
Entre as atrações, shows do Jupiter Maçã e dos esporrentos suíços do Young Gods e debates com figuras de destaque do nosso jornalismo cultural como Ana Maria Bahiana, Luiz Carlos Maciel, Rogério de Campos (editor da Conrad), Xico Sá e Arthur Veríssimo.
O mais interessante é a programação de filmes que, além dos manjados-mas-sempre-bons-de ver Blow Up e Easy Rider, tem raridades como The Hippy Revolt, que mostra a moçada doida de LSD na Califórnia, em 1967, "dançando em discotecas com projeções psicodélicas sobre seus corpos" (como disse Antônio Gonçalves Filho no Estadão). Outra preciosidade é Viagem ao Mundo da Alucinação, cultíssimo de Roger Corman que procura retratar uma bad trip de LSD. Para assistir a este último, a produção do evento preparou uma sala com 80 lugares acolchoados.
O evento vai até o dia 22 de junho. Aqui você vê a programação completa dos filmes. Já aqui tem os espetáculos teatrais.
No site do SESC porém, não consegui achar a programação dos debates, mas a Folha de S. Paulo informou que "O Que é Contracultura?", com Ana Maria Bahiana, Rogério de Campos e o poeta Roberto Piva acontece no dia 16/4, às 19h30, e que "Contracultura e Multiculturalismo: A Voz Sussurrante do Oriente", com Arthur Veríssimo e os músicos Alberto Marsicano (o famoso citarista) e Sérgio Carvalho rola no dia 30/4, também às 19h30.
A contracultura é o nome que se dá para as manifestações da cultura alternativa em geral. É uma linhagem que inclui os beatniks nos anos 50, o movimento hippie/psicodélico na década seguinte (primeiro momento de popularização da contracultura) e o punk nos anos 70 e hoje prospera na internet. A música eletrônica e as raves, quando eram fenômenos underground, também foram desdobramentos da contracultura (pena que o evento no SESC tenha ignorado esse fato...)
Putz! Putz!




de maneira alguma um olhar liberal, mas sim democrático......
Não percam