Molotov21
Coquetel extremamente explosivo à base de música, arte e informação.
faça login para votar!
Enviar esse texto
login para votar!
Enviar esse texto
fãs
rss
Você pode assinar o feed desse blog pra saber assim que ele for atualizado.
Feed 
* copie e cole para assinar com outro reader
social bookmarks
Digg
Mugg
del.icio.us

Add to Technorati Favorites
Um panorama do Trip Hop para a próxima década
29.11.09 16:07

 

19692_logoO beat mais sexy da cidade de Bristol se mostra como o estilo a ressurgir na próxima década. Através de novos trabalhos dos grupos como Portishead e Massive Attack, o Trip Hop reaparece do jeitinho que era antes: conceitual, cheio de referências estéticas e marcado pela sensualidade peculiar à mais fina "fuck music".

 

O Portishead, que demorou 11 anos pra finalizar seu terceiro álbum (Third, 2008), surpreendeu a todos ao afirmar que já está em estúdio gravando o quarto disco. Um dos três pilares do Portish, Geoff Barrow (que também trabalhou no Massive Attack), afirma porém que este novo trabalho não deverá ser lançado por vias tradicionais/físicas, mas apenas em formato digital. De qualquer forma, ouviremos novidades cantadas pela sensualíssima voz de Beth Gibbons sob beats quebrados já em 2010.

 

 

 

Curta produzido pelo Portishead >> Glamour e espionagem

 

 

 

Já o Massive Attack lançou recentemente pela Virgin Records "The Splitting The Atom", EP Promo com quatro singles que serve como uma espécie de teaser de seu novo LP, com lançamento previsto pra Fevereiro do próximo ano. Já dá pra sentir o gostinho do que vem por aí, principalmente após o hiato criativo de três anos sem nenhuma novidade.

 

 

O termo Trip Hop foi criado pela revista Mixmag em 1990 pra definir o álbum Maxinquaye, do artista Tricky porém antes de ser nomeado o estilo já se desenvolvia no underground britânico como uma alternativa downtempo, jazzística e viajante do hip hop. Influênciado por estéticas tão diferentes como a do grafitti e a de filmes noir, este rótulo pode ser aplicado a artistas tão distintos quanto Morcheeba, Sneaker Pimps, Lovage e Gotan Project.

 

 

 

 

 

O Trip Hop Brazuca como movimento ainda engatinha, porém tem iniciativas isoladas bem interessantes como Macunaíma Ópera Tupi por Iara Rennó;

 

Claudia Dorei, com o que ela chama de "Trip Hop Solar" é a artista nacional do gênero que mais me agrada.

 

O grupo inglês Smoke City é liderado pela brasileira Nina Miranda, que canta também em português. Confiram a mistura no belíssimo vídeo de Underwater Love

 

 

Quem também se aventura no gênero é a cantora Céu.

 

 

Pesquisando e escrevendo este post, até me imaginei inserido nessa temática film noir, bebendo martinis e fumando charutos (se a lei anti-fumo deixar) num loungezinho elegante, ao som desse jazz lisérigico ritmado por batidas quebradas. Tá faltando um warm up do estilo por aqui, não acham?

 

 

 

 


Felipe Tiradentes
Felipe Tiradentes
We drop bass in your face, b-b-bass in your face
comentários
5 comentários
Pedro Mezzonato
Pedro Mezzonato(02.12.09)
0AprovadoQueima
irado, fiquei viajando aqui no post....
Glenda Shaw
Glenda Shaw(01.12.09)
1AprovadoQueima
lindo o post!!! espero que a volta de trip seja permanente, e nao apenas uma boa memoria dos 90's.
Samo
Samo(30.11.09)
0AprovadoQueima
Cansei de vestir o headphone e viajar nos beats de Portishead, comecei ouvindo downbeat com eles, Morcheeba, Nightmares on Wax, Tosca... hj acho q 90% do que ouço é abaixo dos 120bpm. Downbeat rules!
Renato Weiss
Renato Weiss(30.11.09)
1AprovadoQueima
HAuhauha! Maneira a matéria!
J.R. Menezes
J.R. Menezes(29.11.09)
1AprovadoQueima
Classudo!