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Les Loups - "Club Cœur"
21.03.12 16:201 comentário

LesLoups

 

Delícia de disco-house atemporal está saindo do encontro entre Philipp Landmann, Antonio Seoane Dominguez e Felix Littkemann. De Hannover para o mundo, os garotos branquelos formam o brilhante Les Loups.

 

O trio alemão começou a gravar em 2010 e acabou de finalizar o refinado álbum "Club Cœur", que vai dar muito o que falar no cenário indie dance em 2012.

 

A inspiração vem escancaradamente na French Touch noventista, lembrando Rinosçerose, Etienne de Crecy e outras delicadezas dançantes. Toques oníricos e "felizes" combinam com a atual safra francesa que é encabeçada pela trupe do French Express, manja?

 

O lançamento do álbum está marcado para 6 de abril pela So Sound Recordings.

Enquanto isso, largue tudo e dance já!!

 

Les Loups - Club Cœur by Les Loups

 

Aproveite para deixar comentários com suas impressões sobre esses  grooves refinados e muito envolventes do Les Loups.

Categoria: Disco
Felicio Marmitex
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Entrevista Glocal (versão tosca)
03.05.10 00:003 comentários

GlocalDepois de uma entrevista fina para o Radar da semana que passou, vamos despir o Glocal aqui no blog. O duo vem adiando esse papo com o Marmita Sõnica desde que conheci o QG dos caras há cerca de dois meses. Mas além de zuar nas respostas abaixo, revelam agora que já estão ensaiando com uma banda para a turnê de lançamento do LP de estreia. 

 

Os manos da Tijuca Dani El Souto e Lennox se mudaram para São Paulo com "preguiça da preguiça carioca". A dupla de nu-disco não queria se vender ao ponto de fazer samba, funk carioca ou forró no Rio de Janeiro, onde nasceram na década de 1970. Estão se dando muito bem com sua sonoridade autoral e até desafiam os donos de selos a apostar mais na criação do que nos rótulos.

 

O Glocal garante que não conheceu os progenitores de Robert Owens, mas mostram que conhecem muito a voz do mítico cantor houseiro com quem gravaram a distância recentemente. E ainda afirmam que gostam mesmo é de um surubão musical cheio de safadezas black. Se liga só na baixaria de bate-papo.

 

ENTREVISTA GLOCAL (VERSÃO TOSCA)


Marmita Sônica - O Glocal é mais 80’s ou 90’s? Disco-house ou Detroit-tech? Explique as maiores referências na espinha dorsal do duo.

 

Glocal – Cara... na verdade, as décadas de 70, 80 e 90 trouxeram os alicerces atemporais de nossa identidade, o jazz, o funk, o soul, o punk, o post punk, o pop, o synth pop, o italo, o house, o detroit e o acid. Não tem como eleger uma preferência.. a gente gosta assim, em cada musica um surubão armado, todo mundo se pegando!!! hahahahah

 

Marmita Sônica - Vocês também têm influências rítmicas de música afro. Poderia nos contar como vocês costumam produzir e seqüenciar o groove no processo de criação? Planos para tocar na Copa da África do Sul?

 

Glocal - Além de não podermos negar nosso pezinho na "Mama Africa", temos orgulho de dizer que a música negra tem a regência de grande parte do nosso modo musical de pensar... mais quente, mais sensual, com mais soul, enfim. E na parte de produção e seqüenciamento, em conseqüência do nosso gosto e pesquisa, agente vai construindo os ritmos... até mesmo como uma banda a moda antiga, com instrumentos de percussão vivos ou sampleados, e até tocados e gravados na hora ao vivo... Copa na África?? Fomos convidados por um casal de babuínos, amigos nossos, para acompanhar uma legitima manada de elefantes... vamos ver no que vai dar...

 

Marmita Sônica - Como vocês gravam os vocais?

 

Glocal - A métrica guia, rítmica e melódica do vocal pode sair em qualquer lugar... no mercado, no chuveiro ou na privada... a gente fica com a música na cabeça e aí a idéia vem... as vezes até grava no celular pra não esquecer...e aí chega em casa, compõe a letra e grava... sem auto tune nem melodine.. hahahahahah..

 

MS - Podemos falar sobre o álbum pela Rebirth e possível formação de banda? O que andam fazendo atualmente no sentido destas realizações?

 

G - Bom... pelo nosso planejamento, sairá no inicio do segundo semestre deste ano, provavelmente e naturalmente pela Rebirth e pela gravadora da 3plus aqui no Brasil. Faremos uma tour de lançamento e estamos bolando formatos diferentes para o nosso show, inclusive um deles com uma banda completíssima, aos moldes do Hercules & Love Affair....blurrrrrp....desculpa arrotei...

 

MS - Como vocês do Glocal se conheceram? Quem sugeriu de vir a São Paulo primeiro?

 

G - Nos conhecemos no bairo onde morávamos no Rio de Janeiro, a Tijuca, bairro de Tim Maia, Roberto Carlos, Jorge Bem Jor, Erasmo Carlos... segundo Nelson Mota, a Detroit brasileira... por causa da Motown e etc...Teve uma hora que começou a dar preguiça da preguiça carioca, e ai foi natural, os dois chegaram no consenso que se quiséssemos viver de música e arte, sem virarmos sambistas, funkeiros, forrozeiros nem hippies....só em São Paulo.

 

MS - Vocês também lançam pela Lo-Kick. Vocês curtem a cena de labels nacional? O que falta para fortalecer este seguimento, na sua opnião?

 

Glocal - Cara, curtimos e somos entusiastas da ideia de selos nacionais... nossos prediletos são a Lo Kik do Rafael, Cassiano Noronha e a Mister Mistery do queridissimo Victor A (Rotciv), pelos quais já lançamos, mas acreditamos que existam ou venham a existir outros bacanas por esses anos que virão... só achamos que, como nos selos que citamos, os aspirantes a "Label Managers" tem de ter bastante atitude, derrubando rotulos e segmentacoes, apostando no talento e na boa musica, seja ela qual for...

 

FreaksBanner

 

MS - O que vocês já conheciam sobre o Robert Owens antes de fazer o remix? Rolou algum feedback dele? Qual seu relacionamento com os italianos do label?

 

G – Olha, não conheciamos o Pai nem a Mãe do Owens, mas somos fans deslavados do trabalho dele faz tempo... desde "Can You Feel It" e "Bring Down The Walls" com o Larry Heard, tem a clássica com o Cold Cut "Walk a Mile on My Shoes", "Mine to Give" como Photek e "Back in Day" com o Harry Choo Choo Romero.... Soubemos pelo pessoal da Rebith que ele e o Freaks (Justin Harris & Luke solomon) ficaram super felizes com o remix, inclusive tendo o Luke Solomon postado no seu twitter. O nosso relacionamento com a Rebirth é diretamente com o Shield dono do label, e o cara é um italiano boa praça, da total liberdade para trabalharmos, e ao que parece, acredita bastante na nossa criatividade..

 

MS - Quando vamos fazer o nosso programa Na Cozinha Com os DJs no Drop-Kick?

 

G - O Drop-Kitchen??? já está de nove meses!!! Está pra nascer desde que viemos morar aqui e vimos essa cozinha incrível....a gente convida os DJs, cozinhamos e no final você faz o marmitex... topas? heheheheh

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Felicio Marmitex
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Friday Disco Fever!
26.03.10 12:472 comentários

l_30f9ed177a50d7741bb10b947ed4a630Você que gosta de um baixo bem funkeado e uma forte cozinha de grooves não vai resistir ao refinamento sonoro do DJ Neighbour. O canadense se apresenta hoje pela primeira vez no país, na festa Voyage. Cabeça do selo Homebreakin, ele promete uma apresentação inusitada com sintetizador e guitarra junto aos decks na pistinha da Livraria da Esquina.

 

O prodígio chega a São Paulo pela união de forças do coletivo eclético Voyage Inc com o ótimo selo de nu-grooves Royal Soul, do DJ Soneca. A mesma rapazeada "quebra-tudo"trouxe o DJ-set do grupo All Good Funk Alliance em 2008. O "vizinho" tá em casa.

 

Uma das boas revelações do nu-funk/disco dos anos 2000, o garoto de Vancouver Matt Dauncey também tem enveredado por linhas mais rasgadas do fidget house. Seu típico rolê entre beats orgânicos e sintéticos dá a liga. Confira você mesmo, abaixo.


Neighbour - Dancing Face by Homebreakin Records


Neighbour - Close to Mine by Homebreakin Records


Neighbour - Sunday Slam by Homebreakin Records 


Neighbour - Dancing Face by Homebreakin Records

 

Detalhes da festa na agenda.

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Felicio Marmitex
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Disco para tocar na feirinha hippie
22.02.10 16:091 comentário

1213330894_flautista_menorNada como passar pelo interior ou litoral sem deixar de comprar algum badulaque na feirinha hippie no coração da cidade. Nestes locais é comum encontrar com músicos e artesões bolivianos e suas típicas flautas de bambu. Todos os músicos de rua vendem CDs de covers.

 

Os flautistas bolivianos também invadiram a Sé com sua música que é conhecida por funções terapêuticas. Mas se você morre de raiva desses estrangeiros de sons agudos, dance abaixo uma track de nu-disco para relaxar.... e ouvir flautas artesanais, é claro. Repare nos arranjos de sopros perto dos cinco minutos da faixa, que está na mixtape Chic Lik Trique.

 

Flash Content
The Embassy - Lurking (With A Distance) (Tensnake Remix) (mp3)

Categoria: Disco
Felicio Marmitex
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Soirée
02.02.10 11:22Deixe seu comentário

soiree

Max Essa e Stevie Kotey juntaram forças no final do ano passado, dando luz ao projeto de disco-funk Soirée e ao álbum "Zim Zim Zar Zar'. O disco, que é a cara do selo Bearfunk, contou com o groove malemolente do baterista Dave Barbarossa e com o acabamento de produção de ninguém menos que Robin Lee, uma das metades do Faze Action.

 

A faixa "Synth Inside Her", uma das que trazem o vocal de Max, faz um divertido trocadilho com a palavra Synthesizer em trama orgânico-sintética que deve deixar o Renato Cohen (como a gente gosta) irriquieto na cabine. "It's Disco" é hit absoluto do álbum, que passeia por diversos climas e tensões. Confira o tracklist completo aqui.

 

Flash Content
Soiree - Its Disco - Original Mix (mp3)

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Felicio Marmitex
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O que te faz dar xiliques na pista?
28.01.10 16:302 comentários

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Nessa sexta-feira tenho a enorme satisfação de estrear um projeto beneficente ao lado do queridíssimo Benjamin Ferreira. A festa mensal Xiliquê no porão do Vegas. Recebemos a DJéia pioneira Lika Marques na primeira edição, e arrecadamos alimentos não-perecíveis para a ONG Crescer Com A Gente. Quem levar 1KG de alimento, entra direto na lista mais barata da noite: 15,00 (ou 30 consuma). Na próxima semana, começa a votação para eleger a insituição beneficiada de fevereiro. Acompanhe os xiliques no blog XIliquê.

 

Os três e-mails com as respostas mais criativas para a pergunta "O que te faz dar xiliques na pista?" ganham um VIP cada. Basta enviar para lista@xilique.com.br até 18h00 de sexta, e aguardar a resposta de confirmação.

Felicio Marmitex
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RRR cai no funk
14.01.10 10:039 comentários

RRR_por_Leo_Cavallini

Como se não bastasse uma agenda cheia de apresentações pelo Brasil, ainda mais em tempos com gig até no BBB10, o Roots Rock Revolution cai no funk. O duo de Mexicano e Fábio Smeli tem largado o seu combo básico (laptop + controlador MIDI) em função de uma ótima iniciativa, a festa de grooves oldschool Dig It?.

 

Todo mês no Vegas Club desde novembro, o RRR faz DJ-sets ao estilo clássico, com CDJs e toca-discos e recebe um time pesado para brindar os primórdios da música de pista. A Dig It? é uma filha caçula da Discology, festa de garimpo e cunho jornalístico onde a pesquisa do discotecário fala mais alto do que a roupa que ele usa.

 

Desse jeito largadão, despido de moda e tendências, o RRR se destaca apontando suas influências para os seguidores da CREW. Trocam o batidão do ghetto-tech e do baile funk em prol de um rebolado diferente. E, que está se comprovando, não menos animado.

 

Nas vésperas de um live em Belo Horizonte, a dupla respondeu nossa entrevista, já com a cabeça na terça-feira, dia 19, quando recebe o imperdível set de disco do Database e o faro-fino Benjamin Ferreira na próxima Dig It?.  

 

ENTREVISTA

 

Marmita Sônica - Quando e como vocês decidiram que o RRR deveria ter uma noite de grooves vintage em São Paulo?

 

Mexicano - O Vegas deu oportunidade e abraçamos. São vertentes musicais que sempre admiramos e temos como influência e que fica dificil de tocar na CREW ou na It's Alive. A oportunidade de mostrar isso em uma festa veio em boa hora.

 

Fábio - Os grooves sempre foram influência para nós, desde muleque eu ouvia com meu pai discos de gente como Stevie Wonder, Ray Charles, Kool and The Gang e Earth Wind and Fire. Poder fazer uma festa pra tocar essas coisas é demais!

Marmita Sônica - Os grooves orgânicos estão em ascenção através de movimentos como o nu-disco. Como que a cena de breakbeats e mash-ups tem assimilado as velharias do funk?


Mexicano - Os mash-ups mais legais com certeza são aqueles que usam um break antigo, ou funk com alguma coisa mais nova. Meio que fundindo influência com a cria.

 

Fábio - O breakbeat está totalmente ligado a cultura do funk/soul/hip-hop, surgiu e evoluiu a partir dele.

Marmita Sônica - Mas no Brasil, o funk que predomina é o carioca. Como tem sido mostrar o funk genuíno para a galera new rave que é adepta ao baile funk?

 

Mexicano e Fábio - Na real, o público da Dig it? é bem variado, muita gente ja vai na festa por gostar da proposta sonora, e claro que vão várias pessoas que nos acompanham na CREW e acabam se divertindo. Afinal, a proposta acima de tudo é dançar e se divertir.

 

Marmita Sônica - Escolham duas faixas que representam bem o espírito da Dig It?

 

Mexicano:
Kurtis Blow- The Breaks

 

Paid In Full - Eric B. & Rakim

 

Fábio:
Midnight Star - Midas Touch

 

Sequence - Funk You Up

 

Marmita Sônica - Vocês tiveram uma banda de rock chamada Dialética, no começo dos anos 2000. Como se deu a evolução musical de vocês desde que terminaram o projeto em 2004?

 

Mexicano - Na época do fim do Dialética a sonoridade da banda já tava tomando outros rumos devido a todo mundo estar ouvindo coisas novas. Com o término da banda, eu e o Fábio passamos a frequentar festas de música eletrônica e hip hop, e deixando um pouco de ir nas costumeiras festas de rock. Nunca deixamos de gostar de rock, o rock é nossa veia e sem ele nada disso teria acontecido.

 

Fábio -  A evolução foi natural, começou no rock e aos poucos a gente foi amadurecendo e agregando outras vertentes e estilos musicais.

Marmita Sônica - Quais serão os próximos convidados da Dig It?, já pode adiantar algum?

 

Mexicano e Fábio - A gente tem uma galera em mente pra chamar, tipo o Renato Cohen que tem um set de disco incrível. Já vimos o DJ Nuts tocando uns grooves brasileiros, set absurdo de bom. O Damn Funk é um gringo que acompanhamos e tem tudo a ver com a festa, além do Chromeo que é sonho!

Felicio Marmitex
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Telonius na cabeça
08.01.10 15:422 comentários

Telonius

 

Ainda bem que Jonas Imbery está investindo no seu projeto solo Telonius desde o ano passado. O patrão da Gomma, ao lado de Mathias Modica que vem aí, co-produziu os dois álbuns do Munk, "Aperitivo" (2005) e "Cloudbuster" (2008). Em maio do ano passado, debutou a alcunha nova para lançar o primeiro EP do subselo Gomma Dance Tracks.

 

A faixa "Like What" saiu com remixes de Mike Monday e Glimmers, e entrou nos charts alemães com respaldo de Kaos, Koletzki, Shit Robot e Kissy Sell Out. Já o quinto lançamento da GDT é outro hit do alemão, "Disco-Tec". Uma das características principais de sua sonoridade é o baixo sujo e bem marcado em ótima cozinha funky. Deguste abaixo.

 

Flash Content
Telonius - Like What (Original Vocal) (mp3) 

 

Flash Content
Telonius - Disco-Tec (mp3)

 

 

 

Categoria: Disco
Felicio Marmitex
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