FELIZ 2009... RECESSO E REVIVAL
31.12.08 15:154 comentários
Que ano! Que ano? Sinceramente, 2008 não vai entrar para a história como uma das melhores safras da história.
É claro que pra quem fuça (e tem que fuçar,viu!) sempre se acha muita coisa boa. Mas essas músicas incríveis definitvamente não estavam óbvias. Muito mais fácil era cruzar com genéricos. Esse sim, estvam em abundância.
E um ano para ser especialmente bom (tipo 1977, 1982, 1988, 1992, 2001, 2007) tem que ter música excelente brotando nas rachaduras da calçada. Tipo você tropeça nela por onde passa.
Talvez foi por isso que vimos essa explosão de edits de músicas velhas e sets incorporando clássicos e, um fato preocupante, centenas de DJs incapazes de mover uma pista sem puxar da manga aquelas cinco ou seis testadas e aprovadas pelas multidões.
Mas enfim, que venha 2009. desejo um ano com tudo do bom e do melhor para todos. Dia 12/1 o blog volta do recesso.
Enquanto isso, fica aqui uma pequena seleção dos destaques musicais do ano.
30 FAIXAS
THE BUG/WARRIOR QUEEN - Poison Dart
BENGA - Electro Scratch
AMADOU & MARIAM - Sabali
GANG GANG DANCE - House Jam
SIOPIS - Penny From the Lane
FERNANDO (SILVER CITY) - Kick In the Eye
HERCULES & LOVE AFFAIR - Blind
RUNAWAY - Brooklyn Club Jam
WALTER JONES - A.I.P.
THE JUAN MACLEAN - Happy House
INAQUI MARIN - Lucinose
THOMAS SCHUMACHER - Picanha
HUGO - The Siren
MEMET - Yoko
MARC HOULE - Meatier Shower
BOSTRO PESOPEO - Falls
EINE KLEIN NACHT MUSIC - La Serenissima
AJELLO - Dolphy
MATTHEW DEAR - Sound and Vision
ESTELLE - American Boy
BLACK KIDS - Hurricane Jane
LITTLE BOOTS - Stuck On Repeat
LYKKE LI - I'm Good, I'm Gone
AIR FRANCE - June Evenings
MGMT - Kids
JAMIE JONES & SIMON BAKER - Kaskazi
RICHARD BARTZ - Diamond Girl
KERRI CHANDLER - Fortran
OSBORNE - Downtown
DUFFY - Mercy
ÁLBUNS
CUT COPY - In Ghost Colours
MGMT - Oracular Spectacular
VAMPIRE WEEKEND
REM - Accelerate
HERCULES & LOVE AFFAIR
GNARLS BARKLEY - The Odd Couple
MOTORCITYSOUL - Technique
QUIET VILLAGE - Silent Movie
PORTISHEAD - Third
AMADOU & MARIAM - Welcome to Mali
COLETÂNEAS
VÁRIOS - Le Disco Tele Music Remixed
BETTY BOTOX - Mmm Betty
VÁRIOS - Life Beyond Mars (covers do Bowie)
VÁRIOS - R&S - In Order To Dance
GREG WILSON - Greg Wilson's 2020 Vision
VÁRIOS - Funky Nassau: The Compass Point Story 1980-1986
VÁRIOS - Disco Italia: Essential Italo Disco Classics 1977 - 1985
BASIC CHANNEL - BCD-2
METRO AREA - Fabric 43
JOY DIVISION - The Best of
EDITS/REMIXES
PHIL COLLINS - I'm Not Moving (Idjut Boys Remix)
DOLLE JOLLE - Balearic Incarnation (Todd Terje Remix)
CHIC - I Want Your Love (Todd Terje Edit)
AJELLO - Moody Bang (Tensnake Remix)
MATTHEW DEAR - Pom Pom (Juan Maclean remix)
GOLDEN BUG - LookLookLook (Inflagranti remix)
SETY - Mogane (Guillaume & the Counts remix)
MORGAN GEIST - Detroit (Carl Craig remix)
COLE MEDINA - Love You Inside Out (Pinches Mix)
DAVID RUBATO - Circuit (Siriusmo Remix)
É claro que pra quem fuça (e tem que fuçar,viu!) sempre se acha muita coisa boa. Mas essas músicas incríveis definitvamente não estavam óbvias. Muito mais fácil era cruzar com genéricos. Esse sim, estvam em abundância.
E um ano para ser especialmente bom (tipo 1977, 1982, 1988, 1992, 2001, 2007) tem que ter música excelente brotando nas rachaduras da calçada. Tipo você tropeça nela por onde passa.
Talvez foi por isso que vimos essa explosão de edits de músicas velhas e sets incorporando clássicos e, um fato preocupante, centenas de DJs incapazes de mover uma pista sem puxar da manga aquelas cinco ou seis testadas e aprovadas pelas multidões.
Mas enfim, que venha 2009. desejo um ano com tudo do bom e do melhor para todos. Dia 12/1 o blog volta do recesso.
Enquanto isso, fica aqui uma pequena seleção dos destaques musicais do ano.
30 FAIXAS
THE BUG/WARRIOR QUEEN - Poison Dart
BENGA - Electro Scratch
AMADOU & MARIAM - Sabali
GANG GANG DANCE - House Jam
SIOPIS - Penny From the Lane
FERNANDO (SILVER CITY) - Kick In the Eye
HERCULES & LOVE AFFAIR - Blind
RUNAWAY - Brooklyn Club Jam
WALTER JONES - A.I.P.
THE JUAN MACLEAN - Happy House
INAQUI MARIN - Lucinose
THOMAS SCHUMACHER - Picanha
HUGO - The Siren
MEMET - Yoko
MARC HOULE - Meatier Shower
BOSTRO PESOPEO - Falls
EINE KLEIN NACHT MUSIC - La Serenissima
AJELLO - Dolphy
MATTHEW DEAR - Sound and Vision
ESTELLE - American Boy
BLACK KIDS - Hurricane Jane
LITTLE BOOTS - Stuck On Repeat
LYKKE LI - I'm Good, I'm Gone
AIR FRANCE - June Evenings
MGMT - Kids
JAMIE JONES & SIMON BAKER - Kaskazi
RICHARD BARTZ - Diamond Girl
KERRI CHANDLER - Fortran
OSBORNE - Downtown
DUFFY - Mercy
ÁLBUNS
CUT COPY - In Ghost Colours
MGMT - Oracular Spectacular
VAMPIRE WEEKEND
REM - Accelerate
HERCULES & LOVE AFFAIR
GNARLS BARKLEY - The Odd Couple
MOTORCITYSOUL - Technique
QUIET VILLAGE - Silent Movie
PORTISHEAD - Third
AMADOU & MARIAM - Welcome to Mali
COLETÂNEAS
VÁRIOS - Le Disco Tele Music Remixed
BETTY BOTOX - Mmm Betty
VÁRIOS - Life Beyond Mars (covers do Bowie)
VÁRIOS - R&S - In Order To Dance
GREG WILSON - Greg Wilson's 2020 Vision
VÁRIOS - Funky Nassau: The Compass Point Story 1980-1986
VÁRIOS - Disco Italia: Essential Italo Disco Classics 1977 - 1985
BASIC CHANNEL - BCD-2
METRO AREA - Fabric 43
JOY DIVISION - The Best of
EDITS/REMIXES
PHIL COLLINS - I'm Not Moving (Idjut Boys Remix)
DOLLE JOLLE - Balearic Incarnation (Todd Terje Remix)
CHIC - I Want Your Love (Todd Terje Edit)
AJELLO - Moody Bang (Tensnake Remix)
MATTHEW DEAR - Pom Pom (Juan Maclean remix)
GOLDEN BUG - LookLookLook (Inflagranti remix)
SETY - Mogane (Guillaume & the Counts remix)
MORGAN GEIST - Detroit (Carl Craig remix)
COLE MEDINA - Love You Inside Out (Pinches Mix)
DAVID RUBATO - Circuit (Siriusmo Remix)
Tags: disco
Novidades da Rio Music Conference
Como muitos já sabem, no começo do ano que vem rola a primeira Rio Music Conference, nos moldes da Winter Music Conference, de Miami.
Será um evento reunindo DJs, produtores, jornalistas, donos de clube e pessoas do "business" da dance music. A idéia é juntar informação, troca de idéias, negócios e diversão num só pacote.
Inicialmente agendada para janeiro, a RMC passou agora para fevereiro. As palestras e os workshops estão marcados agora para os dias 18 e 19 de fevereiro. Abaixo vai a programação.
Obs: A pedido da organização do evento, os nomes dos participantes e horários das palestras foram removidos, uma vez que vários ainda não foram confirmados.
PALESTRAS (18/2)
A Música Eletrônica na Indústria da Propaganda e do Entretenimento.
O mercado nacional vem se profissionalizando ano a ano. Das primeiras festas aos tempos atuais, onde grandes corporações abraçam a música eletrônica, ouça os depoimentos e relatos de quem vem ajudando a cena acontecer.
Clubs e Eventos - A Força da e-Music no Mundo.
A música eletrônica é um negócio que move bilhões de dólares todo ano. Festas, bookings, festivais. Conheça alguns cases de sucesso desta maravilhosa indústria. Saiba como é composto o PIB da e-music!
A Revolução Digital - Da Queda do Vinil à Ascensão do mp3.
A indústria jamais será a mesma. O mundo vem redescobrindo a forma como a música é vendida, consumida e distribuída.
Internet, I Love You
Como a internet e outras plataformas vêm redesenhando o mapa da indústria fonográfica, diminuindo as perdas dos últimos anos.
Networking para o Sucesso
Hoje em dia não basta apensas ser um bom DJ. Sem um planejamento de carreira, as chances de sucesso são pequenas. Conheça as principais ferramentas que ajudam a tornar esse sonho possível.
Novas Tendências Musicais
O que o mundo vai consumir? - A música eletrônica vive em constante transformação. A cada ano, novos estilos e sonoridades inundam as pistas de dança. A música ontem, hoje e amanhã. Saiba aqui o que você vai escutar nos clubs e festivais.
WORKSHOPS (19/2)
Remix
Produção Musical Básica
Discotecagem Básica
Para os dias seguintes, está programada a RMC Experience, uma sequência de festas na Marina da Glória (foto) com alguns DJs consagrados:
20/02 - David Guetta
21/02 - Pete Tong & Gui Boratto
22/02 - Sven Vath
23/02 - Armin Van Buuren
24/02 - Erick Morillo
17.12.08 19:2514 comentários
Como muitos já sabem, no começo do ano que vem rola a primeira Rio Music Conference, nos moldes da Winter Music Conference, de Miami. Será um evento reunindo DJs, produtores, jornalistas, donos de clube e pessoas do "business" da dance music. A idéia é juntar informação, troca de idéias, negócios e diversão num só pacote.
Inicialmente agendada para janeiro, a RMC passou agora para fevereiro. As palestras e os workshops estão marcados agora para os dias 18 e 19 de fevereiro. Abaixo vai a programação.
Obs: A pedido da organização do evento, os nomes dos participantes e horários das palestras foram removidos, uma vez que vários ainda não foram confirmados.
PALESTRAS (18/2)
A Música Eletrônica na Indústria da Propaganda e do Entretenimento.
O mercado nacional vem se profissionalizando ano a ano. Das primeiras festas aos tempos atuais, onde grandes corporações abraçam a música eletrônica, ouça os depoimentos e relatos de quem vem ajudando a cena acontecer.
Clubs e Eventos - A Força da e-Music no Mundo.
A música eletrônica é um negócio que move bilhões de dólares todo ano. Festas, bookings, festivais. Conheça alguns cases de sucesso desta maravilhosa indústria. Saiba como é composto o PIB da e-music!
A Revolução Digital - Da Queda do Vinil à Ascensão do mp3.
A indústria jamais será a mesma. O mundo vem redescobrindo a forma como a música é vendida, consumida e distribuída.
Internet, I Love You
Como a internet e outras plataformas vêm redesenhando o mapa da indústria fonográfica, diminuindo as perdas dos últimos anos.
Networking para o Sucesso
Hoje em dia não basta apensas ser um bom DJ. Sem um planejamento de carreira, as chances de sucesso são pequenas. Conheça as principais ferramentas que ajudam a tornar esse sonho possível.
Novas Tendências Musicais
O que o mundo vai consumir? - A música eletrônica vive em constante transformação. A cada ano, novos estilos e sonoridades inundam as pistas de dança. A música ontem, hoje e amanhã. Saiba aqui o que você vai escutar nos clubs e festivais.
WORKSHOPS (19/2)
Remix
Produção Musical Básica
Discotecagem Básica
Para os dias seguintes, está programada a RMC Experience, uma sequência de festas na Marina da Glória (foto) com alguns DJs consagrados:
20/02 - David Guetta
21/02 - Pete Tong & Gui Boratto
22/02 - Sven Vath
23/02 - Armin Van Buuren
24/02 - Erick Morillo
Tags: rio music conference
Não parece com nada...
16.12.08 18:50Deixe seu comentário
Em tempos de clonagem musical, de produção em série de faixas de nomes e artistas diferentes, mas que pouco variam entre si, mandemos flores, bombons e presentes para o Gang Gang Dance. Eles merecem!
O som deles não parece com nada (nada mesmo) que tem por aí. Em 2008, só esse fato já é uma dádiva.
É claro que não adianta apenas soar "diferente". Tem que ser bom. E a música do Gang Gang Dance é muito boa, liquidificando dub, techno, ambient, avant garde, percussão macumbeira, pop torto e rock.
Não é à toa que o quarto álbum deles, St. Dymphna, está figurando em várias listas de melhores do ano de blogs de respeito como o 20jazzfunkgreats
O Jade resenhou o disco e foi só elogios também. Na resenha dele, tem várias faixas para ouvir.
Aqui eu deixo um tira-gosto:
Gang Gang Dance - Princes
O som deles não parece com nada (nada mesmo) que tem por aí. Em 2008, só esse fato já é uma dádiva.
É claro que não adianta apenas soar "diferente". Tem que ser bom. E a música do Gang Gang Dance é muito boa, liquidificando dub, techno, ambient, avant garde, percussão macumbeira, pop torto e rock.
Não é à toa que o quarto álbum deles, St. Dymphna, está figurando em várias listas de melhores do ano de blogs de respeito como o 20jazzfunkgreats
O Jade resenhou o disco e foi só elogios também. Na resenha dele, tem várias faixas para ouvir.
Aqui eu deixo um tira-gosto:
Gang Gang Dance - Princes
Tags: gang gang dance
Vale a pena ouvir de novo
Mais uma cartada de mestre dos incansáveis discólogos do DJhistory.com. E a escavação dessa vez é equivalente à descoberta da terceira pirâmide do Egito.
Em 1979, músicos de estúdio franceses e ingleses (entre eles, membros do Voyage) foram reunidos para gravar álbuns com finos grooves de funk e disco para uma emissora de TV. As faixas eram para servir de trilhas e vinhetas e nunca foram lançadas comercialmente (os poucos álbuns que escaparam alcançaram preços acima de R$ 1.000,00).
Pois agora o créme de la créme) da nu-disco (baba, baby, baba: Unabombers, Ray Mang, the Idjut Boys, Leo Zero, Mudd, Al Kent, Faze Action, Mudd e Toby Tobias) foi reunido para dar um trato nesses sons.
Está tudo no álbum Le Disco: Tele Music Remixed. No site DJHistory tem trechos dos remixes. É claro que ficou bom! Vai lá ouvir agora!
15.12.08 18:551 comentário
Mais uma cartada de mestre dos incansáveis discólogos do DJhistory.com. E a escavação dessa vez é equivalente à descoberta da terceira pirâmide do Egito.Em 1979, músicos de estúdio franceses e ingleses (entre eles, membros do Voyage) foram reunidos para gravar álbuns com finos grooves de funk e disco para uma emissora de TV. As faixas eram para servir de trilhas e vinhetas e nunca foram lançadas comercialmente (os poucos álbuns que escaparam alcançaram preços acima de R$ 1.000,00).
Pois agora o créme de la créme) da nu-disco (baba, baby, baba: Unabombers, Ray Mang, the Idjut Boys, Leo Zero, Mudd, Al Kent, Faze Action, Mudd e Toby Tobias) foi reunido para dar um trato nesses sons.
Está tudo no álbum Le Disco: Tele Music Remixed. No site DJHistory tem trechos dos remixes. É claro que ficou bom! Vai lá ouvir agora!
Tags: tele music, voyage
Ravers que urinam e defecam
Seguem alguns trechos da carta que a ONG Projeto de Segurança Ipanema mandou ao secretário de segurança do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame. A ONG faz campanha pesada para banir a música eletrônica do reveillon carioca.
"A "rave" é festa reconhecidamente ligada, no mundo todo, ao alto consumo de drogas sintéticas. No Réveillon 2006/2007 teve o absurdo número de 1,5 milhões de pessoas numa reduzida área e foi devastadora para o bairro. O Reveillon 2007/2008 contou com aproximadamente 400.000 pessoas e gerou inúmeros assaltos e uma morte.
"Essa festa é uma tortura para quem mora em frente à praia, na Av. Vieira Souto: escutar por 12 horas o barulhento ritmo "bate-estaca" e a calçada virar um mictório.
"Um outro aspecto é o impacto ambiental de um evento onde as pessoas usam as areias por horas seguidas, urinando e defecando, fazendo sexo e se drogando. Depois, esta mesma praia vai ser usada por famílias com crianças. Por toda orla e adjacências encontra-se ambulantes de comida com botijões de gás e fogareiros numa perigosa situação que coloca as pessoas em risco de um grave acidente.
"Solicitamos ao Sr Secretário o seu empenho para que não seja autorizado o tipo de evento denominado "festa rave"."
Adorei o "urinando e defecando, fazendo sexo e se drogando". Quer dizer que se o som fosse samba ou rock ou MPB, as pessoas esperariam educadamente para fazer suas necessidades mais tarde, nos lugares certos. Também controlariam sua libido e curtiriam a festa a base de água de coco.
Depois a carta diz que a festa será uma tortura para quem mora na Avenida Vieira Souto, mais conhecida como um dos metros quadrados mais caros do Brasil. Fica evidente aqui o elitismo paranóico da campanha. Tradução: povão se divertindo aqui na porta de casa? Cruz credo, chama a polícia!
Aqui, no blog da ONG, tem a íntegra da carta.
Engraçado é que os únicos dois comentários à carta no blog apóiam a tenda eletrônica, afinal "é só por um dia". Ou seja, no seu próprio blog não conseguiram mobilizar ou inspirar nenhum comentário favorável à causa. Tudo indica que é mesmo coisa de "meia dúzia", como diz o autor de um dos comentários.
Mesmo assim, "meia dúzia" com boa capacidade de fazer barulho. Não foram poucas as vezes em que gente assim alcançou seu objetivo.
11.12.08 14:4028 comentários
Seguem alguns trechos da carta que a ONG Projeto de Segurança Ipanema mandou ao secretário de segurança do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame. A ONG faz campanha pesada para banir a música eletrônica do reveillon carioca."A "rave" é festa reconhecidamente ligada, no mundo todo, ao alto consumo de drogas sintéticas. No Réveillon 2006/2007 teve o absurdo número de 1,5 milhões de pessoas numa reduzida área e foi devastadora para o bairro. O Reveillon 2007/2008 contou com aproximadamente 400.000 pessoas e gerou inúmeros assaltos e uma morte.
"Essa festa é uma tortura para quem mora em frente à praia, na Av. Vieira Souto: escutar por 12 horas o barulhento ritmo "bate-estaca" e a calçada virar um mictório.
"Um outro aspecto é o impacto ambiental de um evento onde as pessoas usam as areias por horas seguidas, urinando e defecando, fazendo sexo e se drogando. Depois, esta mesma praia vai ser usada por famílias com crianças. Por toda orla e adjacências encontra-se ambulantes de comida com botijões de gás e fogareiros numa perigosa situação que coloca as pessoas em risco de um grave acidente.
"Solicitamos ao Sr Secretário o seu empenho para que não seja autorizado o tipo de evento denominado "festa rave"."
Adorei o "urinando e defecando, fazendo sexo e se drogando". Quer dizer que se o som fosse samba ou rock ou MPB, as pessoas esperariam educadamente para fazer suas necessidades mais tarde, nos lugares certos. Também controlariam sua libido e curtiriam a festa a base de água de coco.
Depois a carta diz que a festa será uma tortura para quem mora na Avenida Vieira Souto, mais conhecida como um dos metros quadrados mais caros do Brasil. Fica evidente aqui o elitismo paranóico da campanha. Tradução: povão se divertindo aqui na porta de casa? Cruz credo, chama a polícia!
Aqui, no blog da ONG, tem a íntegra da carta.
Engraçado é que os únicos dois comentários à carta no blog apóiam a tenda eletrônica, afinal "é só por um dia". Ou seja, no seu próprio blog não conseguiram mobilizar ou inspirar nenhum comentário favorável à causa. Tudo indica que é mesmo coisa de "meia dúzia", como diz o autor de um dos comentários.
Mesmo assim, "meia dúzia" com boa capacidade de fazer barulho. Não foram poucas as vezes em que gente assim alcançou seu objetivo.
Tags: reveillon
Como ganhar dinheiro nas férias
10.12.08 18:355 comentários
Boa dica para os Hugh Hefners e Oscar Maronis de plantão


Tags: raves
Querem banir a eletrônica do reveillon do Rio
Desculpe o trocadilho, mas pode entrar areia no reveillon eletrônico nas praias do Rio.
Moradores dos bairros do Flamengo e Ipanema estão fazendo de tudo para impedir palcos com música eletrônica nos tradicionais eventos de reveillon que rolam nas orlas da cidade.
Segundo o Globo informou:
"O anúncio de que os bairros do Flamengo e Ipanema ganhariam palcos de música eletrônica causou polêmica durante a reunião para discutir o policiamento das festas de fim de ano. O comandante do 1º Comando de Patrulhamento de Áreas (CPA), Marcus Jardim, disse temer uma catástrofe como o que houve em Ipanema no réveillon passado - com brigas e até morte. O comandante do 23º BPM (Leblon), Carlos Milan, também foi contra uma nova festa em Ipanema, e prometeu notificar o Ministério Público juntamente com a delegacia do Flamengo caso a festa fosse aprovada."
"Eles estariam tentando impedir a realização da festa, que seria financiada pela Euromusic Record, e previa DJs, bateria da São Clemente e queima de fogos. Em entrevista à Rádio CBN, a presidente da Associação dos moradores do Morro da Viúva, Maria Teresa Sombra, afirmou que o público que freqüenta festas raves é muito diferente do que freqüenta a tradicional queima de fogos do bairro."
(leia a íntegra aqui.)
PRECONCEITO EM AÇÃO
A mera possibilidade de uma festa de música eletrônica no reveillon, no país onde se dança uma semana sem parar no Carnaval, deixa certas pessoas apavoradas.
Como chegamos nisso?
É certo que ataque ininterrupto de uma mídia preconceituosa e louca por um bode expiatório moderno ajudou muito. Mas também não se pode ignorar a culpa de frequentadores (e alguns organizadores) de festas sem noção de planejamento ou respeito ao próximo. Mesmo assim, esses problemas existem em qualquer estilo musical. Ou seja, não justifica os bons pagarem pelos maus.
Peguei as opiniões de três personagens atuantes da cena carioca sobre a situação. Olha o que eles disseram:
Rick Reiner - sócio da Remix, agência de DJs
Minha opiniao é a única possivel. Isso é um enorme absurdo.
Em janeiro de 2007, fizemos Tiesto na praia de Ipanema para 250 mil pessoas e não foi registrado nenhum incidente sequer. Fomos inclusive cumprimentados pelas autoridades locais.
Infelizmente o reveillon do Rio concentra uma enorme quantidade de pessoas em cada palco e pessoas variadas. Não será substituindo um palco de música eletrônica por um show da Beth Carvalho (só um exemplo, todo o respeito a artista) que vai se evitar assaltos ou outros incidentes violentos.
Talvez somente a queima de fogos e mais nada fosse uma solução, pois acabaria a queima e as pessoas voltariam pra casa. Alias, é uma cena onde o índice de brigas e tumultos é infinitamente inferior do que num show de rock, num baile funk ou num evento do música baiana. Por que esses eventos nunca são citados??? Resposta: midia.
Bruno Mello - sócio da Inn Hype e organizador da Rio Music Conference
É vital que o poder público, antes de autorizar qualquer evento gratuito na cidade, elabore juntamente com os organizadores um criterioso plano de segurança, transporte, estacionamento, informações, etc para que todos (tanto os amantes da música eletrônica quanto as demais pessoas) possam curtir o reveillon em paz, com seus amigos e familiares, independente de onde seja a festa.
O grande problema é a falta de planejamento do poder público com as outras localidades além de Copacabana, que acaba recebendo (até pelo volume de tráfego) maior parte do contingente de policiais, bombeiros, guardas, etc em detrimento dos outros locais.
Falo com propriedade pois sou morador da Barra e ano passado foi um sufoco! Houve uma festa de música eletrônica que arrastou uma multidão para o local. Meus pais levaram mais de 2h para percorrer um trecho que é feito em menos de 5 minutos!
Espero que a [organizadora do palco] Euro Music possa fazer uma grande festa no Flamengo. Para quem curte a música eletrônica e para aqueles que querem apenas um programa diferente. Afinal, o Rio é um verdadeiro "dancefloor" a céu aberto!
DJ Nepal - Apavoramento Sound System
Acho um absurdo esse tipo de veto (parece que a censura voltou, será?????). O problema não está na música e sim na segurança pública. A polícia tem que nos oferecer segurança e não escolher o tipo de música que vai tocar. Principalmente no reveillon, que seria um data onde todos festejam, cada qual a sua maneira, a chegada do Ano Novo. Agora imagine se o carnaval não envolvesse tanto dinheiro, não seria a tal festa do povo...né?
09.12.08 18:2014 comentários
Desculpe o trocadilho, mas pode entrar areia no reveillon eletrônico nas praias do Rio.Moradores dos bairros do Flamengo e Ipanema estão fazendo de tudo para impedir palcos com música eletrônica nos tradicionais eventos de reveillon que rolam nas orlas da cidade.
Segundo o Globo informou:
"O anúncio de que os bairros do Flamengo e Ipanema ganhariam palcos de música eletrônica causou polêmica durante a reunião para discutir o policiamento das festas de fim de ano. O comandante do 1º Comando de Patrulhamento de Áreas (CPA), Marcus Jardim, disse temer uma catástrofe como o que houve em Ipanema no réveillon passado - com brigas e até morte. O comandante do 23º BPM (Leblon), Carlos Milan, também foi contra uma nova festa em Ipanema, e prometeu notificar o Ministério Público juntamente com a delegacia do Flamengo caso a festa fosse aprovada."
"Eles estariam tentando impedir a realização da festa, que seria financiada pela Euromusic Record, e previa DJs, bateria da São Clemente e queima de fogos. Em entrevista à Rádio CBN, a presidente da Associação dos moradores do Morro da Viúva, Maria Teresa Sombra, afirmou que o público que freqüenta festas raves é muito diferente do que freqüenta a tradicional queima de fogos do bairro."
(leia a íntegra aqui.)
PRECONCEITO EM AÇÃO
A mera possibilidade de uma festa de música eletrônica no reveillon, no país onde se dança uma semana sem parar no Carnaval, deixa certas pessoas apavoradas.
Como chegamos nisso?
É certo que ataque ininterrupto de uma mídia preconceituosa e louca por um bode expiatório moderno ajudou muito. Mas também não se pode ignorar a culpa de frequentadores (e alguns organizadores) de festas sem noção de planejamento ou respeito ao próximo. Mesmo assim, esses problemas existem em qualquer estilo musical. Ou seja, não justifica os bons pagarem pelos maus.
Peguei as opiniões de três personagens atuantes da cena carioca sobre a situação. Olha o que eles disseram:
Rick Reiner - sócio da Remix, agência de DJs
Minha opiniao é a única possivel. Isso é um enorme absurdo.
Em janeiro de 2007, fizemos Tiesto na praia de Ipanema para 250 mil pessoas e não foi registrado nenhum incidente sequer. Fomos inclusive cumprimentados pelas autoridades locais.
Infelizmente o reveillon do Rio concentra uma enorme quantidade de pessoas em cada palco e pessoas variadas. Não será substituindo um palco de música eletrônica por um show da Beth Carvalho (só um exemplo, todo o respeito a artista) que vai se evitar assaltos ou outros incidentes violentos.
Talvez somente a queima de fogos e mais nada fosse uma solução, pois acabaria a queima e as pessoas voltariam pra casa. Alias, é uma cena onde o índice de brigas e tumultos é infinitamente inferior do que num show de rock, num baile funk ou num evento do música baiana. Por que esses eventos nunca são citados??? Resposta: midia.
Bruno Mello - sócio da Inn Hype e organizador da Rio Music Conference
É vital que o poder público, antes de autorizar qualquer evento gratuito na cidade, elabore juntamente com os organizadores um criterioso plano de segurança, transporte, estacionamento, informações, etc para que todos (tanto os amantes da música eletrônica quanto as demais pessoas) possam curtir o reveillon em paz, com seus amigos e familiares, independente de onde seja a festa.
O grande problema é a falta de planejamento do poder público com as outras localidades além de Copacabana, que acaba recebendo (até pelo volume de tráfego) maior parte do contingente de policiais, bombeiros, guardas, etc em detrimento dos outros locais.
Falo com propriedade pois sou morador da Barra e ano passado foi um sufoco! Houve uma festa de música eletrônica que arrastou uma multidão para o local. Meus pais levaram mais de 2h para percorrer um trecho que é feito em menos de 5 minutos!
Espero que a [organizadora do palco] Euro Music possa fazer uma grande festa no Flamengo. Para quem curte a música eletrônica e para aqueles que querem apenas um programa diferente. Afinal, o Rio é um verdadeiro "dancefloor" a céu aberto!
DJ Nepal - Apavoramento Sound System
Acho um absurdo esse tipo de veto (parece que a censura voltou, será?????). O problema não está na música e sim na segurança pública. A polícia tem que nos oferecer segurança e não escolher o tipo de música que vai tocar. Principalmente no reveillon, que seria um data onde todos festejam, cada qual a sua maneira, a chegada do Ano Novo. Agora imagine se o carnaval não envolvesse tanto dinheiro, não seria a tal festa do povo...né?
Tags: rio de janeiro, reveillon
Aquele famoso "norwegian touch"...
08.12.08 19:252 comentários
Prazeres culpados: "Africa", do Toto.
Sempre curti aquele synth e aquele groove. Os vocais tem os dois pés no soft rock cafona dos anos 80 e, na época, quem curtia New Order ou Echo & the Bunnymen não chegava perto de Toto nem com uniforme anti-radiação.
Mas o tempo cicatriza tudo. E hoje dá pra considerar a música pelo que é: uma excelente canção pop.
Toto - Africa
E é por isso também que ouvi com euforia o edit que o Rune Lindbaek fez, enfatizando bem os synths e dando aquela vibe bem "baleárica" pro lance.
Não precisa nem dizer que Lindbaek é da turma de Todd Terje, Prins Thomas e afins e solta uns 758 edits por semana.
Não faz muito saiu esse álbum com várias travessuras do editor maluco.
Sempre curti aquele synth e aquele groove. Os vocais tem os dois pés no soft rock cafona dos anos 80 e, na época, quem curtia New Order ou Echo & the Bunnymen não chegava perto de Toto nem com uniforme anti-radiação.
Mas o tempo cicatriza tudo. E hoje dá pra considerar a música pelo que é: uma excelente canção pop.
Toto - Africa
E é por isso também que ouvi com euforia o edit que o Rune Lindbaek fez, enfatizando bem os synths e dando aquela vibe bem "baleárica" pro lance.
Não precisa nem dizer que Lindbaek é da turma de Todd Terje, Prins Thomas e afins e solta uns 758 edits por semana.
Não faz muito saiu esse álbum com várias travessuras do editor maluco.
Tags: rune lindbaek, toto
