É meio óbvio e até redundante eu achar que "Avatar" leva o Oscar de melhor filme de 2009. Suas 9 indicações são a prova do reconhecimento de James Cameron. De novo. Porque o rio de prêmios que ele levou com "Titanic" já tinha sido a prova cabal, e ele gritando "I´m the king of the world" foi seu pseudo agradecimento em forma de auto citação e tapa na cara da indústria cinematográfica americana.
Por ser o rei do mundo, Cameron fez o filme mais caro da história, que bateu seu próprio "Titanic" nas bilheterias e agora concorre aos tais prêmios.
Mas eu ainda tenho esperanças que "Guerra Ao Terror" (o título bizarro de "The Hurt Locker" aqui no Brasil) seja justiçado e dê pelo menos o prêmio de melhor diretora a Kathryn Bigelow (ex mulher de Cameron, diga-se de passagem). E o mais legal é que ela seria a primeira mulher a ganhar tal prêmio.
Em relação a ator e atriz, parece que é certo que Jeff Bridges e Sandra Bullock (que já foram premiados no Globo de Ouro) recebam os prêmios, o que não é ruim pra ele, grande ator mas ela eu não engulo, fraquinha de dar dó.
Uma torcida minha é para Vera Farmiga que concorre como atriz coadjuvante por "Amor Sem Escalas": aposto que ela a partir dessa indicação vire a estrela que merece ser.
Outra torcida minha é por Up-Altas Aventuras, a animação maravilhosa que tanto foi indicado como melhor animação como indicado como melhor filme, além de outras indicações.
Em bolões do Oscar eu sempre perco porque sempre aposto com o coração e nunca com a razão. Minha torcida esse ano é por "Guerra...", "Distrito 9" e "Up..." e o melhor de tudo, "The Cove" foi indicado a melhor documentário, minha paixão do ano passado.
E pra terminar, o filme (ruim) brasileiro "Salve Geral" (obviamente) não concorre ao prêmio de filme estrangeiro onde um argentino e um peruano foram indicados. Claro que eu torço pela obra prima "A Fita Branca", que ainda concorre a melhor fotografia e se não ganhar nas duas categorias, é marmelada.
Se algum desses sair premiado já vai ser bom pra mim.
Aliás, assistam os 3. Imperdíveis!
Assisti mesmo com os 2 pés atrás e quase caí pra frente: "Amor em Escalas" é um filme bem bom.
Um dos pés atrás era pelo Clooney: nunca gostei muito dele no E.R. e quando ele largou e foi fazer filmes, os cacuetes que ele tinha de cabeça me irritavam profundamente. Mas o cara tá sabendo envelhecer e melhora a cada filme que faz.
O outro pé atrás era em relação ao diretor Jason (filho do Ivan) Reitman e os seus próprios cacuetes indies em filmes nem tanto. (Só pra dar exemplo, meu primeiro post aqui nesse blog foi falando mal de Juno). Mas o cara mandou bem demais nesse filme onde além de dirigir, produz e escreveu o roteiro que é muito bom.
Toda a história mirabolante (quase) é pra falar de amor. Só isso já me ganhou: Clooney é um executivo que as empresas sem culhão contratam pra que ele despeça funcionários. Ele viaja 327 dias por ano e reclama de ter que ficar em casa os 30 e tantos restantes. Ele adora hotel, mala pequena, todo metódico e sistemático, nunca se apaixonou. Até que em uma viagem encontra uma executiva (a maravilhosa Vera Farmiga indicada ao Oscar de melhor coadjuvante) em um bar de hotel com quem começa a ter um relacionamento (bem) esporádico: eles marcam encontros baseados em suas agendas de viagem.
Só que a cada encontro ele vai se interessando mais e mais por ela, em meio a uma trilha sonora mega indie e com muita locução em off do Clooney explicando tudo o que vai acontecendo (meio desnecessário). Mas o roteiro é bom, com virada boa no final, não é piegas e o melhor é que a vibe indie do diretor não se deixou prevalecer para o lado ruim.
Sempre que eu vejo um filme com historinha de amor eu fico imaginando qual dos personagens eu seria. Em "500 Dias com Ela", por exemplo, eu era a menina com certeza, apesar de querer ter sido o cara. Nesse filme eu achava que eu era a mulher (de novo, ui), mas no final tive certeza que não. Mas eu também não era o cara, o friozão da história.
Recomendo muito o filme que hoje recebeu 6 indicações ao Oscar, todas merecidas, mas é provável que não ganhe nada, no máximo roteiro adaptado, se bem que eu torço pro Nick Hornby ganhar por "Educação".
O grande grande grande Tim Burton vai ser o presidente do júri do Festival de Cannes esse ano. Notícia ótima, já que o presidente indica a linha de premiação. Espero coisas boas.
E outra boa notícia é o trailer do filme novo do Tomas Vinterberg, o sócio o Trier no Dogma e diretor dos ótimos "Festa de Família" e "Querida Wendy" (o filme onde todos os nomes das armas de um clube de crianças aficcionadas por revólveres são nomes de mulheres de músicas do The Zombies, só isso já genial).
"Submarino" é seu novo petardo e conta a história de 2 irmãos separados na infância que se reencontram, um junkie tentando criar seu filho e o outro, um alcoólatra vivendo num mundo de violência.
Aqui o trailer, ainda sem legendas, me perdoem, mas vale a pena.
Tá bom, a culpa é minha também que assisti o filme duas vezes. Pois é, duas. Isso porque já achei ruim na primeira vez. Mas circunstâncias do coração me levaram a sala de cinema a segunda vez e o bom disso é que eu acabei prestando atenção nos tais efeitos especiais revolucionários e mais nada (não que o filme precise de muita atenção, longe disso).
Bom, de novo, o filme é ruim. Roteiro porcaria a partir de uma ideia "tadinha", conta uma história besta bem hippie, onde malvados militares tentam destruir uma civilização "boa e pura" num planeta qualquer para extrair um metal precioso, nem que pra isso tenham que dizimar toda essa... Dormi!
O papo besta da pureza, do povo que vive em contato com a natureza, que luta com flechas contra os vilões e seus discos voadores super poderosos, o bom selvagem versus a tecnologia que tudo destrói, é tão chata e previsível que eu não me conformava durante a projeção.
E o paradoxo do diretor fazendo o filme mais caro de todos os tempos, utilizando tecnologia "de ponta", esperando anos pra realizar o filme do jeito que ele queria pra falar de pureza dos povos que vivem na natureza, pra mim é de uma hipocrisia sem tamanho.
Claro que os efeitos especiais, o 3D, os avatares, tudo é inacreditável, muito bem feito, genial. Mas desde quando efeito especial segura roteiro ruim?
A fotografia é ótima, o elenco é bom, mas fiquei querendo mais a Sigourney, que vai sumindo a medida que o filme vai passando. Mas o Sam Worthington vira um superstar depois desse filme, assim como o Di Caprio depois do "Titanic", mas nada disso faz com que o filmeco seja o que está sendo, ganhando Globo de Ouro (???) de melhor filme e tudo.
Se for assistir no cinema, veja em 3D, numa sala legal, grande, que a experiência vale a pena só por isso. Senão, espere passar na tv ano que vem e com certeza o DVD vai ser vendido em bancas por 9 reais. O que ainda é caro!
(Nem vou colocar o trailer aqui porque com certeza a essa altura todo mundo já viu, né)
Ontem começou na fria Utah nos EUA o Sundance Film Festival, aquele criado pelo Sundance Kid Robert Redford e que mostra o que de melhor se faz no cinema indie americano e pelo mundo afora.
Selecionei alguns trailers do que parecem ser grandes filmes que fazem a estreia por lá.
THE VIOLENT KIND: parece mais um filhote de "Laranja Mecânica", com uma vibe de "Violência Grratuita". Não tem um trailer propriamente dito, mas teasers que já assustam.
EXIT THROUGH THE GIFT SHOP: o filme onde o Bansky aparece! Tá sendo alardeado "secretamente" como a grande coisa do festival desse ano, o que eu acredito que seja mesmo. Um documentário sobre grafiteiros onde o famoso e misterioso inglês fala pela primeira vez a uma câmera. O slogan do filme é "O primeiro filme catástrofe sobre street art." O trailer é bem bom e confirma esse lado "cômico".
THE RUNAWAYS: O filme da Joan Jett, dirigido pela mestra dos clipes Floria Sigismondi e estrelado pelas "gatinhas" Dakota Fanning e Kirsten Stewart. Promete!
Tem ainda HOWL com o James Franco, contando a história do início da vida do Allen Ginsberg com elenco bem bacana; WELCOME TO THE RILEYS com o James Gandolfini casado que se apaixona por uma striper de 15 anos vivida pela (de novo) Kirsten Stewart; HESHER com Joseph Gordon Levitt e a Natalie Portmann; o documetãrio novo do José Padilha THE SECRETS OF THE TRIBE que fala de ianomâmis; e o mais esperado de todos por mim, o novo filme do mestre Michael Winterbotton, THE KILLER INSIDE ME, baseado num livro do mestre do policial Jim Thompson. Can´t hardly wait.
A entrega dos prêmios Globo de Ouro nos EUA que acontece hoje, domingo, é o pontapé inicial das premiações aos melhores (oi!) filmes de 2009.
Os prêmios de hoje são votados e entregues pela Associação dos Críticos Estrangeiros dos EUA. Por isso ela é tão valorizada e tão reconhecida pela indústria do cinema e da tv americana, diferente dos Oscars que são votados por membros da academia americana de cinema, isso é, atores votam em atores, diretores votam em diretores e assim por diante.
Claro que todos esses prêmios acabam sendo influenciados pelos estúdios que obviamente querem estampar em seus posters os louros da glória e por isso acabam gastando milhôes em publicidade e mais ainda em presentes aos votantes.
As famosas cestas de presentes, as gift bags, são sempre itens de desejo com tudo do bom e do melhor. Na ânsia do prêmio, críticos e votantes em geral ganham óculos, roupas, bebidas, viagens e por vezes dinheiro vivo.
Por essa e por outras que eu sempre duvido desses prêmios, apesar de adorar assistir as festas, por mais cafonas que sejam ( e olha que de cafona eu entendo, essa semana me chamaram de cafona por mais de uma vez).
Mas quando você acredita numa premiação que dá um Oscar a Gwineth Paltrow em detrimento a Fernanda Montenegro, por favor.
Como "Avatar", uma filme porcaria (ainda não falei dele aqui, mas logo logo falarei) receba tantas indicações a tantos prêmios importantes com um roteiro tão raso e tão "conhecido" não é um mistério. Vão dizer que o filme é impecável, os efeitos são demais, o 3D é incrível, mas com o dinheiro que Cameron teve pra gastar, era o mínimo que poderíamos esperar. Mas tanto dinheiro gasto na produção mais praticamente a mesma quantia em promoção, faz a mágica. Sua ex-esposa, Kathryn Bigellow, fez um filme barato, "The Hurt Locker" impecável sobre homens obstinados e viciados e claro, recebeu tantas indicações a prêmios mas duvido que vença alguma coisa.
Hoje a noite, na entrega dos Globos de Ouro, vou torcer, claro, pelos azarões, como sempre. E mais uma vez vou dar com os burros n'água, a não ser pelos prêmios que serão entregues aos seriados de televisão, que nesse caso, dificilmente são equivocados.
O Anvil é uma daquelas bandas toscas de heavy metal dos anos 80 que se perderam na imensidão do universo de cabelos, maquiagens e espandex.
O documentário começa mostrando os caras tocando num festival no Japão em 1984 ao lado do Whitesnake, Bon Jovi e Scorpions e a partir de então, mostra o que aconteceu com os caras, como se perderem e como hoje em dia sobrevivem como motoristas e tentando viver de alguma glória do passado.
O filme, junto com The Cove que eu já falei antes, é a grande coisa dos documentários do ano passado, e provavelmente os dois vão ser a sensação das premiações americanas em 2010.
No caso de "Anvil" a equipe está ao lado dos caras o tempo todo mostrando a decadência e a tentativa de re-erguer uma banda que , segunda os próprios, poderia ter sido muito grande. Alguns depoimentos no início do filme de gente do Metallica, do Slash, do Lemmy falando super bem do Anvil dá uma aura do quanto os caras eram reconhecidos por um povo, mas ao mesmo tempo mostra o quanto isso não é suficiente.
É mega triste ver os tiozinhos, super loosers, tentarem uma volta, fazendo uma tour pela Europa em shows pra 5 pessoas, em casas que não pagam seus cachês, perdendo o trem e não tendo onde dormir.
O som dos caras é heavy metal, parado lá onde parou o HM e mesmo assim os caras tentam, acreditam, investem, vão atrás e...
Filmaço, que dificilmente passará por aqui, mas tem facinho nos torrents da vida.
Um dos filmes que eu mais queria ver em 2009 era "Ink" como eu já tinha dito nesse post.
Baixei o filme no torrent e ficou mofando no meu comp até que assisti no dia 1 de janeiro. Pensei que fosse começar bem 2010.
E o filme é um lixo. Tipo muito porcaria mesmo.
Imagine um filme de terror japonês filmado sem dinheiro nos EUA por um diretor que acho que nem sabe o que é uma câmera. Tudo errado!
Roteiro ruim, maneirista, é o tipo de filme que se tivesse sido feito nos anos 80 já seria porcaria, imagine 30 anos depois. Afetado, mal dirigido, elenco ruim, cheio de (d)efeitos especiais pra tirar a atenção do que realmente (não) importa, foi foda assistir. Ia parar no meio, mas resisti e quase chorei de tristeza.
Nem vou colocar trailer, só o aviso de PASSE LONGE.
E feliz 2010!







