A label de designers de Singapura SBTG, do grupo Royalefam, acaba de lançar sua primeira seleção da linha exclusiva de sneakers com curadoria artística. Pra agregar valor a esta edição limitada, o selo que vem constantemente criando releituras de tênis clássicos das grandes marcas, escolheu o artista Pras para assinar os pisantes.
Pras desenvolveu suas habilidades na SBTG Academy e mescla forte atitude pessoal com a sutileza de detalhes já esperada dos lançamentos Royalefam. O mais legal de tudo é que neste lançamento, as versões não são só uma releitura do clássico Nike Dunk Hi, mas também um remix de três ícones da cultura pop: o filme Inglorious Bastards; a série Skulls of Saigon e o iminente apocalipse em 2012.
Op Kino - Remix de Inglorious Bastards
Toxic Revenge - Skulls of Saigon
Rolling Thunder - Apocalypse
Cada vez mais a dobradinha música x sneaker gera filhotes na cultura pop. Simplemente porque é muito mais legal vc usar um tênis limitado, que tenha todo um conceito e uma historinha por trás, do que comprar o modelo básico na sapataria mais próxima.
Desta vez o protótipo que surgiu é assinado pelo N.A.SA. de Squeakr E. Clean e Zegon, sneaker-freak de carteirinha, e personaliza a Telford Mid, linha cássica da Lakai.
Quando morreu em Agosto de 2009, Adam Goldstein aka DJ AM estava no auge do pop. Ex-namorado de Nicole Richie e Mandy Moore, o residente de clubs de LA e Vegas havia participado de um reality show na MTV, do DJ Hero e havia acabado de assinar um contrato com a Nike para desenhar seu próprio sneaker.
Mas a morte precoce do DJ por overdose, aos 36, fez com que a edição especial do Nike Dunk Hi passasse de apenas um produto desenhado por um artista a também uma homenagem especial a um talentoso músico que já havia sobrevivido a um acidente de avião - o mesmo que quase matou Travis do Blink 182 - mas que não conseguiu sobreviver às drogas.
Este Nike faz parte da série NIKE MONTALBAN, dos modelos Dunk Hi e Air Force 1 sobre o embate West x East. Juntamente com o Dunk Hi do DJ AM, também foi lançado o AF1 do DJ Premier. Rola também a venda de uma embalagem especial reunindo os dois tênis mais uma vinil SERATO - em tiragem limitada - nas mesma cores dos modelos.
UPDATE: No fim da entrevista, você vê 2 vídeos da apresentação do Zegon na Yeahh!
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Prestes a tocar sexta-feira na festa Yeahh! @ Fosfobox, sua primeira apresentação em clubs no Rio depois de mais de 2 anos, Zé Gonzalez aka Zegon - fala sobre seu início de carreira, os 8 anos no Planet Hemp, internacionalização do nome, sua relação com a Nike, N.A.S.A., DJ Hero y otras cositas más, com a língua afiada que lhé peculiar.
Resume pra gente um pouco da sua trajetória musical até chegar ao Planet Hemp.
Comecei como qualquer criança que se interessa por música, através dos pais, no
caso os meus eram aficionados por disco ,funk e rock nos 70. Depois teve a fase
das bandas de garagem na escola com 13, 14 anos... Toquei guitarra por uns anos
e através do skate pude conhecer a primeira geraçoes de B-Boys de SP.
Andávamos de skate nos mesmos lugares que eles dançavam break, tipo Estação São Bento e Praça Roosevelt. Daí foi um passo para me apaixonar pela cultura do scratch e descobrir que era isso que eu queria. Tive vários grupos de rap e cheguei a tocar com o Defalla na Tour do "Kings of Bullshit", isso em 93.
Alguns anos antes tinha conhecido o Marcelo D2 num
campeonato de skate e quando o Planet foi fazer o show de lançamento em São
Paulo, ele me convidou pra participar. Fiz um show,dois shows e acabei ficando
por quase 8 anos.
E como vc conseguiu se reinventar
pra fugir do estigma de DJ do Planet ?
Não me importo muito com isso, desde a epoca do Planet eu participava dos mais
variados projetos que me interessavam. Gravei desde Nação Zumbi, Gilberto Gil
até Sepultura e Racionais Mc's. Nunca tive bloqueio com estilos musicais
ou rótulos.
Não acho que eu tenha me reinventado, tenho muito orgulho do Planet Hemp. Fui e sou o unico DJ do Planet , acho que segui o meu caminho natural mesmo.Me joguei ,saí do Brasil, comecei praticamente do zero novamente. Demorou mas as coisas estão acontecendo ...
Essa mudança de Zé Gonzalez pra
Zegon foi uma forma de se internacionalizar?
Ja tinha alguns amigos que me chamavam de Zego, de brincadeira, mas Zegon foi
mais facil por vários motivos: Primeiro por eu estar morando em Los Angeles e
Gonzalez ser mexicano. Rola preconceito com mexicano por lá,já com brasileiro
não; Segundo porque ninguem consegue falar Zé direito fora do Brasil ...
E o NASA? O qua a gente pode esperar
do projeto?
O NASA sim esta numa fase de se reinventar, rodamos o mundo todo algumas
vezes em 2009 e agora estamos reconstruindo nosso show ,novos MC's, coisas
tocadas ao vivo, novos vídeos, tem
também disco de remixes e making off que
está pra sair em alguns meses.
De qualquer forma esse ano tomei a decisão de viajar menos e
não viver o ano todo na estrada. Também estou trabalhando forte em novos
projetos solo,que todos vão ficar sabendo em breve.
Você é um DJ que consegue
tangibilizar em idéias/produtos o seu estilo e a sua música. Pretende se
aventurar mais como fez assinando o design do Nike Vinylheads?
Com certeza ,tenho uma relaçao com a Nike há varios anos, eles me ajudam
bastante com o patrocínio e eu retribuio. O Vinylheads foi uma colaboraçao que
veio "pronta", foi o útil ao agradável, temos grandes projetos para
2010.
E suas impressões sobre o DJ Hero?
Qual é a sensação de ter track sua podendo ser mixada na plataforma videogame ?
Achei o DJ Hero interessante pela parte musical, pela programação, pela
historia... A seleção de DJs não tá aquela coisa clichê tipo Tiesto e Paul
Oakenfold, tem verdadeiros DJ Heros como Jazzy Jeff e Z-Trip e também outros
nem tanto...
Mas eu faço parte da geração do Atari e gosto de toca-discos
de verdade, de jogar sinuca, não perco tempo brincando de tocar, prefiro
treinar scratch de verdade! Mas as as faixas estarem no Game foi muita honra e
bastante compensador também.
Você se equilibra na linha tênue que
separa o hip-hop e a eletrônica. O que a gente pode esperar ouvir na sexta?
Gostei do ponto de vista, mas eu gosto de musica boa seja ela Hip Hop,
Eletronica ou Rock. Nos meus sets eu costumo passar por todas influencias, mixar
rapido, megamix style mesmo, passando o máximo das minhas influencias.
Ultimamente estou louco por anos 60, 50 e tenho conseguido fazer isso em meus
sets. Toco tudo que eu gosto, sinto o publico,toco hits ,nao vejo problema. Faço
as pessoas dançarem. Conceito é legal também, mas quem não toca o emocinal das
pessoas, no dia seguinte ninguem lembra do som.
Ao mesmo tempo gosto de passar informaçã, trazer o velho que foi esquecido e tambem o novo que nem foi lançado. Não tenho uma regra.
Só acredito em 2 estilos de musica, música boa e música ruim, independente de rótulos ou época. Se eu toco é porque gosto e acredito que a pista vá custir.
Normalmente num set de 1h30 chego a tocar mais de 100 musicas.
Estou muito animado pois é minha primeira noite em club no Rio em muito tempo. Nos ultimos 2 anos, estive em eventos diferentes,mas há bastante tempo que eu nao toco em club por aí.
Vídeo Upate
1 - Resume pra gente
um pouco da sua trajetória musical até chegar ao Planet Hemp.
Comecei como qualquer criança que se interessa por música, através dos pais, no
caso os meus eram aficionados por disco ,funk e rock nos 70. Depois teve a fase
das bandas de garagem na escola com 13, 14 anos... Toquei guitarra por uns anos
e através do skate pude conhecer a primeira geraçoes de B-Boys de SP.
Andávamos de skate nos mesmos lugares que eles dançavam break, tipo Estação São Bento e Praça Roosevelt. Daí foi um passo para me apaixonar pela cultura do scratch e descobrir que era isso que eu queria. Tive vários grupos de rap e cheguei a tocar com o Defalla na Tour do "Kings of Bullshit", isso em 93.
Alguns anos antes tinha conhecido o Marcelo D2 num
campeonato de skate e quando o Planet foi fazer o show de lançamento em São
Paulo, ele me convidou pra participar. Fiz um show,dois shows e acabei ficando
por quase 8 anos.
2 - E como vc conseguiu se reinventar
pra fugir do estigma de DJ do Planet ?
Não me importo muito com isso, desde a epoca do Planet eu participava dos mais
variados projetos que me interessavam. Gravei desde Nação Zumbi, Gilberto Gil
até Sepultura e Racionais Mc's. Nunca tive bloqueio com estilos musicais
ou rótulos.
Não acho que eu tenha me reinventado, tenho muito orgulho do
Planet Hemp. Fui e sou o unico DJ do Planet , acho que segui o meu caminho
natural mesmo.Me joguei ,saí do Brasil, comecei praticamente do zero novamente.
Demorou mas as coisas estão acontecendo
...
3 - Essa mudança de Zé Gonzalez pra
Zegon foi uma forma de se internacionalizar?
Ja tinha alguns amigos que me chamavam de Zego, de brincadeira, mas Zegon foi
mais facil por vários motivos: Primeiro por eu estar morando em Los Angeles e
Gonzalez ser mexicano. Rola preconceito com mexicano por lá,já com brasileiro
não; Segundo porque ninguem consegue falar Zé direito fora do Brasil ...
4 - E o NASA? O qua a gente pode esperar
do projeto?
O NASA sim esta numa fase de se reinventar, rodamos o mundo todo algumas
vezes em 2009 e agora estamos reconstruindo nosso show ,novos MC's, coisas
tocadas ao vivo, novos vídeos, tem
também disco de remixes e making off que
está pra sair em alguns meses.
De qualquer forma esse ano tomei a decisão de viajar menos e
não viver o ano todo na estrada. Também estou trabalhando forte em novos
projetos solo,que todos vão ficar sabendo em breve.
5 - Você é um DJ que consegue
tangibilizar em idéias/produtos o seu estilo e a sua música. Pretende se
aventurar mais como fez assinando o design do Nike Vinylheads?
Com certeza ,tenho uma relaçao com a Nike há varios anos, eles me ajudam
bastante com o patrocínio e eu retribuio. O Vinylheads foi uma colaboraçao que
veio "pronta", foi o útil ao agradável, temos grandes projetos para
2010.
6 - E suas impressões sobre o DJ Hero?
Qual é a sensação de ter track sua podendo ser mixada na plataforma videogame ?
Achei o DJ Hero interessante pela parte musical, pela programação, pela
historia... A seleção de DJs não tá aquela coisa clichê tipo Tiesto e Paul
Oakenfold, tem verdadeiros DJ Heros como Jazzy Jeff e Z-Trip e também outros
nem tanto...
Mas eu faço parte da geração do Atari e gosto de toca-discos
de verdade, de jogar sinuca, não perco tempo brincando de tocar, prefiro
treinar scratch de verdade! Mas as as faixas estarem no Game foi muita honra e
bastante compensador também.
7 - Você se equilibra na linha tênue que
separa o hip-hop e a eletrônica. O que a gente pode esperar ouvir na sexta?
Gostei do ponto de vista, mas eu gosto de musica boa seja ela Hip Hop,
Eletronica ou Rock. Nos meus sets eu costumo passar por todas influencias, mixar
rapido, megamix style mesmo, passando o máximo das minhas influencias.
Ultimamente estou louco por anos 60, 50 e tenho conseguido fazer isso em meus
sets. Toco tudo que eu gosto, sinto o publico,toco hits ,nao vejo problema. Faço
as pessoas dançarem. Conceito é legal também, mas quem não toca o emocinal das
pessoas, no dia seguinte ninguem lembra do som.
Ao mesmo tempo gosto de passar informaçã, trazer o velho que foi esquecido e tambem o novo que nem foi lançado. Não tenho uma regra.
Só acredito em 2 estilos de musica, música boa e música ruim, independente de rótulos ou época. Se eu toco é porque gosto e acredito que a pista vá custir.
Normalmente num set de 1h30 chego a tocar mais de 100 musicas.
Estou muito animado pois é minha primeira noite em club no Rio em muito tempo. Nos ultimos 2 anos, estive em eventos diferentes,mas há bastante tempo que eu nao toco em club por aí.
O DJ Zé Gonzalez aka Zegon está disseminando um protesto divertidíssimo pelo seu twitter. Trata-se do #vcnãoédeejay, onde dentro daqueles famigerados 140 caracteres solta frases de impacto atacando - seja direta e reta, seja ironicamente - essa onda de atacarem de DJ.
Algumas das pérolas:
Se vc precisa pular igual um macaco para tentar animar o publico #vcnãoédeejay
promoter #vcnãoédeejay, modelo #vcnãoédeejay, jornalista #vcnãoédeejay
#vcnãoédeejay se voce se preocupa mais com a mulerada que esta no Club do que com o seu proprio set
#vcnãoédeejay se tudo que vc toca veio de Blogs, Beatport ,Hype Machine,Limewire ou Soulseek
#vcnãoédeejay se voce so sabe mixar com o lap top
#vcnãoédeejay se fica puto quando o dj que esta abrindo toca todos os "hits" antes de voce.
Se voce ao ler esses posts ficou puto ou inseguro #vcnãoédeejay
Aproveitando a deixa, posto aqui um vídeo promocional que a Nike Sportswear soltou hoje mostrando um bate-papo recheado de sneakers, música, skate e afins, a caminho do VMB, onde seu projeto N.A.S.A. ganhou a categoria eletrônico.
Outubro vem chegando e a expectativa da galera fissurada por sneakers só vai aumentando. O motivo é que a Nike SB agendou justamente para este mês dois dos lançamentos mais esperados do ano. Uma versão do Blazer Hi em Azul, Amarelo e Branco, além de um colorido e sombrio Dunk Low, em Preto, Laranja, Verde, Roxo e Amarelo, perfeito para as festas de Halloween mais cool do mês das Bruxas.










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