Nessa terça tem Dancing Cheetah no Rio, uma das festas mais legais e fora do eixo, especialmente por ser aberta a sonoridades superpopulares. Como a Vivian (aka DJ Vivi Caccuri) vai tocar, a gente aproveita esse post inicial para comentar uma seleção não só do que vai rolar por lá mas também do que tem assombrado a playlist ataque-ataque nos últimos dias:
Rye Rye é uma ninfeta lindíssima de 19 anos de Baltimore - Maryland. Simplesmente incrível! Ela é o novo investimento da M.I.A. no selo que a diva do ghettotech acabou de lançar. Mal podemos esperar para o álbum sair.
Cada vez mais gostamos de chicha, a versão peruana e psicodélica da cumbia. Ouvimos a coletânea "Roots of Chicha" e nos apaixonamos: é tudo dançante, doce, romântico! Mas como todo ritmo latino-americano, a chicha também tem toques de safadeza.
Esse moço vem de uma cultura que é talvez a mais discriminada e diminuída hoje em dia: a chinesa. Sulumi tem formação musical de conservatório, mas é adepto da música de videogame 16bit. O cara faz reviravoltas inacreditáveis e agressivas dentro daquela estética e é sempre apontado como destaque da nova geração de artistas de Pequim.
É
até engraçado, mas até os escandinavos estão inventando seu próprio
gueto agora. O skwee, um ritmo eletrônico que mistura hip-hop oldschool
com electro, minimal e synths super bregas apareceu na Finlândia já com
ares de "Yo!" (em finlandês)
Para nós, os vídeos dos sonideros mexicanos uma das coisas mais interessantes acontecendo no audiovisual atualmente. E como fãs da nova música das periferias globais, achamos o sonidero mexicano uma loucura surrealista, cheia de textos e efeitos futuristas retrôs fantásticos. O som para uma rave indígena-mestiça de primeira!
Misturar metal com Sun-Ra é um dos pequenos feitos do Chrome Hoof. O coquetel é ainda mais radical e inclui elementos de afro-futurismo com burlesque e visual Sunn O))), em formato big band com muito lamê prateado.
Crabcore, uma coisas mais divertidas que apareceram no planeta recentemente. Crabcore é emo + metalcore + autotune (estilo Kanye West) + eurodance (estilo Basshunter). Fique de olho nas dancinhas estilo caranguejo e no final apoteótico a partir do minuto 2:48. E o nome da banda é Attack Attack!, que é o mesmo nome desse blog. Juramos que nosso nome veio antes!
Não surpreende que Cooly G seja mais uma novidade das periferias de Londres, de onde vêm algumas das ondas mais interessantes de música para dançar atualmente (dubstep, wonkytechno, bassline etc etc etc). Assombrada pela nostalgia dos primeiros anos das raves (ainda que ela seja nova demais para ter vivido os verões do amor na Inglaterra no começo dos 90's) a moça não só sabe programar como está criando batidas que são uma boa trilha para esse fim de década.
postado por V. Caccuri e R. Lemos





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