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O teaser do novo Almodovar com o Banderas.
08.05.11 20:46Deixe seu comentário

Enquanto não volto com um filme por dia, tô atrasadaçø, mas essa semana coloco tudo no ar de novo, aqui vai o teaser do novo filme de Almodovar, "La Piel Que Habito", onde reencontra Antonio Banderas depois de 21 anos sem filmarem juntos.

 

Medo!

 

Fabilipo
Fabilipo (fabilipo @ gmail.com)
I am a dj, I am what I play.
"Abraços Partidos" é o Almodovar mais fraco de todos.
04.12.09 11:141 comentário

Difícil um cineasta que filma tanto quanto Almodovar (ou como Woody Allen) acertar em todo filme, fazer sempre obras primas.

 

A gente vê isso até no Hitchcock que às vezes fez uns filmes quem ninguém acreditava que eram dele.

 

Esse "Abraços Partidos" é um desses casos de filme menor ou como preferem os amantes do espanhol, um filme de crise. Mas como qualquer coisa que Almodovar faça é melhor do que quase tudo lançado em 1 ano de cinema, vale assistir.

 

O filme conta a história de amor de um cineasta por uma atriz, onde a paixão faz com quem ambos se percam e alheios a tudo e a todos, assumem o amor.

 

Almodovar nunca foi o mais sutil dos diretores e dessa vez não nega e faz com que o diretor fique cego (não de paixão, mas literalmente). Hoje, mês e meio depois de eu ter visto o filme e escrevendo aqui, acho engraçado, mas na hora, hmm, foi difícil engolir o literal jogado na cara.

 

Outra coisa que faz desse filme um da crise, é o roteiro quase óbvio, onde as surpresas não as são. 

 

Mas duas coisas salvam muito o filme.

 

Penélope Cruz é a mulher de um milionário que quer ser atriz e por ela este resolve bancar um filme, onde ela acaba se apaixonando pelo tal do diretor. Só que o milionário tem um filho metido a diretor que acaba fazendo o making of do filme numa tentativa do velho ricaço vigiar a mulher. As imagens que o homem assistem não tem áudio e pra ele saber o que acontece, contrata uma leitora de lábios que vai dublando sua esposa. O clima de tensão vai aumentando enquanto vai aumentando sua paixão pelo diretor. As cenas do velho em casa assistindo ao filme dublado são lindas, a melhor coisa do filme com um ápice genial no melhor momento da Penélope no filme.

 

(Tá, vou ser xingado até a morte, mas eu não gosto da Penélope, acho ela fraquinha e acho que o Almodovar deve sofrer com ela pra conseguir alguma coisa boa. Além de "Volver" e de "Vicky Cristina Barcelona" o resto de seu trabalho é de uma média bem fraca. E nesse "Abraços Partidos" ela tenta, tenta, mas morre na praia).

 

Bom, a outra parte memorável do filme é o final, numa surpreendente auto homenagem: Almodovar meio que recria a alma de "Muheres A Beira de Um Ataque de Nervos" no filme perdido do diretor cego e a nostalgia de seus filmes coloridos e anfetaminados dos anos 90´s. Foi de chorar de felicidade e de saudade.

 

Fabilipo
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