Gosto de misturar coisas antigas, mas não de parecer revivalista", diz Spark.
Essa influência retro-futurista cerca o som do DJ de uma sonoridade sintética e techno, que Spark colore com ecletismo, diferencia com discos tirados de sua vasta coleção de vinis garimpada em sebos, e pontua com elementos do que é novidade. Foi residente no Rio de Janeiro dos clubs Bunker, Barman Club e Dama de Ferro e é figura fácil nas festas do circuito eletrônico de Belo Horizonte, espécie de segundo lar do DJ, onde toca constantemente há cerca de 6 anos em clubs como Up, Josefine/Roxy, Mary in Hell e Blackmail.



