Bate-Estaca
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Bate-Estaca está de casa nova!
08.04.10 18:525 comentários

ft_Moving_house

Finalmente, depois de muitos trâmites e embaços tecno-burocráticos, posso anunciar a casa nova do Bate-Estaca.

 

A partir de hoje o blog começa sua hospedagem no Portal Virgula, site onde trabalho como editor de música.

 

Quero agradecer ao rraurl, a Gaia e ao Gil, pelos anos de trabalho e batalha juntos. Apesar dos endereços separados, seguimos parceiros.

 

Clique aqui e conheça a nova casa!

Camilo Rocha
Camilo Rocha (camilo @ rraurl.com)
Putz! Putz!
Recesso
02.01.10 14:085 comentários

ft_needle

Que 2010 venha cheio de boas notícias e conquistas. Um bom ano para todos.

 

Bate-Estaca fica de férias até meados de janeiro.

Camilo Rocha
Camilo Rocha (camilo @ rraurl.com)
Putz! Putz!
Especial: Top 100 dance/eletrônico/pista dos anos 00
20.12.09 22:139 comentários

ft_dancingfeet1

 

Ufa! Deu trabalho mas ficou pronto. O top 100 Bate-Estaca da década, o melhor da música eletrônica/dance music/de pista dos anos 00.

 

Qualquer lista dessa magnitude (pensa bem, 10 ANOS de música, de gêneros que lançam aos quilos toda semana) já tem que começar com uma série de desculpas e justificativas. 

 

A primeira é que esta lista não tem a menor pretensão de ser definitiva (aliás, existe isso, uma lista definitiva?)

 

TEM MUITO, FALTA MUITO

 

Tentei buscar um equilíbrio entre coisas relevantes, coisas que fizeram sucesso e coisas que eu acho incríveis. Como é impossível evitar meu filtro pessoal, já adianto que a lista contem sérias deficiências (quando não ausências) de alguns gêneros fortes desta década como 2-Step, UK garage, dubstep, drum`n`bass, trance, hard techno, soulful house, maximal, minimal, electro-rock, global ghettotech, broken beat, micro-house, IDM etc etc. 

 

Para compensar um pouco, convoquei alguns especialistas como Marky e Andy, Márcio Vermelho, Database, Jota Wagner, Bruno Belluomini, DJ Jack, Flávia Durante, para fazerem top tens de gênero. Você pode vê-los aqui.

 

Tem coisas aí que viraram baba, tipo "Exceeder", do Mason, mas que quando saíram não eram tidas como tal. Além disso, são músicas que marcaram demais esse tempo e ajudaram a construir sua identidade sonora. 

 

SEM PURISMOS

 

A lista contém alguns itens de hip hop, pop e rock que farão alguns puristas torcer o nariz. Mas estão aqui pela relevância, pela influência em outros gêneros (muitas foram tocadas por DJs fora do seu nicho e ganharam remixes de todo tipo) e, principalmente, porque são hits que tiram qualquer pista da dormência. E outra, quer coisinha mais anos 90 essa mania de querer compartimentar e purificar?

 

E que venham os comentários sobre quem faltou, quem não deveria estar etc etc.

 

Ah sim, clique no nome da faixa que você ouve ela no YouTube. Para as que não tinham lá, embedei um player.

 

 

2000

 

ANDREW MCLAUCHLAN - LOVE STORY (DEVILFISH REMIX) (Bush, 2000)

 

Techno de terreiro, talvez o melhor de uma leva de discos dessa época que sampleavam inlfuências afro-latinas. O original, bem mais melódico, é de 99, mas esse remix do Devilfish continuou fazendo santos baixarem em pistas por alguns anos década adentro. Boa opção para o começo, para a gente lembrar ou conhecer como os BPMs altos eram no começo dos 00.

 

DAFT PUNK - ONE MORE TIME (Virgin, 2000) 

FATBOY SLIM - STAR 69 (Skint, 2000) 

 

Na virada do milênio, dois superstars se cruzam na escada. Daft Punk com a faixa que o lançaria como um foguete em direção à estratosfera pop. Nos anos 00, a dupla francesa foi certamente o projeto eletrônico mais famoso do mundo, adorado por DJs de FM e clubbers, sem falar na nova geração hipster que se formaria e no novo tipo de fã indie 00, adepto de blogues, bandas e discotecagem.

 

Descendo na outra direção, Fatboy Slim entregava ao mundo seu último hit de qualidade. Um vocal grudento, mas original, e uma batida levanta-estádio, mas interessante. A partir daqui, ele continuaria com esses vocais e batidas, mas nem originais nem interessantes, até virar sinônimo de farofa.

 

HATIRAS feat SLARTA JOHN - SPACED INVADER (Defected, 2000) 

 

Sublime faixa meio house meio space disco, mas nada a ver com Lindstrom e cia. de cinco anos depois. Aqui, o BPM é alto, mesmo sendo house (com pegada french touch). Coisas dos primeiros anos do milênio. Um remix drum'n'bass do J Majik garantiu presença dela em todo tipo de case.

 

LAURENT GARNIER - THE MAN WITH THE RED FACE (F Communications, 2000)

 

O mestre lançou neste ano seu melhor álbum, Unreasonable Behaviour. Em meio a tantas boas faixas, o destaque fica com o saxofone e o groove meia-luz da elegante "The Man..."

 

 

PEACHES - FUCK THE PAIN AWAY (Kitty-Yo, 2000)

 

Cheiro de coisa nova (e de sexo) tinha o som cru e urgente da desbocada Peaches. Havia algo borbulhando em Nova York, eletrônico mas com ênfase na personalidade. Saberíamos mais no ano seguinte.

 

PLUMP DJS - ELECTRIC DISCO (Finger Lickin', 2000)

 

Realeza do breakbeat em mais uma sessão entorta-cangote. Preparavam o terreno para a nova roupagem das batidas quebradas: o nu school breakz, rótulo que fazia muito sentido nesses tempos.

 

TECHNASIA - FORCE (Sino, 2000)

 

Música que é a cara do Love Club em tempos áureos. Pra se ter ideia de como eram as coisas, "Force" chamava a atenção e soava absurdamente diferente do que se ouvia numa noite de techno porque tinha VOCAL!

 

X-PRESS 2 - MUZIKIZUM (Skint, 2000)

 

Aqui três veteranos estavam em processo de ressurreição, já que os hits anteriores do X-Press 2 eram de 1993/94. Depois de arrebentar com "AC/DC", veio esse festival de piano eufórico.

 

 

2001 

 

BASEMENT JAXX - WHERE'S YOUR HEAD AT (XL, 2001)

 

Sempre obcecados por cruzamentos de raças, desta vez eles se saíram com uma mistura de mastim napolitano e golden retriever. Vocal punk com teclado que rosna e batidão cheio de animação. Música de baderna.

 

 

DAVE CLARKE - THE COMPASS (Skint, 2001)

 

Clarke simbolizava no techno o esquemão anos 90 do DJ superstar, distante e metido. Ele adentrou na década acertando em cheio, com um techno que conseguia a proeza de marchar e ter molejo ao mesmo tempo. Clarke não conseguiria mais hits como esse. Foi até melhor. Hoje, ele mora em Amsterdam, vive uma vida menos glamurosa e dizem que ficou bem mais simpático. Continua, porém, totalmente sem papas na língua.

 

FISCHERSPOONER - EMERGE (Gigolo, 2001)

 

Electroclash! A palavra não soava ridícula no ano em que derrubaram as Torres Gêmeas. Soava bem também a postura, querendo tacar fogo no circo megalomaníaco e sem personalidade que tinha virado a cultura eletrônica. E soavam bem os primeiros hits, como este aqui e os logo abaixo.

 

VITALIC - LA ROC 1 (Gigolo, 2001)

DAVID CARRETTA - VICIOUS GAME (Gigolo, 2001)

THE HACKER & MISS KITTIN - FRANK SINATRA (Gigolo, 2001)

TIGA & ZYNHTERIUS - SUNGLASSES AT NIGHT (Electric Kingdom/Gigolo, 2001)

 

Enquanto Nova York gestava o electroclash, novas leituras "electro", de sons orgulhosamente sintéticos, pipocavam por toda parte. O selo International Gigolo Deejays, de DJ Hell, era a grife da estação. O Poney EP, de Vitalic, com "La Roc" é absurdamente clássico, contendo ainda as lendárias "You Prefer Cocaine" e "Poney Part 1". Tanto ele como David Carreta sinalizaram o caminho do electro para quem era mais chegado em techno.

 

Já Hacker & Kittin e Tiga & Zyntherius apostaram em canções e abordagens mais pop. Discos de seu tempo, "Frank Sinatra" debochava da cultura de celebridades, enquanto que "Sunglasses At Night" era cover de um hit trash dos anos 80, a década que seria referência vital para os anos 00. Sem falar que era a primeira aparição de Tiga, genuíno hitmaker da década

 

 

FUNK D'VOID - DIABLA (Soma, 2001)

 

Mesmo quem continuava fiel ao techno "techno", a essa altura movido quase que só a loops percussivos, efeitos especiais e ritmos cavalgantes, sentia um certo alívio quando apareciam faixas como "Diabla". Um tsunami melódico que transformava em manteiga até corações mais empedernidos.

 

LUOMO - TESSIO (Force Tracks, 2001)

SUPERPITCHER - HEROIN (Kompakt, 2001)

 

As dicas do que seria novo em techno e house começavam a se mostrar. E o caminho era o da economia. Menos elementos, menos camadas, mais sutileza, mais ênfase na essência de uma faixa. Um respiro benvindo.

 

METRO AREA - MIURA (Environ, 2001)

 

Sutileza também é uma boa palavra para se usar aqui. Só que enquanto Luomo bebia no soul e Superpitcher no rock, o Metro Area pegava de jeito um antepassado mais direto da música eletrônica, a disco music. Mas de um jeito nada disco, de um jeito... minimal? "Miura" é também uma influência assumida no som do Booka Shade.

 

STANTON WARRIORS - DA ANTIDOTE (Mob, 2001)

 

Com batidão quebra-queixo e racha-assoalho e um naco do electro old school "Boogie Down Bronx", de Man Parrish, isso aqui é a cara dos breaks do novo milênio. Produção cristalina, contratempo cheio e arranjos que vão direto ao assunto.

 

 

2002 

 

AKUFEN - DECK THE WORLD (Force Inc, 2002)

 

No release da coletânea que gravou para a Fabric, o som de Akufen é descrito como "brilhantemente detalhado."  Isso resume bem o micro-house, gênero baseado em caquinhos de samples e sons defeituosos ("glitch") que chamou a atenção nessa época. Além de Akufen, caras como Isolee e Matthew Herbert também eram conhecidos da cena "micro".

 

CHICKEN LIPS - HE NOT IN (Azuli, 2002)

 

De novo, a simplicidade é a rota para o genial. O baixo descendente de "He Not In" é uma dos mais identificáveis da década.

 

DJ RUSH - FUNK YOU UP (T:Classixx, 2002)

 

Na outra ponta, alguns nichos iam ficando cada vez mais hard. Apesar da aparente seriedade do techno peso-pesado, havia figuras como Rush, excêntrico, performático, ultra-gay e com senso de humor. Aqui ele põe o rap old school do Sequence para correr na esteira em velocidade máxima. 

 

 

LAYO & BUSHWACKA! - LOVE STORY (XL, 2002)

 

Se você não ouviu essa em 2002, você não saiu a noite, simples assim. Com empréstimos de Devo e Nina Simone, a dupla londrina fez um mix brilhante de deep, tech e acessibilidade.

 

LUCIANO - AMELIE ON ICE (Mental Groove, 2002)

 

Onde o chileno traz Amelie Poulain para o after hours. Enxertando pedaços da trilha do filme (de Yann Tiersen) num groove electro-minimal, Luciano fez techno dramático, belo e ambicioso. Se tornaria um dos DJs mais conceituados dos anos 00.

 

DJ MARKY & XRS - LK (CAROLINA CAROL BELA) (V Recordings, 2002)

 

Esqueça Tom ou Gil. A música brasileira que mais alto chegou na parada pop inglesa (número 17) foi a de Marquinhos da Cangaíba e Xerxes de Vila Alpina. OK, o violão e de Jorge e Toquinho, mas e a batida, o grave, o MC? E a ideia, A IDEIA, de botar essa levadinha samba-rock pra desfilar com uma armadura drum`n`bass, isso ninguém tira deles. 

 

O impacto dessa faixa, e de outros drum`n`bass tropicais que vieram (notadamente "Sambassim", de Patife e Fernanda Porto), foi tamanho que chacoalhou a matriz do gênero. Os brasileiros abriram a janela do quarto escuro do drum`n`bass britânico.

 

THE RAPTURE - HOUSE OF JEALOUS LOVERS (DFA, 2002)

 

Como bem se sabe, os anos 00 foram palco da "volta" do rock como força relevante e inovadora, a partir dos Strokes. Um crítico do jornal inglês Guardian falou até, para depois ser papagaiado à exaustão, na "morte da dance music". Como essa lista prova bem, uma grande besteira. O que caducou foi o velho sistema do DJ superstar dos anos 90.

 

E tanto não morreu a dance music que muito desse novo rock era altamente influenciado por ela (referências sonoras, remixes, samples, roqueiros brincando de DJs). Ninguém melhor que o selo nova-iorquino DFA e esse super-hit de 2002 para provar isso. Não é à toa que chamavam isso de disco-punk.

 

RENATO COHEN - PONTAPÉ (Intec, 2002)

 

O segundo grande momento de orgulho nacional do ano. Apardinhada por Carl Cox, o maior DJ do mundo na época, essa locomotiva foi o maior hit techno do ano. E seguiu conduzindo pistas ao frenesi em 2003, 2004, 2005...

 

SEELENLUFT - MANILA (EWAN PEARSON REMIX) (Backyard, 2002)

 

Os grooves mais electro e mais descontraídos iam ocupando os espaços na pista. O nome Ewan Pearson ganhou projeção como representante de uma atitude sonora aberta, que podia abarcar house, rock, electro e pop. Pearson remixou quem pode: Depeche Mode, Franz Ferdinand, Chemical Brothers, Goldfrapp, The Rapture etc

 

TOMAZ & FILTERHEADZ - SUNSHINE (Intec, 2002)

 

Percussão semi-sambada, toques melódicos e vocais carnavalescos. A casa desmoronava... sempre. 

 

UNDERWORLD - TWO MONTHS OFF (Junior, 2002)

 

Com status de dinossauro já consolidado, os tios do Underworld mostraram aqui que ainda tinham bala na agulha. Sem pegar carona em nenhum modismo, fizeram o que sabiam fazer magnificamente: techno épico e melodioso, daqueles de olhar para o horizonte e sorrir. E a bala era boa.

 


 

2003

 

BEYONCÉ & JAY-Z - CRAZY IN LOVE (Columbia, 2003)

 

Resumgue se quiser, mas esse foi um dos momentos em que o hip hop/R&B mais acertou na veia. Os metais, sampleados de um hit dos anos 70 do Chi-Lites, o groove sinuoso, o vocal pimp de Jay-Z e a entrada triunfal da sua rainha. Matador.

 

BRYAN ZENTZ - D-CLASH (Intec, 2003)

 

Estouro do techno que aos ouvidos de hoje soa bem acelerado. Mas em 2003 não era. Por causa do tecladão a la "Good Life", tinha gente que chamava até de tech-house nessa época. Errado. Era techno clássico, e de primeira.

 

Um dos últimos instantes de glória do techno a la anos 90. 

 

Em três ou quatro anos, aconteceria o que foi talvez a maior migração musical em massa de que se tem notícia. Praticamente todos os figurões desse technão loopado, funky, casa dos 140 BPM (Umek, Valentino, Chris Liebing, Adam Beyer etc), mudaram a cara do seu som para se adaptar aos novos tempos.

 

CHROMEO - NEEDY GIRL (Vice, 2003)

 

Diversão musical mais que benvinda em uma cena que às vezes se leva a sério demais. Essa dupla canadense patenteou um electro cafajeste, embebido em anos 80, que fazia qualquer um suingar.

 

FREELAND - WE WANT YOUR SOUL (Maximise Profit, 2003)

 

Música eletrônica de protesto de um dos maestros do breakbeat. Um dedo médio em direção ao consumismo desenfreado conduzido por um robo-groove quebrado.

 

LFO - FREAK (Warp, 2003)

 

Falando em robo-groove, esta aqui veio sem aviso. Sim, porque ninguém esperava que o pioneiro LFO, de quem ninguém sabia o paradeiro, forjasse um dos hits do ano, um pancadão digital demente com direito a curto-circuito no final.

 

 

MATTHEW DEAR - DOG DAYS (Spectral Sound, 2003)

 

Cruzando elementos de minimal, deep, glitch e o que aqui chamaram de "jamanta house" (housão com um parafuso a menos), o americano Dear cravou seu primeiro hit de pista. E como iríamos ouvir falar dele: False, Audion, Jabberjaw, lançamentos pela Ghostly, Spectral Sound, Get Physical, M_nus...

 

SPEKTRUM - KINDA NEW (TIEFSCHWARZ REMIX) (Playhouse, 2003)

 

É difícil precisar (ou lembrar hehe) quando se começou a usar o termo electro-house para definir uma série de produções que eram house, mas com acabamento bastante eletrônico, firulas digitais e uma pegada sintética. Eu calculo que tenha sido entre 2002 e 2003, em meio a faixas de Ewan Pearson, Kiki, D Ramirez e dos irmãos Schwarz, que gravam como Tiefscwarz. Depois de anos gravando house mais tradicional, este foi seu primeiro hit na fase electro-house.

 

Leia mais: 2004-2006, 2007-2009DJs elegem suas favoritas da década

Camilo Rocha
Camilo Rocha (camilo @ rraurl.com)
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Top 100 Anos 00 2004-2006
20.12.09 22:026 comentários


ft_bombando


2004

 

ALTER EGO - ROCKER (Klang Elektronik, 2004)

 

E é aqui que o novo electro atingue seu pico de genialidade. A batida crispada, os sons de rádio sendo sintonizado, os esporros de guitarra e daí, euforia!, o banho sintético analógico. Uma música do tipo "fizeram e jogaram a forma fora". Nada parecido havia sido feito antes. Nada parecido foi feito depois. 

 

ANTHONY ROTHER - PUNKS (Datapunk, 2004)

 

A exaltação das criaturas da noite, que não "vivem na luz do dia", os punks marginalizados é o tema. Chegado num electro seco e sinistro, Rother fez fama com faixas eficientes e os tais "250 kg de equipamento" que levava toda vez que tocava ao vivo.

 

 

JORIS VOORN - INCIDENT (Sino, 2004)

 

O "Diabla" de 2004. Techno percussivo, daqueles que ninguém resiste. E aí chega o break, com um piano assertivo e cheio de sentimento, que o talentoso Joris foi buscar no remix do Underground Resistance para "Colour of Love", do Reese Project.

 

JUSTICE VS SIMIAN - NEVER BE ALONE (Gigolo, 2004)

 

Com vocal que lembrava banda de hard rock dos anos 80 e um jeito melodramático de ser, alguém apostaria que: a) seria um dos maiores hits da década; b) as duas partes envolvidas se tornariam gigantes do electro-pop em poucos anos?

 

LCD SOUNDSYSTEM - DAFT PUNK IS PLAYING IN MY HOUSE (DFA, 2004)

 

Em vias de virar uma das grandes bandas da década, o LCD não dava um passo em falso. Disco-punk, dance-rock, pós-punk groovado, e ainda por cima com letras engracadas, James Murphy e Pat Mahoney merecem toda adulação e confete que ganharam (e ainda ganham).

 

MICHAEL MAYER - LOVEFOOD (Kompakt, 2004)

 

Mayer e seu selo Kompakt já voavam alto em 2004, duas das marcas mais conceituadas da inovação eletrônica na década, arautos da nova pegada do techno.  Na suave "Lovefood", do seu álbum Touch, Mayer traz um lado mais chilled, menos pista e que ajudou a cementar sua reputação de artista inquieto e versátil.

 

MYLO - DROP THE PRESSURE (Breastfed, 2004)

 

2004 foi mesmo um grande ano. Para coroar essa fase próspera, o hit dos hits, que ligou os pontos entre electro, pop e house. Tá certo que foi tocada até não dar mais, mas não deixa que isso prejudique seu julgamento. "Drop The Pressure" é um clássico brilhante.

 

 

NATHAN FAKE - THE SKY WAS PINK (JAMES HOLDEN REMIX) (Border Community, 2004)

 

Nem só de Alemanha vivia o boom do novo minimalismo com batidinhas sujas. Na Inglaterra, um coletivo de excêntricos se formou ao redor do selo Border Community, de James Holden. Na pauta, experimentos com techno, minimal, house, glitchismos, trance, progressivo (o remix de JH tem 9m31s) e aquela névoa "shoegaze" herdada do rock de My Bloody Valentine e Slowdive.

 

PHONIQUE feat DIE EFFEN - THE RED DRESS (Dessous, 2004)

TIEFSCHWARZ & ERIC D'CLARK - BLOW (Gigolo, 2004)

 

"Your area on the dancefloor", dita "Blow". Essa área na verdade não era sua. Em 2004, ela era sim governada pelos irmãos Tiefschwarz, que assinaram coisas poderosas como essa duas músicas aqui.

 

 

2005

 

AME - REJ (Sonar Kollektiv, 2005)

 

Deep house sutil é um pleonasmo. Só que "Rej" consegue ser sutil e ao mesmo tempo se sobressair dos cardumes genéricos de deep sonífero. A culpa é do seu teclado percussivo, reconhecível a quilômetros de distância. E que fazia com que a faixa sentasse no meio de um set de minimal sem o menor problema.

 

BODYROX - YEAH YEAH (D RAMIREZ REMIX) (Eye Industries, 2005)

 

Electro-house que marca o momento em que o gênero comeca a tomar o rumo da bagaceirice. "Yeah Yeah" foi um mega-hit (esqueça a versão original, o que vale é o take de D Ramirez, em sua melhor forma), um dos últimos mega-hits decente do gênero. O riff de synth granulado é matador.

 

DIGITALISM - ZDARLIGHT (Kitsune, 2005)

 

Isso aqui apareceu como quem não queria nada, num vinil com um lado só. Como o Justice já denunciava em "Never Be Alone", tinha gente prestando muita atenção nos baixos synth-funk de Discover, do Daft Punk. E, assim como o Justice, o Digitalism ficou famoso demais. Mas, depois de tantas faixas e remixes, "Zdarlight" continua sendo um de seus momentos mais inspirados.

 

GNARLS BARKLEY - CRAZY (Warner, 2005)

 

Nem se enfiando numa caverna, você conseguia escapar dessa aqui em 2005. Soul moderno, mas que passava ao largo dos chavões R&B/dance/pop que dominaram o cenário mainstream nos últimos 10 anos. O Gnarls sumiu do mundo dos hits depois de "Crazy". Pura injustiça. Eles continuaram fazendo boa e interessante música longe dos holofotes. 

 

THE GOSSIP - STANDING IN THE WAY OF CONTROL (Kill Rock Stars, 2005)

 

Que garganta tem Beth Ditto, coisa de mulher corpulenta, como as divas disco de outros tempos tipo Loleatta Holloway e Martha Wash. A diferença é que Beth e o seu Gossip são brancos, indies e fazem pós-punk dançante. Quando a música tem um funk desse tamanho, alguém liga para esses detalhes?

 

 

HOT CHIP - OVER AND OVER (EMI, 2005)

 

Se os anos 00 assistiram ao triunfo do geek, nada mais justo que uma de suas bandas mais importantes fosse formada por eles. Quando apareceram com essa jóia cheia de firulas analógicas e um groove que de nerd não tinha nada, o mundo se abriu para eles.

 

THE KNIFE - SILENT SHOUT (Rabid, 2005)

ROYKSOPP - WHAT ELSE IS THERE? (TRENTEMOLLER REMIX) (Labels, 2005)

 

Que tal trance sem as batidas bombásticas ao fundo? "Silent Shout" soa como se alguém desenhasse nas teclas do sintetizador uma performance de patinação artística no gelo. Um dos singles que ajudou a colocar uma nova geração de pop eletrônico nórdico no mapa. Pops, sonhadores, eletrônicos, fãs de jogos de luz e sombra e ter alguns esqueletos no armário eram características desses escandinavos.

 

Quanto aos esqueletos do dinamarquês Trentemoller, melhor que fiquem bem guardados. Seu álbum The Last Resort ofereceu uma visão das bizarrices que podem existir ali. Mas ele sabia brincar sem causar susto também. E imagino que, numa pausa entre lavar a louça e fazer o café, correu para o estúdio e montou um dos remixes do ano. 

 

LINDSTROM - I FEEL SPACE (Feedelity, 2005)

 

E a invasão nórdica continuou...

 

Space disco existe, como conceito, desde os tempos de Moroder e Orlando Riva Sound, nos anos 70. Talvez influenciados por visões da aurora boreal, noruegueses como Lindstrom e Prins Thomas trouxeram a ideia para os dias atuais. "I Feel Space" é a música-manifesto dessa onda. 

 

Mas havia muito mais por trás disso. Lindstrom, Prins e Todd Terje trouxeram visibilidade para um movimento muito maior, de trazer sons mais orgânicos, de todos os tipos, de todas as épocas, de volta para as pistas. É a liberdade de poder tocar Rolling Stones ao lado de Faze Action. O que, por falta de nome melhor, passou a se chamar nu disco.

 

M.A.N.D.Y. vs BOOKA SHADE - BODY LANGUAGE (Get Physical, 2005)

 

Música límpida, elegante, o lado sofisticado do electro house. Um hit de proporções planetárias que, ao lado de "Mandarine Girl", firmou o Booka Shade como astros de primeira grandeza dos anos 00

 

OLIVER KOLETZKI - DER MUCKENSCHWARM (Cocoon, 2005)

 

Cheio de ganchos, um digno representante do som que ocupou as pistas a partir de meados da década, desde o inferninho do D-Edge até raves como Tribe e XXXPerience. Que som era esse? Um vira-lata de techno, house, minimal, trance e electro. Foi música que deixou bastante difícil a vida de quem curtia compartimentar a música eletrônica. Para esse imenso meio de campo, que incluia Koletzki, Lutzenkirchen, Vincenzo, John Dahlback, Argy, Gabriel Ananda e muitos outros, a música precisava apenas ser boa para dançar.

 

SKREAM - MIDNIGHT REQUEST LINE (TEMPA, 2005)

 

Dubstep põe o bloco na rua. Trata-se de um gênero mal compreendido e de difícil acesso, mas que recompensa bem o esforço de quem se aventura nele. Como explicou aqui Bruno Belluomini, "Midnight..." tem o status de "primeiro hit do gênero".  Synths gélidos, um clima de solidão e um grave que a caixa do seu computador nunca vai conseguir reproduzir. 

 

TODD TERJE - EURODANS (Full Pupp, 2005)

 

Todd Terje completa a trinca norueugesa discomaníaca essencial ao lado de Lindstrom e Prins Thomas. Terje sempre foi o mais pop do trio. Seu primeiro hit é assimilado sem o menor esforço pelo ouvido e pelos pés... e a vida passa ser maravilhosa. "Mas esse cara quer ser confundido com o Todd Terry [pioneiro da house]?" perguntavam. Alguns anos, edits, remixes e sets imprevisíveis depois (e graças a fraca memória clubber) só se fala em Terje, não em Terry.

 

 

2006

 

ELLEN ALLIEN & APPARAT - JET (Bpitch Control, 2006)

 

Uma ex-alemã ocidental mais um ex-alemão oriental, amantes de grooves tortos, cometem um dos melhores álbuns da década (e não falo só de música eletrônica, não). De Orchestra of Bubbles, "Jet" é uma das que tem mais propulsão para pista. 

 

GABRIEL ANANDA - DOPPELWHIPPER (Platzhirsch Schallplatten, 2006)

GUY GERBER & SHLOMI ABER - AFTER LOVE (Cocoon, 2006)

MARC HOULE - BAY OF FIGS (M_nus, 2006)

 

Diversos tons de grooves minimalistas. Foram estas músicas que botaram esses quatro nomes no hall da fama da pista de dança da segunda metade do milênio.

 

IN FLAGRANTI - BUSINESS ACUMEN (Codek, 2006)

 

Exilados do leste europeu em Nova York, essa dupla é PhD em disco, italo e grooves de tempos remotos. Daí eles pegam todo esse know-how e condensam em produções geniais como essa. A Kitsuné relançou "Business Acumen" em 2008 com remixes, mas o original continuou imbatível.

 

MASON - EXCEEDER (Middle of the Road, 2006)

 

Hit de electro-house logo iria virar coisa pra tocar na Jovem Pan. E é graças a músicas como "Exceeder" que isso foi possível. Mas, tirando toda essa carga de suas costas, não há como negar que seu poder de fogo é devastador.

 

PAUL WOODFORD pres BOBBY PERU - EROTIC DISCOURSE (2020 Vision, 2006)

 

Dos irreverentes Modeselektor ao hiteiro Axwell, o ping pong sintético de "Erotic Discourse" pegou todo mundo de jeito. O equivalente sonoro de uma máquina de pinball, feita para dar tilt na cabeça dos dançarinos.

 

PETER BJORN & JOHN - YOUNG FOLKS (Wichita, 2006)

 

Fofura isso aqui. Saltitante, leve, poderia estar num disco dos Beatles. E o primeiro hit de pista de qualidade a usar um assobio desde "The Whistle Song", do Frankie Knuckles, de 1991.

 

SIMIAN MOBILE DISCO - HUSTLER (Kitsuné, 2006)

 

E o Simian virou Simian Mobile Disco, um liquidificador da história da dance music, com riffs de house clássico, teclados trance, vocais de hip house e truques do electro. Como Daft Punk, Justice e Digitalism, viraram referência de música eletrônica para quem não conhece música eletrônica. E mesmo quem conhece não tem como negar a bacaneza de grooves como esse.


 

Leia mais: 2000-2003, 2007-2009, DJs elegem suas favoritas da década

Camilo Rocha
Camilo Rocha (camilo @ rraurl.com)
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Top 100 Anos 00 2007-2009
20.12.09 22:017 comentários

ft_pesnochao

 

2007


AEROPLANE - CARAMELLAS (Eskimo, 2007) 

 

"Caramellas" mostrou que da janelinha do Aeroplane o céu é azul, as nuvens esparsas e a paisagem verde e vistosa. Foi graças a músicas assim, cheias de pensamento positivo e sonhador, que se resgatou o termo "balearic", usado para sons ensolarados que se ouvem em Ibiza. O Aeroplane nunca mais voltou ao solo depois dessa.

 

 

AMY WINEHOUSE - TEARS DRY ON THEIR OWN (AL USHER REMIX) (Universal, 2007) 

 

Não ia conseguir fazer uma lista da década sem uma de suas maiores vozes. Parceiro de Ewan Pearson, Al Usher dá um reforço a la disco da Philadelphia na melhor música do álbum Back To Black.

 

BURIAL - ARCHANGEL (Hyperdub, 2007) 

 

Quem diria, existem anjos nas profundezas. O inglês Burial conseguiu uma proeza com seu álbum Untrue: levar o dubstep para ouvidos fora do nicho. Com influências de soul, criou um som que foi o equivalente dubstep do Massive Attack e acabou com o álbum entre os melhores de 2007.

 

COBBLESTONE JAZZ - W (Wagon Repair, 2007)

 

Tech-house tranceado do celebrado projeto de Matthew Jonson, do também celebrado álbum 23 Seconds. Elevação espiritual pontuada por um vocoder tristinho, quase infantil. O groove marcha sem descanso. Sublime.

 

CUT COPY - HEARTS ON FIRE (Modular, 2007)

 

Os anos 80 pegaram forte em vários setores. E da Austrália veio esse pessoal, com vocal canastrão tipo new romantic e teclado de house fervido, cravando um dos hits do ano. Seu selo Modular foi casa de vários bons nomes de electro-pop-rock como New Young Pony Club, Presets e Ladyhawke.

 

GUI BORATTO - BEAUTIFUL LIFE (Kompakt, 2007)

 

Preciso chover no molhado? O produtor brasileiro mais conhecido do mundo. Remixou Goldfrapp e Pet Shop Boys. Minimal melódico que agradou as massas.

 

JUSTICE - D.A.N.C.E. (Ed Banger, 2007)

THE KLAXONS - GRAVITY'S RAINBOW (SOULWAX REMIX) (Rinse, 2007)

 

Com seu coro infantil, "D.A.N.C.E" era a música que faltava para fazer do Justice um nomão, do tipo que toca no Coachella e tem como fãs caras como Anthony Kiedis. Pop moderno e estiloso com um vídeo sensacional (encheu o saco depois, mas essa é a sina de tanta música boa...).

 

Mas tirando esse momento doçura, o Justice queria mesmo era ser o heavy metal da música eletrônica. Seu disco Cross era cheio de barulho e distorção digital. Era o começo do maximal, rótulo irônico que tirava sarro do minimal. Claro, o maximal era sua antítese, buscava a catarse através da avalanche sonora.

 

Outro porta-bandeira do maximal foi o Soulwax, banda alter ego dos 2Many DJs (que no começo da década popularizaram a cultura mash-up vale-tudo). Quando desencanva de bater cabeça, o Soulwax fazia remixes de categoria, como esse para os Klaxons.

 

 

MODESELEKTOR - SUCKER PIN (BPitch Control, 2007)

NÔZE - REMEMBER LOVE (My Best Friend, 2007) 

 

Dois dos artistas mais imprevisíveis e palhaços da música eletrônica nesses dez anos. Impossível catalogar, ouça cada música com a mente aberta, sem saber o que esperar.

 

O Modeselektor fez um par de álbuns elogiados, Hello Mom e Happy Birthday. É deste último que vem o groove venenoso e serrilhado de "Sucker Pin". O Nôze é ainda mais arruaceiro. Até na ótima "Remember Love", que é romântica e mais "convencional", dá pra sentir a subcorrente da bizarrice em ação.

 

 

PAUL KALKBRENNER - ALTES KAMUFFEL (Bpitch Control, 2007)

 

Respeitadíssimo nome da cena berlinense, Kalkbrenner tem esse techno épico e grandioso como um dos seus pontos altos. Está na trilha de Berlin Calling, filme que se passa na cena dos clubes da cidade que virou a meca alternativa do novo milênio. Kalkbrenner é um dos atores.

 

STILL GOING - STILL GOING THEME (DFA, 2007)

 

A DFA se recicla com faixas como esta. Enquanto isso, os donos, James Murphy e Pat Mahoney, do LCD, lançam um elogiado mix para a série da Fabric que é pura disco. Mais sobre isso em 2008.

 

 

2008

 

AIR FRANCE - JUNE EVENINGS (Something in Construction, 2008)

 

Música de sonho vinda da Suécia, pródiga em coisas bonitinhas assim. Aqui não é preciso falar de cena ou contexto, é música inspiradora e ponto. Em 2008, ano fraco para a música, é uma dádiva dos céus.

 

AJELLO - MOODY BANG (TENSNAKE REMIX) (Youngoods, 2008)

 

Em 2008, nu disco já era um movimento reconhecido. Também, como ignorar a qualidade de faixas como essa, envolvendo dois nomes de prestígio da cena, os italianos do Ajello e o alemão Tensnake. São melodias assim que fizeram sets de barulhinhos e batidas lineares perderem a graça para muita gente.

 

 

THE BUG / WARRIOR QUEEN - POISON DART (Ninja Tune, 2008)

 

Os baixos do The Bug vieram mastigando seu caminho pela cena dubstep até dar nisso: um arrasta-pé tranqueira com uma MC endemoniada conclamando à batalha. 

 

ESTELLE feat KANYE WEST - AMERICAN BOY (Atlantic, 2008)

 

Na onda de vocalistas de neo-soul (Amy, Adele, Duffy) Estelle preferiu ser menos retrô no acabamento sonoro. Já deu a largada com amigo VIP. Mas mesmo a presença de Kanye não transformou esse delicioso sucesso em baba R&B manufaturada. Nem o auto-tune, o infame efeito vocal usado e abusado nos anos 00, deu as caras.

 

FRIENDLY FIRES feat AU REVOIR SIMONE - PARIS (AEROPLANE REMIX) (XL, 2008)

 

A carteira de remixes do Aeroplane já inchava em 2008. Não é à toa quando se ouve coisas como essa aqui. Eles conseguem pegar uma original boa, mudar o gênero musical de rock para prog-disco-house e deixa-lá ainda melhor. 

 

GANG GANG DANCE - HOUSE JAM (Warp, 2008)

 

Um dos grandes álbuns ignorados de 2008 foi Saint Dymphna, do GGD. "House Jam" mostra porque vale conhecer: entre orgânico e sintético, entre pop e esquisito, é o som da Kate Bush para os tempos atuais. Espero estar em 2012 (o Apocalipse permitindo) neste mesmo espaço falando sobre os filhotes de Gang Gang Dance.

 

HERCULES & LOVE AFFAIR - BLIND (DFA, 2008)

 

THE JUAN MACLEAN - HAPPY HOUSE (DFA, 2008)

 

Se alguém apostou que a DFA iria se resumir a LCD Soundsystem e alguns nomes menores, ficou devendo dinheiro. Dois hits continentais saíram de lá em 2008 e confirmaram a rota pós-disco-punk já apontada por "Still Going Theme", do Still Going. As instruções eram simples: voltar às raízes da pista, disco e house. 

 

 

MGMT - KIDS (Columbia, 2008)

 

Quase uma canção de ninar tocada em órgãos cremosos e cantada por vozes que poderiam estar no primeiro álbum do Pink Floyd (o que tem Syd Barrett). Uma pérola de psicodelia-pop-dançante.

 

 

2009

 

BOTTIN - NO STATIC (Italians Do It Better, 2009)

 

Italo-disco foi uma influência chave na década, começando lá atrás com o resgate de Alexander Robotnick feito por The Hacker & Miss Kittin. Em 2007, surgiu um selo que era devoto fervoroso do som italiano dos anos 80, o (americano) Italians Do It Better. O (italiano) Bottin foi um de seus lançamentos mais perfeitos. Bottin lançaria um boníssimo álbum de estreia pelo selo Bear Funk, Horror Disco.

 

LA ROUX - IN FOR THE KILL (SKREAM REMIX) (Kitsuné, 2009)

JOY ORBINSON - HYPH MNGO (Hotflush, 2009)

 

Aos poucos, o dubstep vai formando um portfólio de hits. O que Skream faz com La Roux, não se deixando intimidar pela força e formato do original, é uma obra-prima de tensão e utilização do espaço no som. Lá pela metade, a faixa vira um monstro.

 

Joy Orbinson, trocadilhos infames no nome à parte, cometeu um dos sucessos de pista do ano na Inglaterra, independentemente do gênero. A impronunciável "Hyph Mngo" fornece finalmente o elo perdido entre dubstep e house.

 

TENSNAKE - HOLDING BACK MY LOVE (Running Back, 2009)

 

Ninguém conseguiu tocar mais fundo que Tensnake esse ano. E sempre fugindo do óbvio. A batida é lenta, os teclados deep entram aos poucos, o vocal é austero, mas cada sonoridade é tão irresistível que você se acomoda, entra no clima e espera. E espera. A recompensa vem mais adiante quando o arranjo atinge o orgasmo. E você fica com a sensação de que ouviu a música mais bonita de sua vida.

 

TONY LIONNI - FOUND A PLACE (Ostgut Tontrager, 2009)

 

Entra década, sai década, e sempre vai haver lugar para pianos na pista de dança. E quando eles vem assim, cheios de força, marcando riffs eufóricos, então... Esta foi tirada de um EP lançado pelo notório clube Berghain, de Berlim.

 

WHOMADEWHO - KEEP IN MY PLANE (REVERSO 68 REMIX) (Gomma, 2009)

 

O projeto de Tomas Barfod ganha muitos pontos ao ser retrabalhado pelo projeto de Pete Herbert e Phil Mison. A levada fica mais solta, entram teclados a la Pet Shop Boys e a melodia sempre vai em busca das alturas. Contraponto perfeito para o vocal blasé do original.

 

WOOLFY - THE WAREHOUSE (Rong Music/DFA, 2009)

 

Quem acha que "low BPM" é Oliver Giacomotto é porque não ouviu a pegada slo-mo disco de caras como Revenge e Loud E. O Woolfy, da Califórnia, oferece sua contribuição ao tema, tirada do incrível álbum If You Know What's Good For Ya!, destaque de 2009.

 

 

YEAH YEAH YEAHS - ZERO (Interscope, 2009)

 

Um dos singles mais potentes do fim da década. "Zero" mostra como foi acertada a decisão de Karen O e cia. de investir em sintetizadores no seu álbum It's Blitz. A voz notívaga de Karen é carregada por teclados que parecem gravados dentro de uma catedral. A experiência é, de fato, celestial.

 


 

LISTA DE ESPERA... AS QUE QUASE ENTRARAM

 

6th BOROUGH PROJECT - DO IT TO THE MAX (Instruments of Rapture, 2009) 

ALDEN TYRELL - DISCO LUNAR MOBILE (Clone, 2004) 

AUDION - MOUTH TO MOUTH (Spectral Sound, 2006)

AZARI & III - HUNGRY FOR THE POWER (I'm A Cliche, 2009) 

CLAUDE VON STROKE - WHO`S AFRAID OF DETROIT (Dirtybird, 2006) 

 

DOLLE JOLLE - BALEARIC INCARNATION (TODD TERJE REMIX) (Permanent Vacation, 2008) 

ELEKTROCHEMIE - WHEN I ROCK (Confused, 2000) 

FC KAHUNA - GLITTERBALL (City Rockers, 2002) 

FELIX THE HOUSECAT feat MISS KITTEN - SILVER SCREEN (LAURENT GARNIER REMIX) (City Rockers, 2001)

 

FUTURE LOOP FOUNDATION - THE SEA AND THE SKY (PADDED CELL REMIX) (Louisiana, 2007) 

GREEN VELVET - LA LA LAND (Relief, 2001) 

LE DUST SUCKER - MANDATE MY ASS (Carbon, 2003) 

LINDSTROM - THE CONTEMPORARY FIX (Feedelity, 2007)   

MATTHEW DEAR - POM POM (Ghostly International, 2008) 

 

MISSY ELLIOTT - WORK IT (Elektra, 2002) 

NEGO MOÇAMBIQUE - GIL PARA B-BOYS (Segundo, 2005) 

NEW ORDER - CRYSTAL (LEE COMBS REMIX) (London, 2001) 

PETE HERBERT - YO DRUMS (Maxi Disccs, 2009)

REX THE DOG - PROTOTYPE (Kompakt, 2004) 

 

SASHA - MONGOOSE (EmFire, 2007) 

SOLID GROOVE - THIS IS SICK (Front Room, 2005)

SHARON PHILLIPS - WANT 2 / NEED 2 (TRENTEMOLLER REMIX) (Brickhouse, 2005) 

SNEAK THIEF - MY SULLEN MISTRESS (Klakson, 2007) 

SYCLOPS - WHERE'S JASONS'S K (DFA, 2008) 

 

TEPR - MINUIT JACUZZI (DATA REMIX) (Wall of Sound, 2007)

TIGA - PLEASURE WAS THE BASS (Different, 2004) 

TOMAS ANDERSON - WASHING UP (TIGA REMIX) (BPitch Control, 2005) 

VALENTINO KANZYANI - HOUSE SOUL (Intec, 2001) 

 

Leia mais: 2000-20032004-2006DJs elegem suas favoritas da década

Camilo Rocha
Camilo Rocha (camilo @ rraurl.com)
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UPDATE #2 Anos 00 - Os DJs elegem suas favoritas
20.12.09 22:0027 comentários

ft_mixerbotoes

 

Marky no MSN: "Preciso te ligar". O telefone toca: "Posso colocar onze? Como é difícil fazer isso! Mas mano, foi divertido pra caramba." Já Jota Wagner, da Colors, brincou: "Meu, você me fudeu. Tô com dor no coração de ter deixando um mooonte de fora." O Nedu Lopes, nunca querendo ficar muito tempo longe do mixer, perguntou: "Quer que grave um set com elas?" (falei que não precisava, mas porquê não? Manda ver, Nedu!)

 

Alguns demoraram semanas para entregar, outros fizeram em menos de uma hora. Agradeço a todos pela paciência e colaboração

 

Foi uma maneira de compensar um pouco as falhas da minha lista e de dividir um pouco a responsa. Veja o que os DJs elegeram, cada um dentro de seu estilo.

 

ZEGON TOP 10 HIP HOP

Mais sobre Zegon aqui

 

M.O.P. - Ante Up (Loud Records, 2001)

Dead Prez - It's Bigger Than Hip-Hop (Epic, 2000)

Jay Lib -The Red (Stones Throw, 2003)

Jurrassic 5 - What's Golden (Interscope Records, 2002)

The Beatnuts - Duck Season (feat. Al Tario) (Sequence Records, 2002)

M.I.A. - Paper Planes (Interscope Records, 2007)

The Liks - Anotha Round (Loud Records, 2001)

Wildchild - Kianna (instrumental) (Stones Throw, 2004)

Outkast - Hey Ya (Arista, 2004)

Jay Z - 99 Problems (Roc-A-Fella Records, 2004)

 

RAFAEL MORAES (NOMUMBAH) TOP 10 DEEP HOUSE

Mais sobre Rafael Moraes aqui

 

Linkwood Family – Miles Away (Firecracker Recordings, 2004)

Slam Mode / Jerome Sydenham And Kerri Chandler - Rising The Sun (Ibadan, 2004)

Moodymann - Shades Of Jae (Peacefrog Records, 2004)

Henrik Schwarz “Leave My Head Alone Brain” (Sunday Music, 2005)

Âme - Rej (Sonar Kollektiv, Innervisions,  2005)

Mr. V - Jus Dance (Cosmic Ritual Dub) (Vega Records, 2005)

Ron Trent & Chez Damier - Morning Factory (Prescription, 2005)

Ben Westbeech - So Good Today (Yoruba Soul Remix) (Brownswood Recordings, 2006)

Larry Heard Presents Mr. White - The Sun Can't Compare (Alleviated Records, 2006)

Télépopmusik - Abicah Soul  (Dennis Ferrer Remix) (Objektivity, 2007)

 

NOVO! ELI IWASA - TOP 10 MINIMAL TECHNO

Mais sobre Eli Iwasa aqui

 

Lucien n ' Luciano - Stone Age (Cadenza, 2004)

Ricardo Villalobos - Dexter (Playhouse, 2003)

Bug vs Hawtin - Low Blow (M_nus, 2002)

Afuken - Quebec Nightclub (Perlon, 2001)

Matthew Dear - Dog Days (Spectral Sound, 2003)

John Tejada - Mono on Mono (Palette, 2004)

Nathan Fake - The Sky was Pink (Holden remix) (Border Community, 2004)

Alter Ego - Daktari (Robag Wruhme's Handkäs Mit Musikk Remixx) (Klang Elektronik, 2004)

Mathew Jonson - Decompression (M_nus, 2004)

Dominik Eulberg - Gasthof "Zum satten Bas" (Frühshopper mix) (Trapez, 2005)

 

MARKY & ANDY - TOP 10 + 1 DRUM'NBASS

Mais sobre Marky aqui e Andy aqui

 

Marcus Intalex & ST Files - Universe (Metalheadz, 2000)

Bad Company - Planet Dust (Prototype, 2001)

DJ Marky & XRS - LK (V Recordings, 2002)

Pendulum - Vault (31 Records, 2003)

Marcus Intalex,ST Files & High Contrast - 3AM (Soul:r, 2003)

DJ Zinc - Ska (True Playaz, 2004)

Sub Focus - X Ray (Ram Records, 2005)

DJ Die & Clipz - Number One (Full Cycle] 2006

TC - Evolution LP (D-Style, 2007)

Hazard-Machete Bass E.P (Playaz, 2008)

Lynx & Kemo-The Raw Thuth LP (Soul:r, 2009)

 

MARCIO VERMELHO - TOP 10 DISCO-PUNK

Mais sobre Marcio Vermelho aqui

 

LCD Soundsystem - Losing My Edge (Output, 2002)

The Rapture - House Of Jealous Lovers (DFA, 2002)

!!! - Me And Giuliani Down By The School Yard (A True Story) (Warp, 2003)

Spektrum - Freakbox (Playhouse, 2003)

Joakim - Minimum Of Life (Versatile, 2003)

Black Leotard Front - Casual Friday (DFA, 2004)

Manhead - Birth, School, Work, Death (Relish, 2004)

Hot Chip - Over And Over (Astralwerks, 2006)

Walter Meego - Forever - Escort Remix (Almost Gold, 2008)

The Juan Maclean - Happy House (DFA, 2008)

 

MAGAL - TOP 10 ELECTRO-TECHNO

Mais sobre Magal aqui

 

Dave Clarke – Way Of Life (Skint, 2003)

Vitalic- Poney Part 2 (Gigolo, 2001)

David Carretta – Punishiment Song (Gigolo, 2001)

Cabaret Voltaire – Yashar (Alter Ego Remix) (NovaMute, 2003)

Mike Dehnert - Minimun (Fachwerk, 2008)

Klockworks (Ben Klock) – Pulse (Klockworks, 2008)

Trentemoller - Rykketid (Cassagrande, 2006)

Anthony Rother - Dreampeople (Psi49net, 2003)

A Guy Called Gerald – In Ya Head (Perlon, 2008)

Ellen Allien – Magma (BPitch Control, 2005)

Audion – Just Fucking (Roman Flugel’s 23 Positions In A One Stand Remix) (Spectral Sound, 2005)

 

NEDU LOPES - TOP 10 NU SCHOOL BREAKS

Mais sobre Nedu Lopes aqui

 

Stanton Warriors - Precinct (Plump DJs mix) (Punks, 2009)

DJ Deekline & Ed Solo - Handz Up (Hot Cakes, 2008)

Krafty Kuts & DJ Icey - Through the Door (Super Charged, 2007)

The Prodigy vs. Deekline feat. Top Cat - Outta Space VIP

Pendulum feat. The Freestylers - Fasten Your Seatbelt (Breakbeat Kaos, 2005)

The Breakfastaz - Spit It Out (Cyberfunk, 2004)

Shut Up And Dance and DJ Hype - Reclaim the Streets (SUAD, 2003)

Hi Grade - The Jug (Bingo Beats, 2002)

Uberzone - Bounce (Rennie Pilgrem and Blim Remix) (Astralwerks, 2001)

DJ Zinc - 138 Trek (Phaze:One, 2000)

 

LUCIO MORAIS (DATABASE) - TOP 10 MAXIMAL

Mais sobre Database aqui

 

Groove Armada - Superstylin' (Pepper, 2001)

Daft Punk - Robot Rock (Virgin, 2005)

Justice - Waters Of Nazareth (Ed Banger, 2005)

Basement Jaxx - Where's Your Head At (XL, 2001)

MSTRKRFT - Street Justice (Modular, 2007)

Yelle - A Cause Des Garçons (Tepr Remix) (Kitsuné, 2007)

The Chemical Brothers - Do It Again (Virgin, 2007)

Mylo - Drop The Pressure (Breastfed, 2004)

The Klaxons - Gravitys Rainbow (Soulwax Remix) (Rinse, 2007)

Armand Van Helden & Dizzee Racal - Bonkers (Dirtee Stank, 2009)

 

FLAVIA DURANTE (POPSCENE) - TOP 10 ROCK DE PISTA

Mais sobre Flavia Durante aqui

 

The Rapture - House of Jealous Lovers (DFA, 2002)

The Strokes - Reptilia (Rough Trade, 2003)

Hot Hot Heat - Bandages

Franz Ferdinand - This Fire

The Killers - Somebody Told Me

The Gossip - Standing in the Way of Control (Kill Rock Stars, 2005)

Peter, Bjorn & John - Young Folks (Wichita, 2006)

Libertines - Can't Stand Me Now

Klaxons - Gravity's Rainbow (Rinse, 2007)

Clap Your Hands Say Yeah - The Skin of My Yellow Country Teeth

 

JOTA WAGNER (COLORS) - TOP 10 HOUSE HOUSE

Mais sobre Jota Wagner aqui

 

Solar House - Got 2 B U (Dennis Ferrer Remix) (Large, 2001)

Q-burns Abstract Message - Innocent (Nrk, 2002)

Layo & Bushwacka - Love Story (XL, 2002)

Mark Farina - Radio (Om Record, 2002)

The Supermen Lovers - Hard Stuff (Ernest Saint Laurent Mix) (BMG, 2002)

Martin Solveig - I'm a Good Man (Defected, 2004)

Chicken Lips - Do It Proper (Justin Robinson rmx) (Azuli Black, 2004)

Spiller - Jumbo (Nano, 2006)

Machines Don't Care - Afrojacker (Ministry Of Sound, 2008)

Audio Soul Project - Song For Fred (NRK, 2009)

 

BRUNO BELLUOMINI - TOP 10 DUBSTEP

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Joy Orbison - Hyph Mngo (Hotflush, 2009)

La Roux - In For The Kill (Skream Remix) (Kitsuné, 2009)

2562 - Techno Dread (Tectonic, 2008)

Joker & Rustie - Play Doe (Kapsize, 2008)

Benga & Coki - Night (Tempa, 2007)

Digital Mystikz feat. Spen G - Anti War Dub (DMZ, 2006)

Skream - Midnight Request Line (Tempa, 2005)

Toasty - The Knowledge (Hotflush, 2004)

Ghost - Lyrical Tempo (Ghost, 2001)

Groove Chronicles - Stone Cold (Groove Chronicles, 2001)

 

DJ JACK - TOP 10 TRANCE/PROGRESSIVE

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Marco V - Tolerance (ID&T, 2000)

DJ Scot Project - Overdrive (Overdose, 2001)

Kai Tracid - 4 Just 1 Day (Tracid Traxxx, 2002)

Paul van Dyk - Nothing But You (Vandit, 2003)

Filterheadz - Yimanya (ID&T, 2004)

Gabriel & Dresden - Arcadia (Eletronic Elements, 2005)

Club Scene Investigatores - Direct Dizko (Sander van Doorn Remix) (Spinnin'Records, 2006)

Antidote - Transcentral (Elektrotech Mix) (Progrez, 2007)

Orkidea - God's Garden (AVA Recordings, 2008)

Marcus Schossow - From My Heart (Original Mix) (Tone Diary Recordings, 2009)

 

FELÍCIO MARMITEX - TOP 10 FIDGET HOUSE & CRACK HOUSE

Mais sobre Felício Marmitex aqui

 

Switch – Get Ya Dub On (Freerange, 2003)

Jesse Rose – Touch My Horn (Crookers Remix) (Dubsided, 2009)

DJ Zinc – Killa Sound (Bingo Bass, 2009)

Machines Don’t Care – Drop It To The Floor (Machines Don't Care, 2008)

Hi Jack – Keep It Real (Potty Mouth, 2009)

DJ Zinc & Dave Spoon – Ghost Train (Lee Mortimer Remix) (Television, 2009)

RQM - Miss Pacman (Oliver $ Remix) (Exploited, 2008)

Jackmaster & Metalzone - Diva Disaster (Acid Jacks Brooklyn Prima Donna Mix) (Idiot House, 2008)

Trevor Loveys feat Miss L – Twang (MR, 2009)

Turbo Trio – Balança (Killer On The Dancefloor Remix) (sem selo, 2009)

 

Veja mais: 2000-2003, 2004-2006, 2007-2009

Camilo Rocha
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Hits do YouTube 4 - Fernando Silver City
15.12.09 18:182 comentários

O fim de ano e fim de década estão aí. Nos próximos dias, têm boas surpresas de fim de ano no Bate-Estaca. Aguarde!
Mas antes vamos ao último Hits do YouTube de 2009. Dessa vez quem escolhe cinco vídeos é Fernando Pulichino, conhecido por seu trabalho no Silver City e 2020 Soundsystem e que de uns tempos para cá tem feito um ótimo trabalho solo (a versão dele para "Kick In the Eye", do Bauhaus, é espetacular).
Entre seus lançamentos mais recentes está "Scarecrows", som de classe que sai pela Redux e tem remix de Ilija Rudman; um remix para Stevie Kotey e Bottin pelo selo Bearfunk; e outro remix para KZA (do projeto Force of Nature) no selo japonês Endless Flight. 
Sem falar que há dois meses saiu o novo álbum do 2020 Soundsystem, Falling. Com o 2020, Fernando excursionou um monte pela Europa e EUA. Em 2010, o projeto deve ter várias datas na América do Sul.
Tá bom ou quer mais?
Então vamos aos vídeos. Fernando comenta:


Grande versão ao vivo. Uma das melhores do Cure

The Cure - A Night Like This (ao vivo)

 

 

A democracia de volta à Argentina. O melhor momento musical de Charly Garcia

Charly Garcia - No Soy Un Extraño

 

 

Apesar de preferir Bowie nos anos 70, esse é o show com melhor som de todos os tempos!!! Impecável.

David Bowie - Ashes to Ashes (ao vivo na BBC)

 

 

O primeiro vídeo que vi no YouTube. Ainda um dos meus preferidos.


Demonstração de funk slap bass

 

 

Herbie e os Headhunters destruindo.

 

Herbie Hancock & The Headhunters - Chameleon (ao vivo)

 

Camilo Rocha
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Dica de groove: baixos que descem
12.12.09 11:283 comentários

Aprenda um bom truque para a hora que estiver coçando a cabeça tentando acertar o groove de uma faixa no estúdio.

 

(para a grande maioria que não produz, por favor ouça e confirme).

 

Falo do poder que linhas de baixo "descendentes", que "caem" de um acorde menor para outro, tem no seu inofensivo corpinho dançarino. É groove que soa carregado de emoção e profundidade.

 

O passado tem dois exemplos magníficos dessa prática.

 

O primeiro é essa produção de 1987, de Tommy Musto e Lenny Dee, caras que pegaram a house music no colo em Nova York.

 

Fallout - The Morning After

 

 

Essa próxima é italiana. Ouça e chute o ano. Veja aqui se acertou. Uma dica: era tocada muito por Larry Levan, no mítico Paradise Garage, em Nova York.

 

Jago - I'm Going To Go

 

Camilo Rocha
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