Muitas marcas de moda têm arriscado a fazer vídeos para divulgar suas novas coleções. E inclusive algumas empresas produzem filmes bem bacanas. Mas quando me deparei com esse stop motion hoje, minha primeira reação foi: "Como ninguém nunca pensou nisso antes?!" Tão simples e ao mesmo tempo, incrível. Assistam:
Antes de mais nada, Feliz Ano Novo!
Faz um tempo que ando sumida por aqui. Mas vamos lá, bora reanimar o Bebop! Para esse post de volta escolhi um assunto muito bacana, que é uma convergência entre moda e música - coisa que quem é leitor antigo desse blog, sabe que eu amo.
A próxima grande onda, mas que na real tá vindo devagarinho, é a Africa. Dessa vez, com sonoridades revisitadas, o continente tira o cliché da sua sombra conquista cada vez mais admiradores da sua cultura contemporânea. Depois do pancadão do Buraka Som Sistema, na área musical, o grande buzz tem sido em torno do The Very Best - que o rraurl até já cantou a bola aqui - e o Pitchfork botou na sua lista de melhores de 2009. Mas tem muito mais coisa bacana rolando. Blogs especializados estão se deleitando com coletâneas de rock, soul e até psicodélico - tudo vindo das nacionalidades mais "fora do eixo comercial" imagináveis. Por exemplo, do Benim destacam-se a Orchestre Poly-Rythmo e a coletânea Legends of Benin. Sente o teaser:
Aí sabe como é né? Mal começa na música e já ecoa na moda. Roupas cheias de estampas com um pé no étnico já começaram a aparecer. Mas isso é o mais superficial. A onda da redescoberta fomenta a indústria da moda a ir procurar algo além do óbvio. É o caso da última coleção do Paul Smith. O cara foi até os dandies africanos - acredite, existe uma verdadeira fraternidade dandi na República Democrática do Congo, mas isso é assunto pro próximo post - e basicamente fez um copy paste na passarela. As primeiras imagens são amostras do livro "Gentlemen of Bakongo: The African Dandies" as seguintes são fotos do desfile. Dá uma olhada:
Desfile Paul Smith
E Paul Smith não é o único investindo nessa ideia. A londrina Casely-Hayford resolveu dar ares africanos à sua próxima coleção, mas numa onda mais comedida porém flertando com as cores dos tais dandies.
Claro que quando essa onda chegar - se chegar - no Brasil, ela vai vir mais amena. Mas fica a pergunta, será que essa coisa toda pega?
No último dia, a confirmação do preto e mais sapatos incrivelmente criativos no backstage do evento.
Pics by Zeug




















A semana Casa de Criadores foi criada pra lançar e mostrar para o mainstream a nova safra a cada estação que surge de novos criadores de moda. O Clima do espaço no shopping Frei Caneca ontem a tarde era bem oposto a um SPFW. Mas também, existem algumas diferenças básicas, no SPFW cada marca contrata seus modelos, suas camareiras, seus maquiadores e cabelereiros, no CdC não, o proprio evento "fornece" isso tudo e mais o staff específico, como por exemplo a Direção do Desfile, dessa vez todos serão comandados pela Mycaela Gutierres, que já dirigiu e co-dirigiu desfiles de marcas como Cavalera, V.ROM, Redley, etc.
No Day One apresentaram suas coleções:
André Phergom
No Hay Banda
João Pimenta
Ianire Soraluze
Tudicofusi
Rober Dognani
Mas para não perder o costume, registramos os reles mortais em momentos backstage e pré desfiles.


















mais infos sobre o Casa de Criadores aqui
Pics by Thiago Zeug
Inaugurou em setembro em São Paulo a filial brasileira da rede norte-americana American Apparel. Pra quem não conhece, a AA é uma marca que existe desde 2000, fundada pelo canadense Dov Charney, que já nasceu com valores de sustentabilidade intrínsecos e é hoje um dos maiores sucessos mundiais a curto prazo no mundo. A AA ficou conhecida nos EUA pelas campanhas que incitavam o teor sexual, pela qualidade das roupas (que são todas produzidas em Los Angeles) e pelo ambiente de trabalho easy going, algo raro
na área de moda.
Fui até a nova loja localizada na rua Oscar Freire para conversar com a responsável pela loja, a Thais Lima. Devo confessar que esperava uma loira peruassa, deslumbrada com moda e com a marca que chega ao Brasil. encontrei o oposto: a Thais é super low profile, toca a loja com a sua irmã (também funcionária da AA), a Dijane. E, numa conversa relaxada, me contou diversas coisas bacanas sobre a marca e a vinda da loja no Brasil.
Como foi a vinda da loja no Brasil?
Na realidade foi uma "sementinha que plantamos" com o Dov. Há aproximadamente 4 anos já existe a idéia de vir para o Brasil, São Paulo especificamente. Mas achávamos que nem a AA e nem o Brasil estavam preparados. Fora que existe toda a burocracia de trazer artigos importados para o país, e pensávamos que ia ser uma dor de cabeça. No final das contas foi bem mais fácil do que imaginávamos, a idéia se concretizou e o Dov acreditou na gente, apostou na idéia de abrir uma loja aqui.
Existe a idéia de abrir outras lojas pelo país?
Ainda não sabemos.
Até existe a questão do preço, pois todos sabemos que o imposto cobrado sobre artigos importados deixam o valor final muito alto...
Exatamente, e nossa idéia não é ter um valor inacessível. Isso é um dos valores da AA, não queremos ser uma empresa com um produto sustentável para poucos. Nos EUA funciona muito melhor que aqui, por conta dos altos impostos brasileiros é inevitável que o valor aumente, mas não queremos ser inacessíveis. Mas mesmo assim temos muitos produtos que, comparado aos concorrentes daqui, o nosso é mais barato.
Justamente, o tempo que fiquei passeando pela loja, enquanto esperava a Thais chegar para a entrevista dei uma olhada nos preços. Algumas coisas são sim caras, mas não inacessíveis. Do tipo, uma meia calça com uma perna de cada cor, que, vale lembrar, NÃO EXISTE no mercado nacional, sai por 47 reais. Caro? Sim, mas não é algo que não se possa sonhar em comprar... Ainda mais quando tive a curiosidade de abrir o pacote e ver que o tecido da meia calça é realmente superior ao encontrado nas marcas especializadas em meias daqui. Aliás no quesito meias, as meninas podem ficar horas tentando se decidir na loja o que levar: tem uma infinidade de modelos de meias calças, meias comuns, polainas, etc. A meia básica branca, com listras nas cores tipicamente americanas (vermelho e azul) são bem diferentes do que vemos aqui por aqui. A Thais me contou que as meias são produzidas na fábrica deles mesmos, que a produção não é terceirizada (a terceirização de artigos como meias é comum no ramo) e que um dia o Dov cismou de comprar máquinas de fazer meias, numa viagem com ela para NY, simplesmente sacou o telefone e solicitou o maquinário. Ela contou também que o Dov é assim, trabalha com todos a sua volta, ouve as sugestões e idéias de todo mundo e aposta nas idéias.
Como é trabalhar na AA?
A empresa já nasceu com o lema de sustentabilidade, mas sustentabilidade não é só "reciclar", não adianta ser uma empresa sustentável...
... e os funcionários serem infelizes?
Isso! Então existia um departamento focado em como trazer essa "sustentabilidade" para funcionários. Em determinado momento existiu uma campanha para os funcionários irem trabalhar de bicicleta. A família do Dov é toda ligada ao meio artístico, eles possuem diversas obras de arte e eles não sabiam o que fazer com aquilo tudo. Colocamos tudo na fábrica, montamos algumas instalações e até demos uma festa de inauguração desse projeto. Isso deixou o ambiente bem mais legal.
Eu havia lido em algum lugar que só trabalhavam funcionários americanos, como é isso?
Não... onde você leu isso? Aliás a mídia fala muita coisa que não é verdade... Um jornal grande veio aqui, não conversou com ninguém e publicou uma reportagem só falando mentiras, preços incorretos, etc. Fiquei chateada. Mas respondendo você: não, trabalham pessoas do mundo inteiro na empresa. E tudo é interno, o site é feito por funcionários, o layout, a arte gráfica tudo, até as fotos.
Eu ia te perguntar isso, pois as fotos de "campanha" do site de vocês parecem feitas com pessoas comuns, é isso mesmo?
Sim, essas pessoas são escolhidas aleatoriamente, de repente eu posso estar na rua andando e eu vi você. Se eu achar que você é uma pessoa legal de fotografar te chamo, fotografo e você ganha cinquenta dólares a hora. Até o fotógrafo é algum dos funcionários, nunca contratamos um fotógrafo. O próprio Dov já fotografou, eu já fotografei. Acho bacana o outro lado, das marcas que usam modelos de verdade, como a Gisele Bündchen, mas não pagamos cachê como o dela que é muito mais que 50 dólares a hora.
E quem vocês querem atingir como consumidores?
O público jovem. Mas aqui está acontecendo uma coisa "engraçada": muitas senhorinhas do bairro estão amando a loja e já estão freguesas.
Que demais!
Sim, é inusitado!
E as coleções, como funciona?
Não temos coleções, temos uma equipe de estilistas. Eles vão fazendo e se for algo legal aí entra em produção e vai pras lojas. Isso é bacana, pois tem a 2001 que é a camiseta básica e se daqui a 10 anos você quiser comprar a 2001 de novo, você vem na loja e vai ter, a maioria das cores são sempre produzidas. Só saem de linha se realmente não estiver tendo saída em todas as lojas. Coisa que não acontece na Hering por exemplo.
Muita gente compara a AA com a Hering, vocês consideram eles concorrentes?
Talvez. O histórico das duas é muito similar: começamos como produtores de camisetas para o varejo e agora temos lojas próprias. Mas enquanto a Hering se preocupa em ser a Abercrombie brasileira (é só ver o novo layout das lojas) nós nos preocupamos em ser atuais.
Pois é, uma passada pela loja e você consegue montar um look pro dia que serve também pra noite. Com peças relativamente básicas como leggings, vestidos tubinho, tops e etcs, a AA se destaca pelos tecidos diferenciados, metalizados, holográficos, lycras ultra-brilhantes em diversas cores. Não é a toa que no último ano, a legging de lamé brilhante se tornou hit nas baladas do mundo inteiro. Todos os editoriais de moda traziam a legging de lamé preta, prata ou em qualquer outra cor existente. Na noite paulistana basta ir ao Glória pra ver a AA presente entre os chamados "fashionistas".
Headbands com tecido holográfico
Headbands de elástico
As "famosas" leggings
Kit de cintos
Pros meninos tem jeans com lavagens diferenciadas, camisetas de todas as cores possíveis, jaquetas corta vento... tem de tudo mesmo, até infantil, bebê, moda praia e acredite, roupa pra cachorro. A loja é um grande magazine de roupa, com qualidade, nada de made in China, trabalho escravo, etc. Recomendo dar uma passada, nem que seja pra conhecer, faz tempo que não temos um conceito de magazine (por mais que seja de fora) bacana no Brasil.
American Apparel
Rua Oscar Freire 433
São Paulo - 01426-901
Tel.: (11) 3081-8422
Colaborou: Gaía Passarelli
Depois de milênios, finalmente consegui postar aqui! Desculpem people, mas tem épocas que é trash aqui no trabalho, mas faz parte! Vamos lá:
Pra quem mora no Rio ou eventualmente for visitar a cidade, não deixe de i na lojinha La Cucaracha, os donos da loja são a produtora de moda Vanessa Soares e o jornalista Matias Maxx , mais conhecido também como Capitão Presença. Não o conhece? Tá, vou explicar, o Capitão Presença é um personagem de HQ, um super - herói que pra resolver os causos fuma um, ou as vezes nem resolve nada e só fuma mesmo. O Matias, é o criador do Capitão Presença então ou seja, ir na Cucaracha e ser atendido pelo próprio é no mínimo inusitado! Semana passada eu fui ao Rio de Janeiro, aproveitei e dei uma passada na lojinha, a última vez que eu tinha passado lá foi no final de semana do Tim Festival há dois anos atrás, e pelo que vi muita coisa mudou!
Antes a loja tinha roupas, livros, alguns CDs e acessórios. Agora a loja tem um monte de posters bacanas, brinquedinhos importados, mais livros (são duas estantes que dá vontade de comprar tudo, pena que eu fui lá antes do paycheck ), tem também alguma coisa de t-shirt infantil e muita coisa pras meninas desde colares, a bolsas com a temática Pin Up. Vale lembrar que a loja possui um espaço para exposições e vernissages na parte superior também. Os preços são ok, tem pra todos os bolsos.
Algumas fotos da loja:

O welcome da loja aos clientes

A fachada da loja, que fica na rua Teixeira de Melo, no 31H

Detalhe do murinho da loja

Vitrine


Brinquedos de tecido

Posters

Interior da Loja

As t-shirts infantis

Livros, hq's, etc

Brinquedos gringos e não gringos

Bijoux

Amei esse reloginho

Balcão

E claro, a Tarja Preta a revistinha clássica da loja, das histórias do Capitão Presença e de ilustradores indies.
Mais infos em:
www.cucaracha.com.br
Mais do que roupa, moda caminha junto com outras formas artistícas como música, cinema, arquitetura, decoração, etc. É comum estilistas famosos possuírem fora a linha de roupas, uma linha para casa, com artigos de decoração e moda cama mesa e banho.
Por isso resolvi postar aqui esse sofá, primeiro porque ele é realmente bonito. E segundo porque ele se encaixa numa tendência mundial que existe hoje, o geek. Sim, ser geek está na moda, ser nerd é legal e não mais motivo de chacota como antigamente, e acho que vc nem precisa ser uma pessoa antenada pra perceber isso, já percebeu como o preconceito caiu absurdamente? Portanto um sofá com estampa de pixels tem tudo a ver com este momento! Mas claro, independente de ser tendência ou não, eu adoraria ter ele na minha sala. Quem fez foi o designer Christian Zuzunaga, o sofá vai ser produzido por uma empresa dinamarquesa e vendido na loja online Moroso.
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Alice Barbiellini, usa botas Steve Madden, vestido Polly Magoo, pulseira do Senhor do Bonfim - trazida da viagem à Bahia com o marido e os filhos - e anel R. Sobral. "Ando viciada na Amy Winehouse", diz sobre o que anda ouvindo.










