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Do Hauze desse sábado comemora o aniversário do DJ Márcio Careca
25.10.10 17:0017 comentários

2010-10-30-Do-Hauze


Sua primeira aparição se deu no filme Carrascos de Shaolin,1977, dirigido por Chia-Liang Liu, interpretado por Lieh Lo. Pai Mei tornou-se um ícone da cultura pop depois de sua grandiosa participação em Kill Bill de Quentin Tarantino, interpretado por Gordon Liu (ou Jia-hui, ou ainda Lau Kar-fai, em cantonês). Após ser assassinado pela personagem Elle (confira no vídeo abaixo), interpretada pela belíssima atriz Daryl Hannah, Pai Mei ressucitou no DJ Márcio Careca.



Hoje em dia, com 33 de carreira, Márcio é um dos DJs mais antigos do Brasil em atividade, consagrado e respeitado por seu talento. Já tocou nos principais clubs cariocas nos anos 80 e 90, quando a cena eletrônica estava sendo construída. É residente da festa LoveBoat/Joystick e United – que acontece três vezes ao ano, em Koln, na Alemanha - e da festa mais conceitual que rola no club D-EDGE (São Paulo), a Freak Chic.

careca_1


Em julho de 2002, surgiu a oportunidade de ir para a Europa e, em apenas um mês,

eletocou nas maiores paradas organizadas pela Europride / CSD, em Berlim e Koln, na Alemanha, dividindo as pick ups com feras como Ton Novy e Gonzalo da Trade Salvation. Em 2004, realizou nova tour em Amsterdam - na Scape / Salvation - e na Europride em Paris, com direito a bis em 2005. Em janeiro de 2007 Careca foi o responsável pelo warm up da pista para o top DJ Fatboy Slim, tocando para um público de 18.000 mil pessoas. Em julho, se apresentou ao lado de Gui Boratto e, em dezembro, estava entre as grandes atrações da Creamfields. No reveillon, mais uma histórica apresentação: Ipanema Stereo Zero, no posto 9 em Ipanema, para mais de 800 mil pessoas.


Deve-se observar que se trata de um individuo de temperamento forte, impiedoso, brutal e com o mínimo de compaixão e respeito pela vida humana. Sua idade sempre foi uma incógnita.

Nós do Molotov21, fãs declarados do mestre, aproveitamos o momento pra ressucitar (no melhor estilo Pai Mei) uma entrevista feita pelo Bernardo Campos há um ano atrás.


---


Márcio Careca, o DJ mais velho em atuação de musica electronica do Brasil?


Não mais velho, diria que sou um dos mais antigos em atividade. Dizem que fui DJ da Santa Ceia!


São quantos anos de carreira?


33 anos. Minha primeira festa como DJ foi quando eu tinha 16. Meu pai me apelidou de disc jockey de novela, eu não tinha grana para comprar importado então comprava discos de novela e coletânea de rádio e depois discos de clubs famosos no Rio, como New York City, Sotão, Papagaio, Crocodilos e por aí vai.


A cena eletrônica atual (do Rio De Janeiro) na sua visão, melhor ou pior que a época do nascimento?


Acho hoje pior, quando começou não se tinha tanto acesso a internet, os DJs compravam discos muitas vezes no escuro ou ficavam horas na loja ouvindo e escolhendo. Hoje com a internet muita gente em vez de pesquisar, baixa o top 10 da beatport e sai tocando, muitas vezes você ouve a mesma música três, quatro vezes na mesma noite e olha que o que não falta é música. Tem muita gente boa tocando tanto na nova geração como na antiga, mas tem muita gente ruim que se tornou DJ só pra aparecer, sem contar a carência de casas noturnas no Rio.


Cite alguns clubs legais que você já tocou e que não existem mais.


Minhas origens se deram em clubes como América, Associação Atlética Tijuca, Mackenzie, entre outros. Naquela época o que tocava em boate tocava em clube. Com relação a clubs posso citar Press, Bussola, Win Site. Mas prefiro minha experiência em clube, foi ai que aprendi a tocar para público com mais de 2.000 pessoas quanto pra 300.


careca_2Você se apresenta regularmente em um dos clubs mais conceituados do mundo. Como é a experiencia de tocar no D-EDGE?


É o sonho de consumo de qualquer DJ, arrisco dizer de DJ gringo também (sei de gringo que quando foram bookar, colocou com confissão de arrumarem uma data pra tocar lá). Quem não gostaria de tocar no 9º melhor club do mundo, que está sempre procurando inovar, trazendo DJs consagrados e também novas promessas. Sempre fico nervoso quando vou tocar lá, fico duas semanas pesquisando e baixando música, afinal a Freak Chic é uma das noites de vanguarda da casa.


Ultimamante venho ouvindo vários sets seus de disco, conta um pouco da sua história com o gênero.


Venho da época da disco e do funk americano dos anos 70/80, ou seja, música orgânica. Quando me apresentaram o nudisco há três anos atrás, me encantei de cara. A sonoridade desse estilo que vem crescendo a cada dia me levou ao passado, produções em que a guitarra e o baixo são tocados, e não feitos em computador. Mesmo as que não são orgânicas tem uma forte influência dos anos 70 e na sua maioria com bpm baixo.


Você mantém residência no Rio, na festa Bootleg dos DJs Joao Paulo e Léo Janeiro. Como surgiu essa parceria?


Conheço o Léo Janeiro há bastante tempo. Foi ele quem me apresentou ao João Paulo. Eu já havia tocado algumas vezes com eles na própria Bootleg (nesse caso toco um som mais house e tech-house). Com a saída do Jonas Rocha eles me convidaram para fazer parte da residência e da produção. A parceria vem dando certo.


Você já tocou na Europa algumas vezes, por quais países passou e como foi a experiência?


Alemanha, Amsterdam e Paris. A experiência não poderia ter sido melhor! A receptividade foi ótima, tanto que fiquei indo duas vezes por ano durante 4 anos.  Sem contar o fato de voce conhecer culturas e hábitos diferentes.


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Se você ficou curioso pra ouvir o som do mestre-mór, é só dar uma chegadinha no melhor after do Rio de Janeiro sábado - Do Hauze!


Tocarão, ao lado de Pai Mei, os DJs Godi, Pedro Mezzonato, João Paulo, Gustavo Tatá e os residentes Bernardo Campos e André Araújo.


Para entrar o preço é R$ 35, mas se você mandar o nome pra o e-mail dohauze@molotov21.com a entrada fica R$ 25! Após às 5h, horário que começa o after, o preço fica igual pra todos (R$ 25).


Obs: Entrada somente em dinheiro


PROMO BEER até 1:00:

Chegando até 1:00 vc paga só R$15 e ainda ganha uma cerveja!


Apoio (som/luz):

Overload Noise Factory



Categorias: Festas, Entrevistas
Bernardo Campos
Bernardo Campos (bernardo @ molotov21.com)
Do Hauzinnn
Cinco Perguntas para Manuel Sahagún!
11.06.10 19:002 comentários


Prestes a começar sua primeira turnê no Brasil, que inclui gigs nos paulistas Hot Hot, e D-Edge e no carioca Studio Line(RJ), o argentino Manuel Sahagún bate um papo conosco e abor

da temas que vão desde a cena musical da Argentina, seu trabalho na label Candy Music, o qu

e ele pretende tocar em seus sets por aqui e também sobre como é torcer pela seleçã

o de Maradona na Copa do Mundo, em pleno território brasileiro.

 

Como é a cena clubber argentina atualmente e que estilos tem feito mais sucesso por lá?


A cena de dance music argentina tem estado ótima atualmente. Levou mais de um ano para que o público de música eletrônica por lá criasse raízes e tivesse suas próprias peculiaridades, assim como o do Rock n' Roll. Infelizmente está tudo concentrado em Buenos Aires, apesar de termos ótimos clubs em cidades como Rosário e Córdoba.

 

Hoje em dia você pode ouvir bastante tech-house e minimal-techno, mas o house parece estar só agora crescendo com uma nova geração de produtores inlfluenciados por indie-rock, pop, funk, etc.

 

Em 2009 você esteve excursionando pelos Estados Unidos e agora está vindo ao Brasil para tocar em excelentes festas como a Paradise na D-Edge, a Levada no Studio Line e o lançamento da Voyage Bookings no Hot Hot. O que mudou na sua carreira desde esta última turnê?


No último ano estive bastante ocupado como DJ e não me dediquei ao meu lado de produtor, como eu gostaria. De qualquer forma, eu passei muito tempo ouvindo novas tracks diariamente e percebi o quanto é dificil encontrar música boa entre as centenas que são lançadas todos os dias.

 

Estou muito feliz com meu DJ Set, Tenho procurado experimentar novas direções e o público parece sempre gostar mais e mais.

 

Seus sets são conhecidos por se caracterizarem um passeio do deep ao jackin cheio de influências disco. O que você pretende tocar para as pistas brasileiras?


Já ouvi dizer que por aí o público gosta muito das faixas mais dançantes e grooveadas e preparei uma grande variedade de opções que se encaixem nesse quesito: deep, funky, tech, etc.

 

Honestamente, mal posso esperar pra tocar na Levada este sábado!

 

E sua label, a Candy Music? Fale um pouco dela pra nós.


Eu e Jay West estamos trabalhando muito para alavancarmos nossa gravadora, principalmente procurando por novos artistas. Tivemos releases que venderam bastante em 2010 e um deles foi o meu EP Memory Lane (NR: que vocês podem ouvir abaixo). Sei que no Brasil há diversos bons produtores como Jota Wagner e nós adoraríamos lançar mais artistas brasileiros.

 

Memory Lane EP


Mudando de assunto, como é a sensação de ser argentino e torcer pelo time de Maradona estando no Brasil em plena época de Copa do Mundo?


Hahaha, tenho pensado bastante sobre isso. Sinceramente se a Argentina não vencer eu quero que o Brasil vença esta Copa, seria insano ver todos vocês celebrando a conquista por aqui. De qualquer forma, não gostaria de estar aqui durante um Brasil x Argentina, seria no mínimo desconfortável...

Categoria: Entrevistas
Molotov 21
Molotov 21 (contato @ molotov21.com)
www.molotov21.com
Entrevista com Troy Pierce
30.10.09 12:596 comentários

TroyPierceHá quase dois anos entrevistei o Troy Pierce juntamente com o publicitário Gianni Cara e o DJ João Fernandes para o extinto site Contracena, projeto que tínhamos com nosso amigo (DJ, produtor, programador e afins) Jan Seidl e que de certa forma faz parte do DNA do Molotov21.

 

No Rio pra tocar na festa FASE (joint venture dos clubs paulistas Vegas e D-Ege com a festa carioca Moo), tiramos o DJ da piscina do Sofitel, onde bebia caipirinhas e apreciava bikinis, e o levamos para o saguão do hotel onde ele pode destilar solicitamente um pouquinho de sua marra característica.

 

 

Confiram!

 

M21: Nós Sabemos que você começou a escutar música eletrônica muito cedo. Como foi a sua primeira experiência com ela?

 

Troy Pierce: Não teve um momento em especial na minha vida em que encontrei a música eletrônica. Foi tudo acontecendo normalmente. Antes eu ouvia metal e comecei a freqüentar os clubs, ver os djs e aí comecei a me interessar. Não foi algo que eu tenha encontrado e dito: "Nossa! Que diferente!", foi realmente muito natural.

 

M21: Você viveu dez anos de sua vida em Nova York, mas em 2004 se mudou para Berlim. Você acredita que essa mudança foi de grande importância para a sua carreira? Qual ao grande diferencial de Berlim para Nova York em relação à cena eletrônica?


Troy Pierce: Com certeza Berlim foi fundamental para minha carreira. Em Nova York a cena de música eletrônica é muito pequena, diferente da de Berlin. Lá o que eles realmente gostam é daqueles hip-hops com os caras bebendo champagne, falando de dinheiro enquanto as mulheres ficam rebolando. E os melhores clubs de lá são focados neste estilo. Se não tivesse me mudado pra Berlim, não teria toda essa facilidade de tocar nos melhores clubs do mundo e viajar pela Europa. 

 

M21: O minimal está em constante crescimento na cena. O que você acha sobre este tipo de popularização da vertente que está acontecendo no Brasil e no mundo?

 
Troy Pierce: Para mim isso é muito bom, pois esse é o tipo de música que eu toco e ouço, e agora as pessoas estão cada vez mais conhecendo esta vertente. Antigamente as pessoas ouviam minha música e pensa: - Mas que cara estranho!  Hoje é tudo mais normal. Quando algo é bom, não tem porque deixá-lo escondido.

 

M21: O "The Geometry E.P." produzido juntamente a Magda e Marc Houle e inserido no projeto "Run Stop Restore" foi muito importante para alavancar sua carreira. Conte-nos sobre esta experiência com esses dois grandes artistas?


Troy Pierce: É engraçado as pessoas virem sempre falar sobre este projeto e quando falam no nome da Magda ou do Marc Houle todos falam OH!! Mas a verdade é que eles são meus amigos, então pra mim é mais do que natural trabalhar com eles.

Este projeto "Run Stop Restore" foi algo bem interessante que fizemos juntos, mas estávamos cada um em uma cidade. Eu estava em Nova York, Magda em Berlim e o Marc Houle no Canada. Cada um fazia suas tracks e mandava para os outros. A parte boa disso é que não precisávamos ficar no estúdio, discutindo horas sobre o que cada um preferia fazer nas produções.

 

M21: E Não foi difícil trabalhar assim?

 
Troy Pierce: Na verdade foi até um facilitador pra mim, pois cada um trabalha no seu timing. O Marc Houle, por exemplo, produz 10 tracks no mesmo tempo em que eu produziria uma. 

 

M21: Você é um dos pioneiros em utilizar o Final Scratch em DJs sets. Como você vê a importância da tecnologia para a música eletrônica?

Troy Pierce: Eu acredito que a tecnologia só facilite a vida dos artistas. Através dela você pode trabalhar mais em cima do seu som. Além disso ela ajuda a divulgar os nossos trabalhos, pois com nossas músicas na internet as pessoas não precisam sair de casa e ir à uma loja especializada para poder ouvir música eletrônica.

 

M21: Você teve a honra de produzir um remix para o Depeche Mode. Como foi isso?


Troy Pierce: É, até que foi legal. Mas foi uma coisa pouco pessoal e mais profissional mesmo, já que eu não era um grande fã da banda. Aliás foram eles mesmos que vieram me pedir para fazer o remix. Não fiquei emocionado porque o som deles nunca fez muito a minha cabeça, prefiro algo como Cybertron (Detroit electro). Hoje eu posso dizer que curto mais Depeche Mode do que na época em que fiz o remix.

M21:
 Em 2007 a DJMag mais uma vez promoveu a votação dos 50 melhores clubs do mundo, eleita pelos próprios DJs. Você votou em algum club? O club de Berlin Berghain/Panorama ficou na sexta posição, fale-nos um pouco sobre ele.

Troy Pierce: Não não.... Eu não costumo participar deste tipo de votação. Berghain/Panorama é um lugar meio sombrio, muito louco, mas não gosto muito. Lá toca muito Hard Techno é "supergay", o que pra ser sincero não faz muito a minha cabeça.

 

M21: Mas se fosse escolher algum club, qual você elegeria o melhor?


Troy Pierce: O melhor é difícil, mas concerteza Tenex, em Florença, na Itália é um dos que eu mais gosto.

 

M21:  Como é tocar para o publico brasileiro?


Troy Pierce: A última vez que estive no Rio foi há 2 anos atrás numa edição muito pequena da festa Moo, que foi muito legal, porém era bem selecionada. Já em São Paulo toquei na D-Edge e lá é diferente de qualquer lugar do mundo! Muito cheio, com o público bastante animado!

 

M21: Para finalizar, deixe um recado para o público brasileiro:


Troy Pierce: Hmm…. Não sei muito o que dizer, escreve alguma coisa aí que vocês achem que vá ficar divertido.

 

 


Categoria: Entrevistas
Felipe Tiradentes
Felipe Tiradentes (felipe @ molotov21.com)
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