Um grupo de DJs londrinos andou dando um golpe feio e tosco. Seguinte: usando cartões de crédito falsos, compraram sem parar downloads de suas próprias faixas. Com isso, ganhavam grana de direitos autorais e promoviam seus nomes, fazendo-os aparecer bem nas listas de vendidos. Eles foram pegos e vão responder judicialmente.
Fóruns pela internet estão sedentos para saber o nome dos ditos cujos. Esperamos que sejam descobertos para o merecido apedrejamento em praça pública.
Inflar artificialmente o sucesso de um nome é mais antigo que minha vó. A prática é antiga na música. Gravadoras de bandas de rock inglesas nos anos 60 compravam discos de monte nas lojas para fazê-los subir nas paradas de sucesso.
Acontece que antes era geralmente a gravadora ou empresário quem "sujava as mãos". Hoje, com tantos artistas assumindo todas as etapas do processo, alguns resolveram assumir esse lado escuso também.
TURNÊ EUROPEIA
Agora, vamos e venhamos, a música eletrônica está cheia, mas cheia, de truques de diversas cores e tamanhos. Datas em dois pubs da Estônia que viram "turnê europeia" (ou pior, dizer que tocou na Europa quando nem foi). Socar votos na eleição dos Top DJs da DJ Mag (ou em qualquer votação com alguma importância). Lançar dez faixas genéricas e toscas em selo próprio no Beatport só (e só mesmo) para poder colocar "produtor" no CV.
Na minha nova coluna para a DJ Mag, chamada "Camilódromo", eu abordei o tema dos truqueiros na discotecagem e live PA (saiu na edição 10). Segue um trecho do texto:
"Com tanta gente sem entender direito o que se passa ali entre o mixer, os cabos, as pick-ups/CDJs e aquele laptop (não insistem em chamar o Gui Boratto de DJ a toda hora?), tem muito malandro se aproveitando disso para se dar bem.
O que dizer, por exemplo, dessa história que aconteceu comigo e um conhecido DJ inglês de psy-trance? Passei o constragimento de tocar antes dele. No fim do meu set, ele chegou, todo serelepe e animadão. Já achei esquisito quando se lançou por cima do mixer e passou a girar botões que nada faziam, afinal eram de canais com o volume abaixado. Mas aí aconteceu o mais absurdo. Quando ponho minha última música e passo a bola, veio a pergunta que entregou toda sua filosofia de discotecagem fraudulenta: 'Essa música tá mixada com a próxima?'
A coisa é tão disseminada por aí que foi criado até um blog dedicado a desmascarar os (maus) atores: www.deadact.com (que considera o DJ serelepe citado acima 'o rei do dead PA'. "
Então, assim, os ingleses fizeram algo muito feio. Mas eles estão longe de serem exceções.
Putz! Putz!





Uau!!! Essa eu não conhecia!!!
Agora, scratch sem discos, tem que dar um Oscar pro cara. Fabio Martins, saiba que o DeadAct.com está pedindo colaborações de gente bem intencionada... ;)
hehehehee :(
Tinham que começar a ensinar ética profissional e auto estima nessas escolinhas de "Prods. e DJs"
Dead PA clássico msm foi o fake do Justice, a foto dos caras metendo a mão no equipamento, fazendo o maior carão... e sem cabo algum ligado. Isso rola muito em rave, os gringos alegam (pelo que li no Dead Act.com) que a estrutura no Brasil é precária e que eles não arriscam levar o equipamento que normalmente usam na Europa, por exemplo. Bom, há uns 5 anos atrás, os produtores de festas ao menos tinham o pudor que colocar na divulgação algo tipo "Rolling Stones (DJ set)" - pra usar um nome bem genérico - com o "dj set" beeeem dixavado, mas ao menos estava lá a distinção, pq o "live" na verdade seria o produtor (ou um deles) soltando suas faixas pelo lap-top sem live porra nenhuma. Hoje nem isso anunciam mais, é live PA cara-de-pau msm