Marmita Sônica
Marmita Sônica
Devore Sem Moderação! Blog Marmita Sônica, só as "quentinhas" pra matar a larica na jogação. Por Marmitex, Mtx, Felicio, Marmita, Marmo, Groovy.. Jornalismo musical com bom humor, faz bem à saúde!
faça login para votar!
fãs
rss
Você pode assinar o feed desse blog pra saber assim que ele for atualizado.
Feed 
* copie e cole para assinar com outro reader
Add to Technorati Favorites
» posts na categoria Música Eletrônica (0)
Jamie Lidell fofinho e pop.. você tem certeza disso?
22.05.13 13:48Deixe seu comentário

JamieLidell

 

O ano de 2000, do sacástico álbum "Muddlin Gear", não foi de holofótes para o produtor e cantor Jamie Lidell, hoje considerado o soulman dos mais criativos da música moderna. O "passado negro" do inglês é completamente branquelo de alma. E é mais barulhento do que você possa imaginar.

 

Quem diria que o autor de melosos (e fofos) riffs, e grooveados hits pop, traz uma influência absurdamente doida de Aphex Twin, IDM e glitch non-sense?

 

 

 

Ficou assustado?!?

 

Se você é DJ ou é ligado em timbres, já deve ter reparado algumas texturas que vêm do experimentalismo mais torto pra dentro do seu balanço setentista e cool.

 

Realmente, os bleeps-esquizo de Jamie Lidell estão vivinhos em recentes faixas do álbum "Jamie Lidell", seu terceiro, e o segundo com flerte pop na discografia. Identidade musical é issâe, Jamie. 

 

 

O cara traz novamente seu live cabuloso para São Paulo, mesmo orfão do Sónar, ele toca no aniversário de 13 anos do D-Edge no sábado, ao lado de Nicolas Jaar e muitos outros. Imperdível é pouco.

 

Felicio Marmitex
Felicio Marmitex (marmitex86 @ gmail.com)
www.twitter.com/feliciomarmitex
Renato Ratier - "Soul Machine" (D-Edge Records)
20.02.13 14:12Deixe seu comentário

bn_notc_2125

 

Renato Ratier produz seu aguardadíssimo primeiro EP pelo selo D-Edge Records. O lançamento rolou na celebração de seu aniversário no dia 17/2, e o momento representa ainda outra festança que são os seus 17 anos prestados a música eletrônica. Como um ótimo DJ de vocação 'grooventa' e faro-fino, "Soul Machine" revela sua maturidade num disco-house futurista e um quê deep. O EP já conta com o suporte de DJs como Luke Solomun, Oliver $, Laura Jones, Seth Troxler, Kiki, Amos e outros. Ouça.

 

Renato Ratier - Soul Machine by D-EDGE Records

Felicio Marmitex
Felicio Marmitex (marmitex86 @ gmail.com)
www.twitter.com/feliciomarmitex
Simian Mobile Disco retorna após cinco anos
17.05.12 10:402 comentários

SMD

 

Um dos esperados retornos na música eletrônica aconteceu na última semana. O estrelado duo Simian Mobile Disco, após cinco anos "fora de cena", lança agora novo álbum. "Unpatterns" marca um ótimo retorno de aura introspectiva, impossível comparar com o Simian de hits hedonistas de antes.

 

Seu terceiro álbum traz melodias hipnóticas, vocais alterados por synths sinistros e muitas texturas em diálogo com o dub moderno. Grude agora nas faixas "Seraphin" e "I Waited For You". Eu não largo mais. 

 

O atual e surpreendente espírito dark eletrônico do SMF é bem animador, climão deep convidativo para esquentar nas pistas de inverno. A bíblia-urbana XLR8R compara  algumas faixas de "Unpatterns"  com o acervo do selo vanguardista Hotflush, do Scuba.

 

Já uma resenha do The Guardian indica relações com o minimal techno e até que faz sentido. Devore você mesmo as faixas aqui no Marmita Sônica.

 

Unpatterns Album Stream by Simian Mobile Disco


Felicio Marmitex
Felicio Marmitex (marmitex86 @ gmail.com)
www.twitter.com/feliciomarmitex
Projeto L_cio live debuta na Mothership hoje
28.08.10 13:3015 comentários

lala_cortina

 

Hoje é uma data especial para o músico Laercio Schwantes Iório, que vai levar seu festejado projeto L_cio para a Mothership. O sábado do D-Edge é possivelmente a noite de São Paulo que mais tem a ver com a proposta musical de seu live act autoral.

 

"Estou bastante contente e fico honrado com o convite. Frequento a festa há uns seis anos e tenho lindas lembranças, principalmente das noites que tocaram Richie Hawtin (fui em todas), Ricardo Vilallobos e Cobblestone Jazz, que foi o melhor live que assisti até hoje", conta empolgado.

 

Flautista de formação e filho de uma das mais importantes pianistas de orgão litúrgico do Brasil, o talentoso produtor está em ascenção máxima no techno nacional, com mais de 10 lançamentos em netlabels de diversos países. Atualmente, ele coordena a Orquestra de Laptops de Santo André e produz faixas em parceria com a veterana Paula Chalup, entre outros.

 

Considerado o "Luciano brasileiro" por amigos pelo fato de usar melodias cristalinas, o projeto L_cio traz influências de suas antigas composições acústicas para as pistas. "Principalmente na construção melódica das minhas faixas, ainda usarei sonoridades de flautas tocadas por mim, mas isso são planos futuros", revela.

 

Segundo Jackson Araújo, "o excesso de copy/paste leva o mundo artístico de volta ao feito à mão". O jornalista de tendências convidou L_cio pela segunda vez para um desafio de produção musical no seu blog shhh.fm.  Ouça abaixo o live-mix de piano-tech que resultou.

 

Handmade Piano by jacksonaraujo

 

"Hoje apresentarei um repertório novo e também faixas que já são conhecidas como 'Saravá' e 'Congada. 'Alegra-te Jovem' aparecerá de uma forma diferente, aguardem", garante L_cio que adora trabalhar com samples religiosos e poesia concreta na voz de sua namorada Karine, ou melhor DJ K_ri.

Felicio Marmitex
Felicio Marmitex (marmitex86 @ gmail.com)
www.twitter.com/feliciomarmitex
As 7 melhores do Jay Haze
16.03.10 18:326 comentários

A-71701-1237727934

O ano de 2009 não foi só de projetos beneficentes para Jay Haze. Nem apenas de sua parceria com Ricardo Villalobos. Além de angariar fundos para vítimas da violência no Congo e produzir minimal house no Fuckpony, o DJ americano lançou o álbum "Love & Beyond" pelo selo Tuning Spork Records.

 

O disco triplo apresentou a faceta "black music" do produtor pela primeira vez para o mundo. O volume dois e três da saga vieram repletos de R&B (!) e pitadas de glicth hop. Um prato cheio para quem curte Erykah Badu.

 

Nada melhor do que falar diretamente com o autor para sacar as influências por trás da sua jornada negra. Jay Haze toca neste sábado (20/3) no encontro das festas Orbital e Kaballah, na pista da Cocoon.

 

Flash Content

 

“O amor é a coisa mais poderosa do mundo. Muitas vezes, ele não está evidente e nós precisamos garimpar. Se tentarmos, vamos achar... Essa música foi verdadeiramente influenciada pela luta para encontrar o amor." 

 

Flash Content

 

"Essa música foi feita para o meu irmão caçula que passou mais da metade de sua vida tratando um vício por drogas. O refrão é como um canto para ele: ‘get up off the ground, it dont suit you right’. Ele já está limpo há oito anos :) ! A música foi influenciada por Prince."

 

Flash Content

 

"Eu tava andando de skate no dia em que eu escrevi esta faixa e assisti a vídeos de skate o tempo todo durante a produção. Na real, eu gostaria de ter um vídeo de skate para essa música. Pra mim o clima fala muito do encontro de Kraftwerk com Funkadelic".

 

Flash Content

 

"Essa foi uma música escrita para uma pessoa muito especial, eu não conseguia parar de pensar nela. Eu sabia que nós iríamos ficar juntos e que o amor iria crescer na gente. Ela não imaginava. A faixa foi muito influenciada por Beach Boys, que é um dos meus prediletos de sempre".

 

Flash Content


"Era sexta-feira à noite, eu tava fumando no estúdio e lembrando dos velhos tempos. Isso me trouxe a tona os filmes de exploração de negros como o “Shaft”. Eu queria ter vários sentidos nesse álbum e essa vibe de abuso caberia bem na track".

 

Flash Content

 

"Fiz essa faixa em uma hora e já toquei na seqüência no club e pegou fogo. Os falantes das caixas quase falaram e as pessoas foram a loucura. Então, pensei que deveria entrar no disco".  

 

Flash Content

 

"Eu estava pensando sobre como nós todos devemos acordar e perceber o que está acontecendo em nossa volta. Como nós podemos mudar algo. O refrão veio direto na minha cabeça e eu queria uma cama de piano para dar o tom emotivo. Sam Cooke está diretamente impresso nesse som e ele continua sendo um dos meus favoritos de todos os tempos".

Felicio Marmitex
Felicio Marmitex (marmitex86 @ gmail.com)
www.twitter.com/feliciomarmitex
Promo: CDs do Drumagick
17.02.10 16:452 comentários

drumagick_dance_box_capa_frente Para o lançamento oficial do CD "Dance Box" nas pistas, o Drumagick fará set inédito de crack house no Vegas, mostrando influências e graves gordos do seu terceiro álbum de produções. O disco duplo vem recheado de tendências surpreendentes até mesmo para os fãs mais assíduos da dupla. Ouça o hit “Make It Rock”

 

A festa Xiliquê agiliza uma cópia do CD + VIP para as primeiras 8 pessoas que enviarem o nome para a lista (lista@xilique.com.br) - a partir de agora. Para entrar no club e retirar o disco, a pessoa premiada deverá levar seu RG + 5 kg de alimentos não perecíveis. O projeto mensal é beneficente e a ONG do mês de fevereiro é a Obreiros de Jesus, que ajuda cerca de 300 famílias da favela Vietnã, na zona Sul de São Paulo.

 

O CD duplo também estará à venda pelo preço promocional de 20,00 nos caixas do Vegas. Mais infos no blog da festa www.xilique.com.br.

 

Serviço:
Festa Xiliquê @ Vegas Club
Sexta, 19/02 a partir das 0h00

Pista Basement abre às 1h30
DJs residentes: Marmitex e Benjamin Ferreira
DJ convidado: Drumagick
Vegas Club – Rua Augusta, 765 – Centro – Consolação – Tel: 3231-3705
Entrada: R$ 30,00
Lista-promo: R$ 25,00 entra – lista@xilique.com.br (enviar nomes até 20h00 do dia)

Lista-especial c/ alimento: R$ 15 entra ou *30 consuma* (a escolha) – enviar nomes e levar 1KG de alimento p/ ter acesso a esta lista;

Felicio Marmitex
Felicio Marmitex (marmitex86 @ gmail.com)
www.twitter.com/feliciomarmitex
Lions vai desafiar top DJs a sair da mesmice
12.02.10 14:5325 comentários

Logo_LionsSe o conceito universal de 1917 que rege a associação Lions Club se refere à liberdade, inteligência, ordem, nacionalidade e serviço, a tradução que o novo nightclub do centro fará para a noite de São Paulo é calcada em discotecagens especiais de atrações nacionais. Curadoria astuta a serviço da nação hedonista do fervo.

 

Cinco anos depois de ajudar a revitalizar metade dos 3008 metros da rua Augusta com o Vegas, Facundo Guerra se junta a Cacá Ribeiro, que é responsável entre outras coisas por levar bem-nascidos ao glamour decadente da Av. São Luis no Royal. Os outros dirigentes leonísticos são Tibira, que viu graça no empoeirado açougue da década de 50 - hoje o bar Z Carniceria. E Augusto Arruda Botelho, conhecido pelo trabalho a frente do Clash Club - e cabeça por trás do membro Nessuno na sociedade fechada a.k.a. fórum do Rraurl.

 

O Lions Nightclub tem uma varanda com vista espetacular para o centro de São Paulo, mirando a Catedral da Sé, a Igreja das Almas, o Banespa e a Av. 23 de maio (fotos no DeepBeep40 aqui). Mas o alvo certeiro rola mesmo no "código de ética" interno da curadoria. Segundo Facundo Guerra, que tem mestrado e doutorado em ciências políticas pela PUC-SP (!), eles vão desafiar os domadores de cabine como você confere na entrevista abaixo. O clube de cavalheiros reloaded abre para o público no dia 25 de fevereiro. Cheers!

 

Marmita Sônica Li que os DJs farão apenas sets especiais, mostrando suas influências e lado-Bs. O que já pode falar sobre a programação?

 

Facundo – Analisando as programações atuais da cena de São Paulo, vimos que não há muito espaço para novos talentos, pois o underground é muito fechado. E os locais mais caros se limitam a oferecer os sets de sempre dos convidados. Estamos propondo sets de pesquisa, lançando um desafio para os DJs, no que chamamos de inversão de sinal de case. A quinta-feira será de música negra em geral, de funk até Chicago house, menos hip hop. A sexta será regada de hedonismo festeiro, ao invés de focar no preciosismo de repertório. O sábado será da 3Plus mostrando o lado b de seus artistas. As terças serão dos DJs e personas do rock tocando apenas jazz, blues e música latina.

 

M.S. Você e o Tibira gostam e sabem trabalhar bem com temas inusitados: Foi Las Vegas, depois o açougue e os neons. Agora, um clube de cavalheiros cem anos depois do seu surgimento. Como está sendo transportar essa cultura para os dias das redes sociais?

 

F. – A história dos clubes fechados remonta ao século XVI, passando pelos clãs, sociedades secretas, herméticas e filantrópicas. O Lions Club foi fundado na década de 1910. Na primeira metade do séc. passado até a década de 70 e 80, essas modalidades existiam com força. Na noite de São Paulo, tinha o Gallery por exemplo e um outro no Rio. Mas isso desapareceu nos anos 90, quando as redes sociais surgiram e hoje ganharam mais corpo. Os lugares fechados acabaram após as redes sociais. Estamos propondo o caminho inverso, um facebook real.

 

M.S. – Porque pensaram que essa releitura daria certo no circuito paulistano?

 

F. – A noite de São Paulo é conhecida pela sua diversidade e por ser democrática. Mas ao mesmo tempo, as pessoas procuram seus núcleos de amigos, acabam sempre se fechando. Decidimos institucionalizar os VIPs, que geralmente costumam ser determinados pelo hostess de forma aleatória para atender o público com mais conforto.

 

M.S. – Como vai funcionar a logística de membros?

 

F. – Cerca de 250 pessoas serão escolhidas por cada um dos sócios do Lions e vão ganhar carteirinhas de acesso VIP. Elas terão direito de ter quatro acompanhantes num único dia. A partir do quinto amigo, paga-se consumação mínima. Os desavisados vão para uma lista maior, mas não serão excluídos. Estamos escolhendo os membros pelo critério meritocrático, entre DJs, promoters, agitadores culturais, travestis, gays, héteros, playboys, undergrouunds... Nos baseamos no auge das cenas noturnas de Nova York e Paris, como no Studio 54 onde as pessoas de diferentes tribos conviviam em harmonia no mesmo espaço. Nós sócios, somos de territórios diferentes e que se completam. O público resultará disso.

 

M.S. – Seu tino jornalístico e o faro de colecionador de objetos do Tibira ajudam até que ponto nas concepções dos trabalhos?

 

F. – Ajuda bastante, mas não nos apegamos ao vintage, nem mesmo para uma linha estética datada. Gostamos apenas de revisitar clássicos, pois respeitamos o passado e achamos que esse é o caminho para se criar algo futurista. Hoje em dia é difícil criar uma estética totalmente nova. Olhamos para o lugar antigo e imaginamos como seria nos dias de hoje após ter sofrido as transformações do tempo. Quase que brincando de arqueologia. O Cacá Ribeiro também tem esse approach.

 

M.S. – Fale um pouco dos truques óticos na instalação do esquema 3D da pista?

 

F. – A parede traz projeções nos espelhos, onde triângulos viram pirâmides, circulos saem em formato de cones e etc, sem precisar usar óculos 3D. Quando viajo a cidades estrangeiras, a primeira coisa que procuro são as férias de ciências e planetários. Nestes eventos são apresentadas experiências óticas para crianças. Descobri esse efeito, que é originário do século XIX, em 2005 no Museu de Paris.

Felicio Marmitex
Felicio Marmitex (marmitex86 @ gmail.com)
www.twitter.com/feliciomarmitex
RRR cai no funk
14.01.10 10:039 comentários

RRR_por_Leo_Cavallini

Como se não bastasse uma agenda cheia de apresentações pelo Brasil, ainda mais em tempos com gig até no BBB10, o Roots Rock Revolution cai no funk. O duo de Mexicano e Fábio Smeli tem largado o seu combo básico (laptop + controlador MIDI) em função de uma ótima iniciativa, a festa de grooves oldschool Dig It?.

 

Todo mês no Vegas Club desde novembro, o RRR faz DJ-sets ao estilo clássico, com CDJs e toca-discos e recebe um time pesado para brindar os primórdios da música de pista. A Dig It? é uma filha caçula da Discology, festa de garimpo e cunho jornalístico onde a pesquisa do discotecário fala mais alto do que a roupa que ele usa.

 

Desse jeito largadão, despido de moda e tendências, o RRR se destaca apontando suas influências para os seguidores da CREW. Trocam o batidão do ghetto-tech e do baile funk em prol de um rebolado diferente. E, que está se comprovando, não menos animado.

 

Nas vésperas de um live em Belo Horizonte, a dupla respondeu nossa entrevista, já com a cabeça na terça-feira, dia 19, quando recebe o imperdível set de disco do Database e o faro-fino Benjamin Ferreira na próxima Dig It?.  

 

ENTREVISTA

 

Marmita Sônica - Quando e como vocês decidiram que o RRR deveria ter uma noite de grooves vintage em São Paulo?

 

Mexicano - O Vegas deu oportunidade e abraçamos. São vertentes musicais que sempre admiramos e temos como influência e que fica dificil de tocar na CREW ou na It's Alive. A oportunidade de mostrar isso em uma festa veio em boa hora.

 

Fábio - Os grooves sempre foram influência para nós, desde muleque eu ouvia com meu pai discos de gente como Stevie Wonder, Ray Charles, Kool and The Gang e Earth Wind and Fire. Poder fazer uma festa pra tocar essas coisas é demais!

Marmita Sônica - Os grooves orgânicos estão em ascenção através de movimentos como o nu-disco. Como que a cena de breakbeats e mash-ups tem assimilado as velharias do funk?


Mexicano - Os mash-ups mais legais com certeza são aqueles que usam um break antigo, ou funk com alguma coisa mais nova. Meio que fundindo influência com a cria.

 

Fábio - O breakbeat está totalmente ligado a cultura do funk/soul/hip-hop, surgiu e evoluiu a partir dele.

Marmita Sônica - Mas no Brasil, o funk que predomina é o carioca. Como tem sido mostrar o funk genuíno para a galera new rave que é adepta ao baile funk?

 

Mexicano e Fábio - Na real, o público da Dig it? é bem variado, muita gente ja vai na festa por gostar da proposta sonora, e claro que vão várias pessoas que nos acompanham na CREW e acabam se divertindo. Afinal, a proposta acima de tudo é dançar e se divertir.

 

Marmita Sônica - Escolham duas faixas que representam bem o espírito da Dig It?

 

Mexicano:
Kurtis Blow- The Breaks

 

Paid In Full - Eric B. & Rakim

 

Fábio:
Midnight Star - Midas Touch

 

Sequence - Funk You Up

 

Marmita Sônica - Vocês tiveram uma banda de rock chamada Dialética, no começo dos anos 2000. Como se deu a evolução musical de vocês desde que terminaram o projeto em 2004?

 

Mexicano - Na época do fim do Dialética a sonoridade da banda já tava tomando outros rumos devido a todo mundo estar ouvindo coisas novas. Com o término da banda, eu e o Fábio passamos a frequentar festas de música eletrônica e hip hop, e deixando um pouco de ir nas costumeiras festas de rock. Nunca deixamos de gostar de rock, o rock é nossa veia e sem ele nada disso teria acontecido.

 

Fábio -  A evolução foi natural, começou no rock e aos poucos a gente foi amadurecendo e agregando outras vertentes e estilos musicais.

Marmita Sônica - Quais serão os próximos convidados da Dig It?, já pode adiantar algum?

 

Mexicano e Fábio - A gente tem uma galera em mente pra chamar, tipo o Renato Cohen que tem um set de disco incrível. Já vimos o DJ Nuts tocando uns grooves brasileiros, set absurdo de bom. O Damn Funk é um gringo que acompanhamos e tem tudo a ver com a festa, além do Chromeo que é sonho!

Felicio Marmitex
Felicio Marmitex (marmitex86 @ gmail.com)
www.twitter.com/feliciomarmitex