Desde seu surgimento na cena em 1995, Asad Rizvi tem se destacado de maneira promissora dentro do sempre crescente movimento House underground, conhecido através do mundo como Tech-House. Com mais de 40 lançamentos sob seu nome e como DJ itinerante que já percorreu 5 continentes, este londrino de apenas 26 anos tem desenvolvido um som distinto e consistente, que lhe traz o apoio da indústria musical, tanto em suas publicações como em suas apresentações como DJ. Foi batizado pela revista Muzik em 1998 como new school hero, Producer for 2000 pela Mixmag e DJ for 2000 na The Face. Asad tem se mostrado um artista que nunca falha na entrega.
A amplitude estética de sua música claramente se reflete nos anos de sua infância em que percorreu diversos países e vivenciou um cenário musical não menos interessante. Despertou seu gosto pela criação aos 13 anos, quando teve acesso a equipamentos e aulas técnicas de gravação e produção, na escola e na faculdade. Estas habilidades foram mais tarde reconhecidas como talento quando ele e o, agora legendário, produtor Ian OBrien se juntaram para produzir em vinil seus primeiros esforços de Memory Tree, em 1995. O single imediatamente ganhou um suporte entusiástico de DJs e jornalistas ao redor do mundo, ambos concederam aos artistas a premiação de Single do Mês em suas críticas. Simultaneamente, Asad começou a tocar como DJ para um bom número de rádios piratas locais, descobrindo então seu amor por esta atividade que o levou pra tocar em todos os cantos do planeta.
Sete anos depois, as contribuições de Asad para a dance music underground tornaram-se extremamente significantes. Suas produções dão-lhe reputação pela diversidade, excelente qualidade e dinamismo para as pista de dança. Gravando sob vários nomes, sua discografia abrange um grande número de selos bem respeitados, tais como The End, Loaded, Visitor, Surreal, Wiggle, assim como as suas próprias marcas: Wrong e Reverberations. Aquele, co-administrado com Nathan Coles da Get F**ked, é a casa que lança as criações do infame duo Two Right Wrongans, que já encontrou lugar dentro das reverenciadas compilações da Global Underground, mixadas por Danny Tenaglia e Anthony Papa. O Reverberations selo, sound-system e time de produção é o amálgama dos talentos de Asad com os de seus melhores amigos Ravi McArthur, Tom Gillieron e Charlie Inman. Em seu oitavo ano, é um dos poucos selos que pode se gabar de ter ganhado o suporte de DJs tão diversos como Gilles Petterson, Terry Francis, Adam Freeland, LTJ Bukem e John Digweed.
No selo End Recordings, de Mr. C, Asad e o parceiro Ravi têm gravado como Impossible Beings há alguns anos. Apesar de somente cinco EPs terem saído sob este nome, o projeto está atualmente trabalhando num álbum extenso, já bastante avançado e que promete ser lançado em meados do ano que vem. Trazendo uma vasta lista de instrumentistas e vocalistas incluindo a antiga diva do Opus 3, Kirsty Hawkshaw o álbum promete surpreender muitos dos que conhecem as suas produções de House.
Em 1999 o Appleheadz, projeto tingido de jazz formado por Asad e Charlie Inman, ganhou como lar o selo britânico Loaded Recordings. Seu single Hold your Turtles logo após lançado, em 2000, chegou a número um no buzz chart da DJ Magazine. Ainda em 2000 Asad foi além, mixando a primeira edição da compilação Fine House Music que chegou às mãos de 30.000 ouvintes pela capa da revista JockeySlut. Tendo recentemente mudado o nome de Appleheadz para Emulsion, o grupo está trabalhando em músicas com mais vocais e menos pista, e o novo single Kinda Blue (na voz de Danielle Liebermann) sairá no início do ano que vem.
Em trabalho solo, Asad nomeia-se Silverlining, que é provavelmente seu projeto mais conhecido. Com foco num material mais atmosférico, sombrio e orientado para as pistas de dança, ele tem sido bem recebido sob este nome, hospedando músicas em diversos selos, tais como Tag, Eukahouse, Tektite, Visitor, o Ing Recordings do Japão, entre outros. Seu single Precision Spanner que saiu pelo Wrong foi descrito como Vital Release pela Muzik Magazine em 1998. O nome Silverlining tem assinado também os seus remixes, que se extendem até artistas old-skool, como o pioneiro do hip-hop Kurtis Blow, o legendário grupo de Miami house The Fog, e também o grupo Killer Loop (dos conhecidos Mr. C e Layo Paskin) do selo The End, entre outros.
A versatilidade musical de Asad se reflete também se na sua habilidade de mixar vários estilos nas suas performances como DJ. E como reconhecimento disto ele tem freqüentemente tocado nas maiores e mais respeitadas noites do Reino Unido, tais como Fabric, Wiggle, e Subterrain do The End, além de tocar na sua própria festa, Reverberations, que acontece exporadicamente no sul de Londres. Ele já se apresentou em diversos países da Europa, na Nova Zelândia, Brasil, México, Japão, Estados Unidos, Canadá, e outros.
Os próximos meses prometem ser os mais ocupados da agenda dele, com o lançamento de um cd álbum e mix ao mesmo tempo onde constam as suas melhores produções e remixes, chamado Silverlining Exposures publicado pelo Reverberations; novos singles e remixes que já estão sendo lançados pelo The End, Big Chief, Special Needs, Ing, Laus e Wrong além de outros; tours pela Europa, Ásia, América do Sul e do Norte que estão rolando e/ou ainda sendo planejados... e ainda a produção do álbum do Impossible Beings cujo trabalho está bastante avançado.