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Entrevista com Maurício Lopes!
15.02.11 16:105 comentários

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Maurício Lopes começou tocando no circuito underground, foi um dos pioneiros da atual cena eletrônica e um dos principais responsáveis pela afirmação do techno no Rio de Janeiro. Iniciou sua carreira em 1992, no clube Kitschnet, um dos primeiros a apostar no techno, quando o gênero ainda era desconhecido. Em 1995, ao tocar como convidado do DJ Felipe Venâncio, residente então das sextas-feiras da Dr. Smith, Maurício começou a conquistar seu público, sendo chamado para comandar a recém-inaugurada pista de techno da X-Demente, festa antes dedicada apenas a house music. O DJ se apresentou nas primeiras festas do Mercado Mundo Mix no Rio de Janeiro e em Curitiba e nas principais noites de techno, como o After (Rio de Janeiro) e Hell's Club (São Paulo).

 

Foi residente da festa OOPS!! durante mais de dez anos! Nessa festa, o "melhor-dj-do-Rio" desenvolveu habilidade para comandar sozinho a pista da festa, que durava até oito horas por edição e permitia que Maurício construísse uma forte identidade musical, longe do fundamentalismo de qualquer segmento específico dentro da música eletrônica.

 

Hoje em dia, Mauricio é considerado um dos melhores DJs do Brasil e um ícone da música eletrônica underground.

 

Ouça alguns DJ sets do "monstro"!

 

Latest tracks by maulopes

 

- Você foi iluminador na lendária boate Dr. Smith. Quando foi o momento em que percebeu que seu lugar era na cabine de DJ?

 

Eu sempre gostei de mexer na iluminação, ficar sincronizando a luz com o som, etc. Até hoje, sempre que eu posso (principalmente durante os long sets), gosto de fazer as duas coisas ao mesmo tempo. Mas esse momento da descoberta do meu lugar na cabine foi bem anterior ao Dr. Smith, na verdade. Aconteceu ainda no Cubatão quando o Zé Roberto (Mahr) deixou eu tocar uma ou duas músicas durante uma festa do Novas Tendências. Não lembro de quem veio a ideia e como aconteceu, mas lembro bem que foi a primeira vez que rolou o “pacote completo” de escolher uma música, colocar numa MKII (inesquecível) e tocar para uma pista de dança num clube de verdade. Eu nem sabia mixar ainda e foi só uma brincadeira, mas a emoção básica era aquela, foi única, e é a mesma que eu sinto até hoje quando toco e posso fazer o que eu mais gosto, que é dividir o meu amor pela música com outras pessoas.


- Você é um DJ acima de suspeitas considerado por muitos como um dos melhoes domau_lopes Brasil, mas recentemente embarcou na produção de eventos com a festa Trust. Como tem encarado essa nova função?

 

Eu tenho gostado muito de fazer a Trust. A produção como um todo é muita novidade pra mim e posso dizer que é um desafio, principalmente numa cidade “difícil” como o Rio. Foi só fazendo a Trust que eu percebi de verdade como dá trabalho produzir um evento, por menor e mais despretensioso que ele seja. Mas tenho aprendido bastante é muito bom poder trabalhar com amigos que tem interesses e experiências diferentes e poder fazer uma coisa que há muito tempo a gente tinha vontade mas não tinha rolado ainda. A ideia da “festinha entre amigos” continua, mas ao mesmo tempo deu pra sentir que podemos ir mais longe e isso tem acontecido bem como a gente quer: sem pressa e sem atropelamento, testando formatos e locações diferentes, buscando novas parcerias, apostando na variedade entre os DJs convidados, etc. Além do fato de que tocar na sua própria festa tem um sabor especial e o prazer vem em dobro, como dj e produtor.

 


- Como foi a primeira Fosfolopes? Qual a proposta da festa?

 

A primeira edição foi muito legal e pela gritaria e animação deu pra sentir que a festa chegou “chegando” Hehehe. Há muito tempo atrás o Fosfobox fez uma Fosfolopes, em que tocamos eu e o Renato Lopes, e desde aquela época uma segunda edição vinha sendo planejada mas acabou não rolando. Com a reforma do clube e a mudança na programação eles resolveram resgatar essa ideia e me convidaram para ser o dj residente nesse formato mensal e mais flexível, com a possibilidade de ser diferente a cada edição, tendo vários djs convidados (como vai ser a próxima dia 18), apenas um fazendos sets maiores (como foi a primeira com o Renato) e quem sabe até alguma edição com um long set meu, o que não rola há quase um ano, desde o fim da Oops!!

 


- Anos atrás você tinha um projeto com o DJ Schild, chamado Iron Nipples. Por que o projeto não foi a frente? Você ainda pensa em produzir?


Pois é, justamente quando estávamos engrenando e aprimorando a parceria ficamos sem um espaço em que a gente pudesse se encontrar pra trabalhar e fazer o nosso barulho juntos. Depois disso a retomada foi ficando cada vez mais difícil, os encontros cada vez mais esporádicos e aos poucos foi esfriando a vontade de insistir com o projeto. Mas eu ainda penso em produzir sim. A qualquer momento vou abrir a “caixa de Pandora” e deixar as idéias saírem. Hehehe

 

Veja alguns vídeos do DJ em atuação!

 

 

 

 

 

Créditos:

 

Patricia Lobo - Fotos

Eduardo Llerena - Videos

Categoria: Entrevistas
Molotov 21
Molotov 21 (contato @ molotov21.com)
www.molotov21.com
DJ vs DJ
10.11.10 11:41Deixe seu comentário

Durante visita ao velho continente o DJ Brunno Mello bateu um papo com a também DJ carioca Kammy, que agora reside por lá. O papo que rolou na conferência ADE (Amsterdam Dance Event) você confere abaixo:

 

 

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Brunno: O que vc faz na Holanda? Se não me engano, está casadona aí, não? Tem tocado por aí? Produzido?



 Kammy:  Eu vim pra cá a principio para estudar e como meu namorado (o DJ e produtor inglês Chris Littlewood) mora aqui, acabei optando por me mudar esse ano. Na real esse ano dei um tempo de gigs desde abril  pois como eu estava correndo o meu processo de residência aqui, não era permitido trabalhar e deixar o país.  Finalmente consegui todos meus documentos e agora estou indo ao Brasil em novembro. Nunca fiquei tanto tempo sem tocar e longe do Brasil , dessa vez tem quase 1 ano que estou fora. Por um outro lado, estou me dedicando bastante a prática musical em estudio e aprofundando meu conhecimento em hardware, a forma com a qual eu mais me identifiquei para produzir.
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Brunno: Como se deu o contato para o trampo no ADE Next? O que vc fazia exatamente? Tem alguma fotinho de registro?


   Kammy: O contato para o trabalho no ADE Next veio pela escola em qual estudei chamada SAE (School of Audio Engineering). O SAE todo ano tem um envolvimento com o ADE, esse ano eles fizeram o ADE LAB : DOCTOR'S SURGERY by SAE, 3 experts em softwares chamados  Doctor Ableton Live, Doctor Logic e Doctor Cubase a sua disposição para tirar todas suas dúvidas e marcar consultas.  Eu fui a hostess do laboratório e indicava os médicos adequados para os pacientes (risos).



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Brunno: Vai voltar (um dia) para o Brasil? Ou tá difícil?

 

Voltar para o Brasil, sempre!  Todo ano quero ir pelo menos de 2 a 3 vezes ai. Mas residir ai por enquanto está fora dos planos porque acabei de me mudar. Mas tudo é possivel, eu amo o Rio. Quem sabe num futuro proximo?

 

 

Bernardo Campos
Bernardo Campos (bernardo @ molotov21.com)
Do Hauzinnn
Do Hauze desse sábado comemora o aniversário do DJ Márcio Careca
25.10.10 17:0017 comentários

2010-10-30-Do-Hauze


Sua primeira aparição se deu no filme Carrascos de Shaolin,1977, dirigido por Chia-Liang Liu, interpretado por Lieh Lo. Pai Mei tornou-se um ícone da cultura pop depois de sua grandiosa participação em Kill Bill de Quentin Tarantino, interpretado por Gordon Liu (ou Jia-hui, ou ainda Lau Kar-fai, em cantonês). Após ser assassinado pela personagem Elle (confira no vídeo abaixo), interpretada pela belíssima atriz Daryl Hannah, Pai Mei ressucitou no DJ Márcio Careca.



Hoje em dia, com 33 de carreira, Márcio é um dos DJs mais antigos do Brasil em atividade, consagrado e respeitado por seu talento. Já tocou nos principais clubs cariocas nos anos 80 e 90, quando a cena eletrônica estava sendo construída. É residente da festa LoveBoat/Joystick e United – que acontece três vezes ao ano, em Koln, na Alemanha - e da festa mais conceitual que rola no club D-EDGE (São Paulo), a Freak Chic.

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Em julho de 2002, surgiu a oportunidade de ir para a Europa e, em apenas um mês,

eletocou nas maiores paradas organizadas pela Europride / CSD, em Berlim e Koln, na Alemanha, dividindo as pick ups com feras como Ton Novy e Gonzalo da Trade Salvation. Em 2004, realizou nova tour em Amsterdam - na Scape / Salvation - e na Europride em Paris, com direito a bis em 2005. Em janeiro de 2007 Careca foi o responsável pelo warm up da pista para o top DJ Fatboy Slim, tocando para um público de 18.000 mil pessoas. Em julho, se apresentou ao lado de Gui Boratto e, em dezembro, estava entre as grandes atrações da Creamfields. No reveillon, mais uma histórica apresentação: Ipanema Stereo Zero, no posto 9 em Ipanema, para mais de 800 mil pessoas.


Deve-se observar que se trata de um individuo de temperamento forte, impiedoso, brutal e com o mínimo de compaixão e respeito pela vida humana. Sua idade sempre foi uma incógnita.

Nós do Molotov21, fãs declarados do mestre, aproveitamos o momento pra ressucitar (no melhor estilo Pai Mei) uma entrevista feita pelo Bernardo Campos há um ano atrás.


---


Márcio Careca, o DJ mais velho em atuação de musica electronica do Brasil?


Não mais velho, diria que sou um dos mais antigos em atividade. Dizem que fui DJ da Santa Ceia!


São quantos anos de carreira?


33 anos. Minha primeira festa como DJ foi quando eu tinha 16. Meu pai me apelidou de disc jockey de novela, eu não tinha grana para comprar importado então comprava discos de novela e coletânea de rádio e depois discos de clubs famosos no Rio, como New York City, Sotão, Papagaio, Crocodilos e por aí vai.


A cena eletrônica atual (do Rio De Janeiro) na sua visão, melhor ou pior que a época do nascimento?


Acho hoje pior, quando começou não se tinha tanto acesso a internet, os DJs compravam discos muitas vezes no escuro ou ficavam horas na loja ouvindo e escolhendo. Hoje com a internet muita gente em vez de pesquisar, baixa o top 10 da beatport e sai tocando, muitas vezes você ouve a mesma música três, quatro vezes na mesma noite e olha que o que não falta é música. Tem muita gente boa tocando tanto na nova geração como na antiga, mas tem muita gente ruim que se tornou DJ só pra aparecer, sem contar a carência de casas noturnas no Rio.


Cite alguns clubs legais que você já tocou e que não existem mais.


Minhas origens se deram em clubes como América, Associação Atlética Tijuca, Mackenzie, entre outros. Naquela época o que tocava em boate tocava em clube. Com relação a clubs posso citar Press, Bussola, Win Site. Mas prefiro minha experiência em clube, foi ai que aprendi a tocar para público com mais de 2.000 pessoas quanto pra 300.


careca_2Você se apresenta regularmente em um dos clubs mais conceituados do mundo. Como é a experiencia de tocar no D-EDGE?


É o sonho de consumo de qualquer DJ, arrisco dizer de DJ gringo também (sei de gringo que quando foram bookar, colocou com confissão de arrumarem uma data pra tocar lá). Quem não gostaria de tocar no 9º melhor club do mundo, que está sempre procurando inovar, trazendo DJs consagrados e também novas promessas. Sempre fico nervoso quando vou tocar lá, fico duas semanas pesquisando e baixando música, afinal a Freak Chic é uma das noites de vanguarda da casa.


Ultimamante venho ouvindo vários sets seus de disco, conta um pouco da sua história com o gênero.


Venho da época da disco e do funk americano dos anos 70/80, ou seja, música orgânica. Quando me apresentaram o nudisco há três anos atrás, me encantei de cara. A sonoridade desse estilo que vem crescendo a cada dia me levou ao passado, produções em que a guitarra e o baixo são tocados, e não feitos em computador. Mesmo as que não são orgânicas tem uma forte influência dos anos 70 e na sua maioria com bpm baixo.


Você mantém residência no Rio, na festa Bootleg dos DJs Joao Paulo e Léo Janeiro. Como surgiu essa parceria?


Conheço o Léo Janeiro há bastante tempo. Foi ele quem me apresentou ao João Paulo. Eu já havia tocado algumas vezes com eles na própria Bootleg (nesse caso toco um som mais house e tech-house). Com a saída do Jonas Rocha eles me convidaram para fazer parte da residência e da produção. A parceria vem dando certo.


Você já tocou na Europa algumas vezes, por quais países passou e como foi a experiência?


Alemanha, Amsterdam e Paris. A experiência não poderia ter sido melhor! A receptividade foi ótima, tanto que fiquei indo duas vezes por ano durante 4 anos.  Sem contar o fato de voce conhecer culturas e hábitos diferentes.


---


Se você ficou curioso pra ouvir o som do mestre-mór, é só dar uma chegadinha no melhor after do Rio de Janeiro sábado - Do Hauze!


Tocarão, ao lado de Pai Mei, os DJs Godi, Pedro Mezzonato, João Paulo, Gustavo Tatá e os residentes Bernardo Campos e André Araújo.


Para entrar o preço é R$ 35, mas se você mandar o nome pra o e-mail dohauze@molotov21.com a entrada fica R$ 25! Após às 5h, horário que começa o after, o preço fica igual pra todos (R$ 25).


Obs: Entrada somente em dinheiro


PROMO BEER até 1:00:

Chegando até 1:00 vc paga só R$15 e ainda ganha uma cerveja!


Apoio (som/luz):

Overload Noise Factory



Categorias: Festas, Entrevistas
Bernardo Campos
Bernardo Campos (bernardo @ molotov21.com)
Do Hauzinnn
DJ vs DJ: Flutuance
05.07.10 21:521 comentário

FlutuanceComo e quando foi formado o Flutuance?

 

Flutuance surgiu em 2001 quando eu (Leonardo Torha) e Bruno Mascotte nos conhecemos, começamos a bater um papo sobre música eletrônica e vimos que o nosso gosto musical era muito parecido. Como já havíamos nossos trabalhos separados, decidimos criar o Flutuance somente para tocar as tracks chamadas lado B, buscando levar para a pista de dança aquilo além do que o público já conhecia, mas que acreditávamos que seria um bom som para curtir tanto nas festas quanto nos clubs que nós nos apresentávamos. A partir deste momento começamos então receber muitos convites para apresentar o Flutuance e então decidimos nos dedicar somente ao Flutuance e investirmos juntos em produção musical.

 

Daniel Marques & Marcello V.O.R - Down on Me (Flutuance rmx)  

 

Quais programas vocês tem usado para produzir música e como é o formato do live?

 

Para a produção usamos como programa matriz Logic pro 9, usamos Ableton Live 8 como slave no Logic e a pouco tempo temos usado Cubase também. Usamos também Hardwares, Softwares e Samples na produção. No formato Live basicamente usamos Ableton Live 8, Controlador Midi disparando samples e controlando efeitos e mais um sintetizador para complementar a nossa apresentação

 

 

Vocês tem uma track chamada Subway to Villa Lobos School, junto com o também produtor carioca Glitter. Qual a importância de terem estudado numa escola de música e como isso influenciou o som de vocês?

 

Na verdade a faixa Subway To Villa Lobos School é de nossa autoria e convidamos o Glitter para remixa-lá. Lançamos a música no nosso próprio selo, a Diamond Clash records.E a idéia da música surgiu pois íamos para a Villa Lobos de metrô e sempre escutávamos música clássica nos auto falantes das estações. Estudar na Villa Lobos teve uma importância enorme, pois foi onde realmente começamos a pensar como músicos. Nenhum de nós teve formação musical e só tínhamos contato com música apenas como ouvintes mesmo. Quando nos tornamos dj´s, a vontade de produzir veio também e para produzir música acreditamos ser fundamental saber sobre música. Então decidimos a nos matricular na escola no curso de piano e depois do segundo período Bruno mudou o seu curso para o instrumento Baixo.

 

Flutuance and Glitter -The Chicken Of the Devil 

 

Vocês costumam a se apresentar com frequência em festas abertas (open air). Como vêem as mudanças nesse tipo de festa desde que começaram a tocar?

 

As mudanças significativas começaram a ocorrer no início de 2005, onde muitos djs migraram para o som da cena club e apartir daí começaram a introduzir vertentes clubs nas festas open air. Hoje, os eventos de grande porte misturam quase todas as vertentes de música eletrônica e geralmente contam com duas pistas ou mais. Onde os maiores stages ficam voltados aos estilos de som mais main stream e os menores stages para as vertentes mais undergrounds.

 

Por quais estados o Flutuance já passou?

 

Já nos apresentamos nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Bahia e também no Distrito Federal.

 

O label Diamond Clash vem crescendo e varios releases são de artistas nacionais. Citem uma aposta da produção musical brazuka na visão de vocês.

 

O Brasil hoje já conta com inúmeros artistas com projeção internacional e com certeza é um dos países que mais vem contribuindo com novos artistas de qualidade para a cena eletrônica. E apontaríamos não somente um, mas pelo menos três grandes apostas que são: Dirtyloud, Dreamtime & Olliver Mach e Luthier.

 

A dupla se apresenta nessa sexta-feira na festa Fosfobase no clube Fosfobox.

 

Bernardo Campos
Bernardo Campos (bernardo @ molotov21.com)
Do Hauzinnn
DJ vs DJ - Rafael RM2
28.06.10 20:085 comentários

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Rafael RM2 completou 15 anos de profissão em 2010. Um feito e tanto num mercado em que muitos desistem no meio do caminho ou levam a coisa apenas como um hobby.

 

Na entrevista abaixo, RM2 nos conta um pouco de sua história. Do Garage House, passando pelo "Jamantismo", até os dias de hoje com o Indie Dance.

 

- Você se lembra a primeira vez que escutou música eletrônica?

 

No movimento New Wave, em meio a década de 80. Lembro da banda Sigue Sigue Sputnik, “Love Missile”, e um remix enorme de “Walk Like an Egyptian”, do grupo Bangles. Também o álbum ‘Substance’, do New Order. Essas músicas naquele tempo não eram classificadas como “eletrônico” e eram tocadas em hi-fi’s (festas de playground), meio a explosão do rock nacional que acontecia por aqui. Não tinha idade suficiente para ir a clubes noturnos dançar.

 

- E a primeira gig?

 

Costumei dizer que comecei a tocar em 95’, no 1º after-hours do Rio, na Underbang, com DJ Ricardo NS. Ficava em Botafogo, mais próximo ao Humaitá, no antigo consulado da China. Mas na verdade fiz equipe de som e comprava discos por volta de 89, com 13 anos e fazia as festas do condomínio onde morava com um soundsystem 3x1, um mixer Tarkus Ap-2, mais uma pick-up D-20, da Gradiente, e uma caixa amplificada. E luzes com pastilhas (para piscar). Tocava continuamente por 5 ou 6 horas, montava e desmontava tudo sozinho, fora uns 100 discos que levava. Chegava em casa exausto.

 

- Recentemente ouvi um set seu de Garage House, você se apresentava em festas do estilo?

 

Nesse período eu não tocava tanto. Havia me mudado da zona norte do Rio para a zona sul e estava começando a ver pessoas e clubes que faziam a noite acontecer por aqui. Mas ainda assim comprava discos do estilo. Minha maior referência ao Garage foi através dos programas de rádio do DJ Marcelo “Memê” Mansur:  Festa da Cidade e RPC Megamix. O próprio Memê as vezes me convidava a ir ao estúdio da rádio para assistir o programa ao vivo. Bom que nos programas informava-se bastante sobre os produtores de Garage House. Não posso deixar de lembrar também do DJ Felipe Venâncio, nas festas “Elevation” e “Até que enfim é sexta-feira”, no clube Dr. Smith. Foi onde tive meu primeiro contato com o que chamamos de música underground.

 

DJ RM2 - Garage House Set 

 

 

rm2

- E a fase do "Jamantismo"? Comente um pouco sobre essa fase marcante no Rio de Janeiro

 

(Risos) Era o termo que usávamos para definir um house desengonçado, mas cheio de groove. Não era o Garage, e sim o Funky House e Deep house, vindos da Europa, Chicago e São Francisco (USA). Ouve um movimento bacana no Brasil e, principalmente, no Rio de Janeiro. Ficamos conhecidos por ter uma ‘cena’ de Chicago House. Não era grande, mas tocávamos bastante em outras cidades brasileiras. Surgiu o projeto “Jamanta”, de Dudu Marote e Rafael ‘Droors’, que tiveram músicas lançadas pelo selo do DJ Derrick Carter: “Classic “. Foi uma boa fase carioca. Sentíamos que as pessoas queriam sair para ouvir a música.

 

DJ RM2 - Jamantismo 3 pickups. 

 

 

- E hoje em dia, qual o estilo de som que não sai da sua case?

 

O House. Este é o estilo eletrônico mais democrático que existe. É o que recebe mais influências exteriores (não necessariamente do eletrônico) e assim fica dificil estagnar.

Hoje em dia está agregado ao rock e ao pop sem soar 'baba'. E por sua facilidade de acompanhar o rítimo, o House ainda é procurado por públicos variados nas pistas de dança.


- Quais seus produtores favoritos? 

 

Atuais: Mickey Moonlight, Greenskeepers, Honey Clawns, Claude Vonstroke, Tomboy, Siriusmo, Matias Aguayo, Abe Duque, Azari & III, Joakim, Horse Meat Disco, Who made Who, Solomun, Pollyester, Captain Comatose, Lo-Fi-FnK…

Antigos: Frankie Knuckles, Masters at Work, Larry Levan, Todd Terry, Jellybean, Joey Negro, Silk Hurley, Shep Pettibone, I:Cube, Morgan Geist, Derrick Carter, Luke Solomon, Orbital, Chemical Brothers, DJ Hell, Ian Pooley, Moodyman, GusGus, Green Velvet, Giorgio Moroder, Greg Wilson e muitos outros…

 

- Como você ve as mudanças na cena nesses 15 anos de profissão?

 

Muita coisa mudou mesmo. Acho que no Rio o público de eletrônico tornou-se mais jovem, enquanto nos anos 80 e início de 90 você via o grupo dos mais experientes sempre freqüentando e fazendo acontecer. Em São Paulo isso ainda continua. Este é o segredo da noite paulistana funcionar tão bem. Pessoas que trabalham na noite levam o profissionalismo mais a sério, pela experiência, e até por conta da concorrência também. Acho que só vamos fortificar a cena do Rio no momento em que todos os interessados trabalharem juntos. Tanto os produtores e remixers, para se fazer uma cena musical consistente;  quanto os donos de clubes e promoters exigindo as condições necessárias para se trabalhar; e o público, pagando a entrada (lista amiga? Grande invenção!) e dando atenção ao line-up da festa que vai, com bons DJs. Sempre caímos na conversa de cidade praiana não ser a cidade onde a noite acontece. Mas podíamos ter noites proporcionalmente menores, porém boas, se todos os que citei cooperassem.

 

- Pra finalizar fale um pouco dos seus projetos presentes e futuros

 

Recentemente fiz minha retrospectiva destes 15 anos como Dj, chamada “RM2 – 12 HORAS”. Está hospedado no site http://soundcloud.com/rafaelrm2 . São 10 podcasts com várias fases de discotecagem, incluindo o “Garage House” que foi citado na entrevista. O mais recente é o “Indie Dance”, onde toco essa fusão de Rock/Pop com House Music. Hoje em dia chamada de Indie Dance (Indie = alternativo).

 

Valeu a entrevista! Esta iniciativa ajuda o público a se informar e ficar mais interessado ao que eles participam.

 

Rafael RM2 toca na festa Bordel, essa quinta, no La Cueva e sábado na festa PIMP no Pista 3.

Bernardo Campos
Bernardo Campos (bernardo @ molotov21.com)
Do Hauzinnn
Cinco Perguntas para Manuel Sahagún!
11.06.10 19:002 comentários


Prestes a começar sua primeira turnê no Brasil, que inclui gigs nos paulistas Hot Hot, e D-Edge e no carioca Studio Line(RJ), o argentino Manuel Sahagún bate um papo conosco e abor

da temas que vão desde a cena musical da Argentina, seu trabalho na label Candy Music, o qu

e ele pretende tocar em seus sets por aqui e também sobre como é torcer pela seleçã

o de Maradona na Copa do Mundo, em pleno território brasileiro.

 

Como é a cena clubber argentina atualmente e que estilos tem feito mais sucesso por lá?


A cena de dance music argentina tem estado ótima atualmente. Levou mais de um ano para que o público de música eletrônica por lá criasse raízes e tivesse suas próprias peculiaridades, assim como o do Rock n' Roll. Infelizmente está tudo concentrado em Buenos Aires, apesar de termos ótimos clubs em cidades como Rosário e Córdoba.

 

Hoje em dia você pode ouvir bastante tech-house e minimal-techno, mas o house parece estar só agora crescendo com uma nova geração de produtores inlfluenciados por indie-rock, pop, funk, etc.

 

Em 2009 você esteve excursionando pelos Estados Unidos e agora está vindo ao Brasil para tocar em excelentes festas como a Paradise na D-Edge, a Levada no Studio Line e o lançamento da Voyage Bookings no Hot Hot. O que mudou na sua carreira desde esta última turnê?


No último ano estive bastante ocupado como DJ e não me dediquei ao meu lado de produtor, como eu gostaria. De qualquer forma, eu passei muito tempo ouvindo novas tracks diariamente e percebi o quanto é dificil encontrar música boa entre as centenas que são lançadas todos os dias.

 

Estou muito feliz com meu DJ Set, Tenho procurado experimentar novas direções e o público parece sempre gostar mais e mais.

 

Seus sets são conhecidos por se caracterizarem um passeio do deep ao jackin cheio de influências disco. O que você pretende tocar para as pistas brasileiras?


Já ouvi dizer que por aí o público gosta muito das faixas mais dançantes e grooveadas e preparei uma grande variedade de opções que se encaixem nesse quesito: deep, funky, tech, etc.

 

Honestamente, mal posso esperar pra tocar na Levada este sábado!

 

E sua label, a Candy Music? Fale um pouco dela pra nós.


Eu e Jay West estamos trabalhando muito para alavancarmos nossa gravadora, principalmente procurando por novos artistas. Tivemos releases que venderam bastante em 2010 e um deles foi o meu EP Memory Lane (NR: que vocês podem ouvir abaixo). Sei que no Brasil há diversos bons produtores como Jota Wagner e nós adoraríamos lançar mais artistas brasileiros.

 

Memory Lane EP


Mudando de assunto, como é a sensação de ser argentino e torcer pelo time de Maradona estando no Brasil em plena época de Copa do Mundo?


Hahaha, tenho pensado bastante sobre isso. Sinceramente se a Argentina não vencer eu quero que o Brasil vença esta Copa, seria insano ver todos vocês celebrando a conquista por aqui. De qualquer forma, não gostaria de estar aqui durante um Brasil x Argentina, seria no mínimo desconfortável...

Categoria: Entrevistas
Molotov 21
Molotov 21 (contato @ molotov21.com)
www.molotov21.com
Entrevista com produtor de mashups e economista Faroff
09.06.10 09:201 comentário

Brasiliense radicado nos Estados Unidos, Faroff será uma das atrações da segunda edição da Bootie Rio, festa de mashups ultrabombante do talentoso Fabiano Moreira.

 

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Depois da estreia com a dupla A plus D, de San Francisco, a Bootie Rio faz sua segunda edição no próximo dia 11, sexta-feira, no Fosfobox, trazendo ao clubinho de Copacabana Faroff, residente da versão de Boston da Bootie, o líder do grupo Bonde do Rolê, Gorky, e os cariocas Leo Justi, Lucio K, Billy, the Kid e Schlaepfer.

 

Na pista principal, Faroff, Gorky, Justi e Lucio K apresentam apenas material autoral, mostrando o lado inventivo dos produtores brasileiros de mashups. No Fofobar, Billy, the Kid e Schlaepfer executam o repertório de mashups que faz o sucesso da Bootie nas 17 cidades do mundo, em 4 continentes.

 

A festa terá brincadeiras com a clássica série de cinema Star Wars, com duas passistas da Mangueira e um Storm Trooper recebendo o público, sambando, e também em performance durante o set de Faroff, além de máscaras temáticas e outras surpresas.


CANAIS DA FESTA

SITE
http://www.bootiemashup.com/rio/
BLOG
bootierio.wordpress.com
TWITTER
twitter.com/bootierio
FACEBOOK
http://www.facebook.com/home.php?#!/pages/BOOTIE-RIO/402795038326?ref=ts


Próximas datas:

16 de julho - João Brasil, diretamente de Londres + DJ Chernobyl (SP) + Lucio K
13 de agosto - Brutal Redneck (Londrina) + Roots Rock Revolution (SP) + Lucio K

Preços:
R$ 35, na hora
Cem ingressos antecipados a R$ 20 na Reserva de Ipanema (Maria Quitéria 77 loja F - Tel.: 2247-5980)
Lista a amiga a R$ 25, até 1h, e R$ 30, depois, no bootierio@gmail.com, até 18h do dia 11 de junho

 

Para curtir a entrevista e entrar no clima da festa ouça o mashup do produtor Faroff que mistura a trilha de Star Wars a samba e funk no Youtube:

 

 

Star Wars x Funk x Samba

 

 

DJ Faroff
DJ Faroff com máscara de Storm Trooper

Faroff é o nome do projeto musical de Leo Bursztyn, ex-letrista e guitarrista da banda Móveis Coloniais de Acaju. Quando teve que abandonar o grupo, em 2005, para cursar mestrado de Economia, em Harvard, Leo descobriu nas colagens musicais uma forma de continuar a fazer música sem os parceiros. Ele produz mashups de áudio e vídeo, combinando, em uma mesma canção, artistas dos mais diferentes gêneros, sempre em uma roupagem balançante. Mais do que trazer faixas explosivas, seu set é uma experiência audiovisual, com videos editados das músicas usadas sendo projetados.

O produtor é reconhecido mundialmente pela qualidade de suas produções, o que lhe garantiu apresentações em Boston, Nova York, San Francisco, Los Angeles, Brasília e Rio de Janeiro, tocando nos mais importantes eventos de mashups. Sua passagem pelo Rio está incluída em uma turnê mundial com datas nas versões da Bootie em Boston, Nova York e Berlin, além da festa de mashups Mix Mix Gang Bang, de Paris. Faroff é atualmente residente da Bootie Boston, e seus vídeos são um verdadeiro fenômeno no Youtube, aonde já ultrapassaram 500 mil visitas.

 

Quando surgiu o encantamento pelos mashups? Você acha que é uma moda ou as montagens vieram pra ficar?
 
No meio de 2005, me mudei para os EUA (Boston) para fazer um PhD em Economia em Harvard. Assim que tive contato com mashups, em 2006, me encantei. Se não me engano, eu ouvi o álbum "The Beastles", em que o dj BC, de Boston, misturava Beastie Boys e Beatles. Pensei: "é isso que eu quero mesmo". O bacana é que acabei me tornando grande amigo do dj BC e ao longo dos últimos dois anos, fomos os dois dj's residentes da Bootie Boston. As montagens vieram para ficar. São a cara do nossa época. Hoje em dia, tudo se recria, se recicla. O público se apropria da arte do ídolo e a reconstrói. A internet está aí. Os computadores estão aí. Os mashups são elemento simbólico de um processo cultural maior da nossa época. A linguagem da colagem e da mistura está presente em todos os lugares. Globalização cultura é mashup de culturas, Ipad é mashup de mídias. Musicalmente, a linguagem do mashup se consolidou nos EUA e Europa desde 2004 mostrando ser mais que uma moda passageira.

Você foi guitarrista da banda Móveis Coloniais de Acaju até 2008. Porque decidiu sair do grupo?

Em 1998, fundei o Móveis Coloniais de Acaju com mais dois amigos e até 2005, a banda foi minha única atividade musical. Eu era o guitarrista e compositor/letrista do grupo. Naquele ano, fui aceito no programa de PhD em Harvard e não deixei a oportunidade passar. Eu consegui, meio que aos trancos e barrancos conciliar as duas trajetórias até 2008, principalmente ajudando no processo de composição. Mas a banda foi se tornando cada vez mais profissional, o que exigiria uma presença permanente minha no Brasil. Ficou difícil e tive que tomar uma decisão. Naquela altura, em 2008, eu já estava cada vez mais envolvido com os mashups e a decisão foi natural. Manter um pé na música via mashups.

Porque você decidiu se especializar em Economia?

Não tenho a menor idéia. Falando sério, sempre quis entender por que alguns países são pobres enquanto outros não o são, por que a pobreza ainda persiste. Achei que estudar Economia seria um caminho natural. E fico feliz em dizer que hoje minha pesquisa ajuda a desenhar programas de combate à pobreza, inclusive no Brasil.

Você fez doutorado em Economia em Harvard mas sempre foi ligado a música, seja tocando guitarra ou fazendo mashups. Hoje em dia você conseguiria viver só com o dinheiro das festas ou não passa de um hobby?

Sinceramente, acho que poderia viver só com o dinheiro das festas, se decidisse fazer só isso. No entanto, optei, consistente com minha decisão de sair do Móveis, em ser economista e músico. Então eu diria que é um hobby sério. Eu tenho minha carreira de economista (começo em Julho como professor de Economia na Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA)) e encaixo a carreira de produtor/dj de mashups. Durante o doutorado, em Boston, fui residente mensal da Bootie Boston. Viajei para tocar em Nova York, Los Angeles, San Francisco, Brasil. Ou seja, sempre dá tempo de produzir e tocar. Em Agosto, começo minha residência na Bootie Los Angeles. Em Julho, toco em Berlin e Paris. Os convites para tocar estão sempre aí, e eu fecho com os que me interessam mais. Por exemplo, na Europa, optei por fazer apenas duas datas em cidades que eu adoro e ter tempo para descansar e tirar férias, ao invés de encaixar dez datas em duas semanas. Com as duas datas, pago minha viagem e ainda sobra uma grana para me divertir.

Sou um grande fã de Star Wars e, pelo que me parece, você também. Você sempre quis fazer essa brincadeira com o filme ou foi uma ideia que surgiu de repente?


Essa ideia surgiu na época em que fui preparar meu primeiro video-set, em 2009. Eu queria ter algo bem brasileiro e ao mesmo tempo universal. Lembrei de uma vez em que vi o Lucio K botando um pancadão no tema do Star Wars num set live dele e senti que esse era o caminho. Ou seja, a "culpa" é do Lucio! Resolvi botar uma batucada de samba (que é a linguagem mais "brasileira" por excelência) e depois colocar uma batida de baile funk (pois é a linguagem mais pista genuinamente nossa hoje). O vídeo veio junto. O pessoal no exterior fica louco, haha.

 

 

Categoria: Entrevistas
Pedro Mezzonato
Pedro Mezzonato (pedro.mezzonato @ gmail.com)
www.twitter.com/pedromezzonato
Fabiano Moreira fala sobre a Bootie Rio
13.05.10 13:141 comentário

Sem_tituloA noite mais esperada pelos mashup freaks da cidade está chegando. É nesta sexta que acontece a Bootie Rio, edição carioca da primeira e maior festa 100% mashups do planeta, que embalado pela cultura do remix, abraça cada vez mais movimentos como este.

 

O mashup é um símbolo que sintetiza perfeitamente o jeito Creative Commons de ser e muito bom de dançar!

 

O duo AplusD, casal de criadores da Bootie original em San Francisco e headliners da primeira edição da Bootie Rio, explica pra gente um pouco do conceito neste videozinho abaixo. Na sequência, Fabiano Moreira conta tim-tim por tim-tim de como tudo isso aconteceu.

 

  

 

O que representa a festa Bootie na cultura de mashups pelo planeta afora?

A Bootie é a primeira festa 100% mashups-bootlegs do mundo, foi criada em 2003, em San Francisco. O Aplus D, a dupla que criou a festa e toca na primeira Bootie Rio, foi pioneira na descoberta destas misturas, e o melhor, eles fazem uma espécie de controle de qualidade dos bons mashups, publicando top tens mensais, em seu blog, e uma coletânea anual, a Best of Bootie, que sai no Natal e é uma referência para o setor. A verdade é que existem muitos mashups ruins, e as pessoas falam mal de mashups porque não sabem encontrar os bons. Eles sabem. A Bootie faz isso para os amantes do estilo. Além disso, eles criaram uma rede mundial de amantes de mashups, levando sua marca a 17 cidades, em 4 continentes, com esta filosofia de qualidade em todo o lugar, eles acompanham todos os detalhes, fornecem os flyers, vistoriam os DJs e suas produções de mashups. A Bootie é a maior marca mundial quando se fala em mashups, eles são os caras. E fazem tudo isso num clima de amor, é um road movie pelo mundo em defesa dos bons mashups. Não são colonizadores. São pessoas apaixonadas que fazem o que gostam. Acho que, por isso, nos damos tão bem.

 

Como se deu esse contato com o AplusD?
Eu sempre fui um apaixonado por mashups e venho acompanhando a Bootie de São Francisco desde a sua criacão, em 2003, via um amigo brasileiro que morava por lá, o Ronan Siqueira que, inclusive, será door da festa, num look metade menino, metade menina, justamente simbolizando esta ponte com a Bootie. Meu amigo Faroff, ex-integrante da banda Móveis Coloniais de Acaju, de Brasília, mora em Boston e é o residente da festa Bootie por lá. Fizemos uma festa com ele na Fosfobox, em novembro do ano passado,quando surgiu a ideia de trazer a Bootie para o Brasil. Ele fez a ponte entre eu e o A plus D. Ficamos apaixonados uns pelos outros e surgiu a Bootie Rio, a primeira Bootie do lado debaixo do Equador! 

 

Antes disso e ao mesmo tempo, os produtores nacionais de mashups que mais gosto, Faroff, João Brasil, Andre Paste, Brutal Redneck e Lucio K começaram a me enviar suas faixas para saber minha opinião e para que eu as tornasse públicas no blog que eu fazia, no meu facebook, no tuiter. Ficamos amigos e formamos um grupo de mashup nacional, fizemos uma mixtape só com mashups de carnaval. Quando percebemos que éramos um grupo, vimos que podíamos fazer uma Bootie aqui, que tínhamos força e conteúdo musical pra isso.

 

E por que uma festa só com Mashups?

Porque uma música só nunca é o bastante!

 

O talento de produtor voltou a pulsar forte?

 Eu estou nessa por amor aos mashups. Acho que sou um cara organizado e que consegui reverter isso a favor do estilo que a gente ama. Temos a festa toda fechada, com os line ups prontinhos e parcerias, até agosto. Estamos muito animados. Juntos e misturados.

 

FAROFF  >> Carmen Miranda x Ladt Gaga ft Beyoncé x Jorge Ben

Mashup exclusivo pro lançamento da Bootie Rio

 

 

 

BOOTIE RIO - 14 de maio

 http://bootierio.wordpress.com/
Fosfobox
http://www.fosfobox.com.br
PISTA
A + D (San Francisco)
A dupla criadora da Bootie, festa 100% mashups que acontece em outras 16 cidades do mundo, em 4 continentes
http://www.bootiemashup.com/aplusd/

André Paste
a Mallu Magalhães dos mashups!
http://www.myspace.com/andrepastee
http://www.soundcloud.com/andrepaste

Lucio K (residente)
http://mashuplk.blogspot.com/

Categoria: Entrevistas
Felipe Tiradentes
Felipe Tiradentes (felipe @ molotov21.com)
We drop bass in your face, b-b-bass in your face