O porão de um antigo quartel-general da Gestapo durante a Segunda Guerra Mundial num vilarejo na Riviera Francesa abrigava o improvisado estúdio onde os Rolling Stones gravaram o que para muitos é, até hoje, o melhor álbum do grupo.
Exilados em Villa Nellcote, num casarão alugado por Richards, a falida banda fugia das dívidas e impostos ingleses, e esperavam que o novo disco seguido de uma turnê pelos EUA fossem a salvação para seus problemas financeiros. Mas, ao mesmo tempo, se afundavam em álcool e drogas no paraíso mediterrâneo.
Apesar de muito polêmico, "Exile on Main Street” é um dos mais influentes álbuns do rock. Batante difícil de ser entendido na época, o caótico disco voltou nessa segunda-feira, 17 de maio, às prateleiras do Reino Unido. A edição deluxe conta ainda com 10 faixas inéditas gravadas na época que foram recalibradas para adquirirem a atmosfera sombria de “Exile”. O documentário “Stones in Exile”, que mostra o período das gravações na França, acompanha a versão superdeluxe.
O livro “Exile on Main Street – A Season in Hell With Rolling Stones” de Robert Greenfield também conta o período obscuro e decadente da banda londrina de Mick Jagger.
Anite Pallenberg & Keith Richards, Villa Nellcote (1971)
I love to be bipolar. I hate to be bipolar.





