Todo mundo que acompanha este blog sabe do meu amor pelo sueco "Deixa Ela Entrar", o filme de vampiros de molecada que coloca no chinelo todos os "Crepúsculos" e "Vampire Diaries" e se bobear até mesmo o "True Blood".
Desesperadoramente um tempo atrás li que o filme seria refeito nos EUA. Pensava que a história é muito boa pra ser estragada, que o filme tinha uns detalhes que não me saíam da cabeça e a gente sabe como essas refilmagens geralmente terminam.
O tempo passou, o filme estreou ano passado por lá com boas críticas e finalmente estreou aqui esse final de semana e lá fui eu conferir: filmaço!
O título mudou, antes era um pedido pra deixar a vampira entrar, agora vira uma coisa mais íntima, ela pede pra entrar, "Deixe-me Entrar", o que já mostra um dedinho do diretor e o caminho que ele tomou no enredo, na minha opinião deixando a vampira mais "animada" com o moleque do que no filme original.
A história: numa fria cidade do New Mexico, um moleque que é alvo de bullying na escola, que apanha, que sofre, tenta de alguma forma pensar em como se proteger de seus agressores. Com uma mãe totalmente relapsa (e deprê ainda pela falta do marido), mas tão relapsa que não vemos seu rosto o filme inteiro, e com um pai que s´ø ouvimos a voz pelo telefone uma vez, o moleque solitário e quase abandonado, encontra em sua nova vizinha uma amiga inesperada.
A menina, que acaba de se mudar para o apartamento ao lado, é bem estranha, fica descalça na neve, tem um cheiro diferente, vive com o pai num apartamento com as janelas cobertas por papelão. Mesmo assim, o menino vai se interessando e gostando da vizinha e ela também, faz muita pergunta, tenta entender o que se passa com o menino, dorme ao lado dele separada por uma parede por onde conversam via código morse.
Paralelamente a gente descobre que a menina precisa ser alimentada com sangue, que seu pai mata pessoas e as drena para que a filha "coma". Sim, ela é uma vampirinha.
Obviamente as coisas não dão certo pro pai da menina, que como ele mesmo diz já é velho e não tem a agilidade que precisaria pra resolver o problema dela. E o menino vizinho vai crescendo em confiança, briga na escola, pede a vampira em namoro sem saber quem é o seu amor e, claro, a história se desenrola de formas não muito normais.
A grande diferença dessa versão americana para o original sueco é a entrada de um grande diretor, Matt Reeves, direto de "Cloverfield". O cara sabe onde colocar a câmera, brinca com o voyeurismo nosso e do menino que parece que tem uma janela indiscreta em seu quarto e de lá percebe mudanças na vizinhança.
Reeves parece que faz um desenho do Tom & Jerry em certos momentos onde os adultos não são importantes o suficiente e em alguns casos, só os vemos da cintura pra baixo, sempre no ângulo de visão de uma criança.
O original sueco é bem cruel em mostrar o sangue, as vítimas da vampira e Reeves mantém esse ar de crueldade com closes desconcertantes e cortes inesperados, sempre envoltos por uma trilha sonora que, mais um pouco, se torna um personagem quase invisível do filme.
E o elenco principal é de tirar o chapéu, comandado pela ótima Chloe Morretz ( de "Kick Ass" e a conselheira amorosa do chatinho "500 Dias com Ela), o menino com cara de elfo Kodi Smit-McPhee e completando o triângulo o "pai" da vampira Richard Jenkins. Escolha perfeita!
Eu sempre que falo dessa história fico com vontade de contar o filme todo, as cenas de hospital, a cena da piscina (que continua punk!), mas me seguro.
Mega recomendo que seja visto no cinema! Corra!
- E acabou, conseguimos chegar ao fim do show.
Mês que vem tem mais com o Oscar!!!
- o Michael Douglas acabou de sair de um câncer e tá a cara do Michael J. Fox e dá o prêmio de melhor filme pro filme do Facebook. Pff!
- Sandra Bullock irreconhecível com cara e jeito de CU, catando o Ryan Reynolds e dando prêmio pro Colin Firth e eu ainda não vi o filme !
- Tom Hanks (pff) e Tim Allen (oi?) dando prêmio de filme pra pior lista de comédias dos últimos anos, mas ganhou o melhorzinho ali, Minhas Mães e Meu Pai, indie ótimo.
- Pra mim o Jeff Bridges sempre vai ser o maior ator americano de todos os tempos, isso vem da infância mesmo e ele da o prêmio pra NAtalie Portman, grávida, linda
- Hale Berry, sua linda, dando prêmio de ator de comédia pro Paul Giamatti que sempre arrasa.
- e série de comédia ganha GLEE, não podia ser diferente. Não é a melhor, mas é um sucesso absurdo, principalmente musiccal.
- óbvio que o Fincher ia ganhar de melhor diretor, o cara é DEUS. só a cena da competição de remo mostra o que o cara é capaz de fazer.
- Robert DeNiro ganha prêmio pelo conjunto da obra e pense bem, se tirar TODOS os filmes do Scorcese da lista, não resta muita coisa tão boa não! E eu amo o cara.
- o Jeremy Irons caricatural entrega pra Melissa Leo de O Vencedor.
- o cara do White Collar dando prêmio de ator de comédia pro BAZINGA Jim Parsons, melhor de todos mesmo!
- Atriz de comédia na tv ganhou Laura Linney de The Big C, série bacana sobre mulher que tem câncer terminal. Adorei.
- Filme estrangeiro ganhou o dinamarquês que eu não vi e perdeu o italiano fudidão I AM LOVE.
- o Thor e o Capitão Améria entregando o prêmio de atriz pra Sue Sylvester. Glee team!
- Tina Fey e Steve Carrel, o casal mais sem química da história do cinema, entregando o prêmio de melhor roteiro pra.. adivinha... A Rede Social, Aaron Sorkin.
- Tilda Swinton, a sapa mais charmosa do mundo, entregando prêmio de melhor ator pra tv series pro Al Pacino, que todo mundo já esperava pelo ótimo "You Don't Know Jack". E a Claire Danes ganhando é uma delícia, ela é demais sempre!
- o Stalonne torto falando de "O Lutador" é óbvio e engraçado ao mesmo tempo. E eu adoro o filme que ele fez aqui no Brasil e saiu de caloteiro da O2.
- Robert Downey Jr dando uma de comedor (oi?) entrega o prêmio de melhor atriz pra Anette Bening que deu selinho na Julianne Moore E no marido. Filme gay bacaníssimo "Minhas Mães e Meu Pai" com o Mark Rufallo.
- Animação ganhou Toy Story 3, obviamente, bem bacana e com um lobby gigante pra ficar entre os 5 do Oscar.
- Prêmios de música são sempre ruins, não tem jeito. E o merchan da J-Lo entregando os prêmios e falando de American Idol, sutil (not). Ganhou a música que a Cher canta. E a trilha foi pro TRENT véio de guerra. YAY!
- a Mila Jovovich animalesca entrega prêmio de ator pra série de tv pra Steve Buscemi, torcida total por ele, Boardwalk Empire é demais e ganha de melhor série dramaática. Aposta boa do ano passado.
- Ator coadjuvante na tv, Chris Colfer, o fofo do Glee. Eu torço sempre pra Modern Family, mas ele é ótimo.
- Carlos, do Assayas, ganhou melhor telefime. FUDIDO! Vou falar dele aqui logo.
- Atriz de drama em seriado de tv é a Kathy Sagal, de MArried With Children pro melhor drama da tv, o Hamlet on wheels, Sons of Anarchy, que teve o melhor ano nessa terceira temporada.
- A Scarlett linda e o prêmio de ator coadjuvante em filme vai pro Christian Bale com o pior cabelo do mundo mas who cares, o cara é um puta ator!
- Começar uma premiação com o Ricky Gervais já é um alívio. O cara detona todo mundo com piadas pessssadas e tem uma do Hitler/Mel Gibson que todo mundo espera que ele faça. Tomara, senão depois eu coloco o vídeo aqui.
É, vou fazer live blogging da entrega do primeiro prêmio "importante" do cinema americano do ano, os "Golden Globes", os prêmios concedidos pela imprensa estrangeira que vive nos EUA.
Como eu vi poucos dos filmes que estão com as maiores indicações, não tenho muita opinião válida, mas vou meio que meter o pau no povo e falar bem de vez em quando também.
No momento tô vendo o E! live Red Carpet Golden Globes e o choque pra mim é que a filha feia e gorda do Ozzy Osbourne é comentarista de fashion/estilo. O mundo das celebridades, não é mesmo?!
Não vou mesmo! Tô cansado de poder comprar o ingresso
em casa pela internet e não ter que pegar fila. Tô cansado de ser bem atendido nas
bilheterias, cada vez mais bem informatizadas e bem equipadas, com os bilheteiros mais
educados que nunca, gentis e prestativos. Chega de ter que esperar o filme começar
em cafés maravilhosos, com doces e sucos e cafés bem tirados
e sonzinho bom ambiente. Não agüento mais ter que comprar
pipoca quentinha: pipoca quentinha! E se não quiser pipoca, não me
conformo em ter que escolher entre pão de queijo, croissants, folhados,
tudo fresquinho. E os banheiros limpos! Como assim banheiros limpos em
cinemas? Cheirosos, com sabonete e papel pra
enxugar as mãos. Outro dia fui em um banheiro que tinha
até protetor de assento de vaso sanitário! Absurdo! Daí, o grande choque, entrar na sala
de cinema. Essas salas novas, super bem equipadas, com som perfeito,
projeção impecável, salas limpas, com cadeiras que inclinam, salas cada
vez maiores, com telas gigantes. Pra alguém como eu que gosta de se
sentar bem na frente, de se sentir sendo engolido pela
imagem e tragado pelo som, uma sala dessas é um disparate. Pra que um negócio tão grande, tão bem
equipado, tão bacana pra ver um filme que eu posso comprar na esquina da minha
casa, num camelô, numa cópia sofrível em um dvd pirata, pagar baratinho,
ficar em casa com a janela aberta, ouvindo o vizinho de cima brigar com a
mulher dele e quebrar prato na minha cabeça. Não que isso atrapalhe tanto assim a
concentração; afinal, tô em casa, posso parar o filme no meio e voltar a
hora que eu quiser. Magia do filme, da projeção? Entrar no
clima? Coisa velha! Pra que assistir numa tela gigante um
filme que foi todo pensado pra ser visto numa... tela gigante? Em
casa, na tv de 21" é melhor, mais perto, com aquela compressão de dvd pirata
que você enxerga todos os pixels numa cena mais escura. Mas, bom, é o
preço que se paga pra informação imediata, certo? Não dá pra você querer ver um filme
que ainda nem estreou nos cinemas americanos se ele não tiver um defeitinho aqui,
outro ali. Por essas e outras que eu fico em
casa. Não preciso olhar pra cara de ninguém, não preciso cumprimentar algum
conhecido saindo da sala e empolgado com o filme me perguntando se eu gostei ou não! Como assim, querer saber minha opinião
sobre qualquer coisa? Por essas e outras, não vou mais ao
cinema. E por essas e outras que o Gemini
fechou, que o Belas Artes só dura até o fim do ano e que cada vez mais a gente tem que
aguentar os camelôs e os dvds aleatórios que são lançados por aqui. Faça como eu, não vá mais ao cinema.
Não vou mais ao cinema!
Nada na vida é por acaso. Nem no cinema, como devemos esperar. Sempre tem alguma coisa por trás, uma “hidden agenda” que na maioria das vezes fode com tudo.
Lembram-se do Dogma, aquele movimento dinamarquês de onde surgiu o Lars Von Trier, que pregava fazer o filme com naturalidade, usando video e não película mais um monte de regras? Foi uma ação da Sony pra lançar sua nova camera portátil. Os caras bancaram todos os filmes iniciais da história toda. E depois, se você quisesse fazer um filme nos preceitos do Dogma, não era só seguir as regras, tinha que se inscrever e pagar uma boladinha pra ter o certificado deles.
Com o 3D foi a mesma coisa. Não voltaram a fazer filmes pra serem vistos com os incômodos óculos porque é bacana: os filmes em 3D são impossíveis de serem pirateados e vendidos nos camelôs das periferias das cidades grandes. Claro, depois da versao 2D liberada, do dvd vendido, os filmes caem na piratatira, mas até então, milhões de dólares já foram garantidos nas bilheterias mundo afora.
Motivos como esses me deixam com pés atrás, mas o 3D em especial foi me pegando de jeito e hoje em dia sou total entusiasta da parada, a ponto de já ter produzido esse ano 3 trabalhos em 3D na produtora e com possibilidade de um grande a ser aprovado.Mas não vou falar de mim, quero falar de “Alice” do Tim Burton.
Demorei pra assistir porque queria ver no Imax, numa sessão sossegada, sem a molecada gritando e me foi absolutamente prazeroso. Todos os poréns do filme, como ter sido produzido pela Disney, o que limitaria um monte de doideira, passam despercebidos.
Sou fã do Burton, sou fã (muito) do livro Alice no País das Maravilhas e acho que a junção dos dois seria só superada por uma versão (que era meu sonho de consumo) do (outro) doidão Terry Gilliam. Mas Burton fez bonito, deixou Alice mais velha, mais safada (no melhor dos sentidos) e nos deu um país das maravilhas bem punk mesmo.
Aquela história que todo mundo conhece, da menina que segue um Coelho, cai num buraco e entra num mundo estranho está no filme, mas de uma forma um pouco diferente, como esperaríamos de um cara como o diretor. Mas apesar disso, ele não fugiu muito do original, claro que guardadas as devidas proporções de uma adaptação de um livro para o cinema.
O coelho, o chapeleiro, o dodô, a lagarta, o ratinho, a rainha de copas, a rainha boa, os monstrous, as cartas de baralho, os jogos, as lutas, tudo está no longo filme, que por mim poderia ter mais meia hora ainda que eu nem sentiria.
Falar da fotografia, da direção de arte, dos figurinos, do elenco, é chover no molhado: como em todo filme do Tim Burton, a estética é irrepreensível.
Pra mim, o grande destaque do filme é Johnny Depp, o chapeleiro doidão e noiado e triste que é o braço direito de Alice pelo underland, e não wonderlnad como ela achava que fosse (uma das grandes coisas do filme essa explicação). O cara, do alto dos seus quase 50 anos de idade, mantém aquele ar de ator atemporal, que pode ter tantos anos quantos ele quiser e nos faz acreditar em todo e qualquer jesto ou olhar ou palavra que profira.
Exageros (meus e do filme) à parte, “Alice” já é o sexto filme a alcançar mais de 1 bilhão de dólares em bilheteria. Isso sendo lançado poucos meses depois de “Avatar” que é um dos outros dessa lista exígua.
Ponto pro Tim Burton. Sorte nossa.
E o melhor, tem o torrent facinho.
Olha o trailer:
Acabei assistindo o filme: é bem bacana. Bem filmado, estilo huis clos. O elenco é ótimo, nóia absurda, 8 candidatos a uma super vaga de emprego, são fechados numa sala e só podem sair de lá depois de 80 minutos. E tem regras a serem seguidas, poucas.
E o melhor são as não-regras.
E o povo vai se perdendo, noiando cada vez mais, pirando até medidas desesperadas.
Mas o roteiro me levou a imaginar coisas, situações já vistas antes do tipo Os Suspeitos, pegadinha. E garanto, surpreende no final.
Vale o torrent.
"Invictus" é claramente um filme de propaganda. Meio disfarçado de drama, tenta fazer chorar e emocionar, mas no fundo, quando eu saí do cinema, só me lembrava das marcas que devem ter pago o filme. Vergonhoso.
Mas pensando bem, esse é o filme que o Lula deveria ter feito, não a porcaria que lançaram e foi o fracasso que foi.
"Invictus" conta a história de quando Mandela assumiu o poder na África do Sul e logo teve a copa do mundo de Rugby por lá. A seleção do país era a pior das participantes sem a menor chance e por causa do incentivo do presidente recém eleito acaba ganhando a Copa.
2010 é o ano da Copa de Futebol na África do Sul e esse filme é uma grande propaganda (no pior dos sentidos) de como o país é bacana e blah blah blah. Em "Invictus" tudo é lindo, calmo, sem conflitos muito absurdos, parece um comercial de margarina, inclusive na fotografia limpa (mas linda) do filme.
Os caras com certeza pegaram dinheiro dos patrocinadores, contrataram o Clint, 2 atores americanos de peso e fizeram o que fizeram. Diferente do Lula que pegou um dos piores diretores brasileiros pra fazer um dramalhão da sua história de vida e aconteceu o que aconteceu.
Mais uma lição, por pior que seja, a ser aprendida.




