"Príncipe da Pérsia" é um filme que eu vi por acaso ano passado. Não porque não ouvi falar dele obviamente. O dinheiro gasto em marketing, promoção e lançamento de um filme desses daria pra fazer alguns outros baratinhos.
Esse "Príncipe..." é o tipo de filme que eu não vejo no cinema, ao menos se sou pego no meio de um temporal sem ter nenhuma outra opção, o que foi meu caso.
E saí do cinema sem entender direito porque um filme desses é feito. A história é besta demais, o roteiro é fraquinho demais. Baseado num game, não segurou na telona.
O filme não pára, é um monte de perseguição em deserto, em cidadezinha árabe antiga, em meio feiras de rua, com comida voando, com escravos, com adagas, tudo que a gente já viu um milhão de vezes antes.
Nem o elenco salva: claro que Jake Gyllenhaal tá ótimo, bonitão e fortão, mas o resto? Nem o Ben Kingsley de olho preto se salva.
Esse é aquele tipo de filme que é quase todo feito em fundo verde e você onde rios de dinheiro foram gastos pra colocarem aqueles cenários "lindos" de coisas que não existem.
Mega preguiça. Fuja!
"Amor e Outras Drogas" é um filme que começa mal, parece meio amadorístico até, e vai engrenando e ganhando forças e se transforma numa ótima comédia romântica com um casal de protagonistas de dar inveja.
Jake Gyllenhaal é um representante de indústria farmacêutica, desses que ficam empurrando remédios novos pros médicos, que um dia num acaso ridículo conhece a personagem de Anne Hathaway, um mulher de 26 anos com mal de Parkinson.
Ele fica interessado nela, vai atrás e eles começam a ter uma relação de "amigos que fazem sexo" por decisão dela. Ela não quer envolvimento e diz que o sexo entre eles é ótimo, então que fique.
Só que ninguém manda no coração, né, e ele vai se apaixonando pelo jeitão livre dela, pela criatividade, pelo jeito que ela ajuda velhinhos a irem ao Canadá comprarem remédios que não conseguem nos EUA. E ela se assusta, porque ciente de sua condição não quer ser um fardo pra ninguém.
O casal Jake e Anne parece que nasceu pra esse filme: pelados e lindos quase que o filme todo, a química é visível e muitos pontos pra ela, Anne Hathaway que a cada filme que faz se mostra uma atriz versátil, carismática e. o melhor de tudo, crível!
De novo, o filme é ótimo, apesar do roteiro meio bizarro que se passa em 1993, época em que foi lançado o Viagra e usa a metáfora do vendedor de drogas que encontra a mais forte de todas, o amor! E quando encontra, passa mal, acha que está morrendo e não sabe o que está acontecendo por nunca ter sentido nada parecido antes.
Apesar disso tudo, e do final meio que esperado, o filme tem um momento de melancolia e tristeza lindo, ponto para o diretor que em ótimos detalhes mostra a que veio.
O diretor de um dos melhores filmes do ano passado, "Lunar", que eu falei exaustivamente aqui e que foi lançado direto em DVD, acaba de mostrar o trailer de seu novo filme, "Source Code".
Duncan Jones, também conhecido como o filho do David Bowie, ou Zowie Bowie, continua na linha ficção bizarra e esse filme novo parece uma mistura de "Matrix" com "O Dia da Marmota", sabe aquilo de nnao parar nunca e se repetir até se perder?
Pra melhorar, tem o Jake Gyllenhaal, a Michelle Monaghan e a Vera Farmiga. Mal posso esperar!



